sábado, 31 de janeiro de 2015

Proposta de organização sistêmica e cibernética de todos os setores da sociedade, com ênfase na administração pública, abrangendo os níveis federal, estadual e municipal

Os blogs do Painel do Paim tratam, principalmente, da metodologia sistêmica ou Sistemismo, nos moldes preconizados nos livros de Edson Paim e Rosalda Paim, intitulados "Sistemismo Ecológico Cibernético e, "Sistemas, Ambiente & Mecanismos de Controle", cuja proposta central é a organização sistêmica e cibernética de todos os setores da sociedade, com ênfase na administração pública, abrangendo os níveis federal, estadual e municipal

(Edson Nogueira Paim escreveu)

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

MAIS PEDRAS NO CAMINHO DE AÉCIO


Nem mesmo assentou, ainda, a poeira da eleição presidencial de 2014, já começa a se delinear o quadro sucessório de 2018. 
A condição destacada em que Mercadante foi alçado, no segundo mandato de Dilma, colocou-o no páreo para a disputa presidencial de 2018.
Como este não seria o ungido por Lula, no caso em que ele próprio não venha a se candidatar, em virtude de não querer ou de não poder sê-lo, ele não perdeu tempo: Lançou um petardo contra a candidatura de Mercadante, ao se referir a Pimentel como “o escolhido” e, ao mesmo tempo deixou Dilma em “sinuca de bico”, pois o governador mineiro é, também, seu “queridinho”.
          Repete-se o dilema vivido por Lula, em 2010: Marta Suplicy ou Dilma?

          Os percalços de Aécio não diminuíram, pois se já seria temerário o lançamento de um candidato mineiro para enfrentar um paulista - Lula ou Mercadante - se torna não menos improvável a recandidatura do Senador, diante de outro postulante mineiro, tanto mais se Dilma e Pimentel resolverem transformar empobrecidos municípios mineiros, como Lula e ela fizeram em relação ao Nordeste brasileiro, em contraponto ao descaso de Aécio, com municípios subdesenvolvidos que se mesclam com outros de alto desenvolvimento, em quase todas as doze mesorregiões mineiras, como se comprova, principalmente com os da Mesorregião de Jequitinhonha, com baixíssimo IDH, como Palmópolis, um dos piores (0,565) que se contrasta com o de Diamantina (0,716), – variação de 0,151.Mesmo a mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte apresenta disparidades: valores de IDH-M que variam entre 0.557 (Serra Azul de Minas), no Vale do Jequitinhonha e 0.813 (Nova Lima), o maior IDH-M de Minas Gerais. Na mesorregião Noroeste de Minas Gerais estão Formoso, Arinos e Uruana de Minas (0.640 – 0.656 – 0.664 respectivamente), que juntamente com Cabeceira Grande (0.648), compõem as quatro com menor índice de desenvolvimento humano. Essa variação vai de 0,640 em Formoso até 0,744 em Paracatu. Na região norte de Minas Gerais, o município com a menor IDH-M é Fruta Leite, com 0.544, e o maior é Montes Claros com 0.77.  
Na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o menor índice é o de Delta (0,639) e o maior é o de Uberlândia (0,789). A média da região é de 0,712, que está abaixo da média estadual (0,731) e também da nacional (0,727). Estes dados evidenciam que a região possui municípios com os índices de IDH-M muito precários, que necessitam de uma maior atenção. Dos 66 municípios dessa Mesorregião, apenas 24,2% deles estão com índices maiores que o nacional e apenas 16,6% com índices melhores que da média do Estado de Minas Gerais. Levando em conta que a média nacional inclui municípios e cidades do norte e nordeste do Brasil que costumam ter índices bem baixos, estes dados são um tanto quanto alarmante quando se analisa a mesorregião. O IDH-M, enquanto Índice de desenvolvimento Humano relativo aos municípios brasileiros, é um indicador que utiliza três dimensões: longevidade, educação e renda, adaptando-se ao contexto brasileiro. Quanto  a região Oeste de Minas Gerais, composta por mais de 40 municípios, possuiu uma economia diversificada, com base no setor de serviços e também no setor industrial. A região é muito importante para o Estado de Minas Gerais já que possui Índices consideráveis de renda. O ranking do IDH-M brasileiro é composto pelos níveis: muito alto, alto, médio, baixo e muito baixo. As cidades de Divinópolis e Itaúna representam o nível alto e compõe o 21° e 27° lugares no ranking brasileiro com IDH-M de 0.764 e 0.758 respectivamente. Já as cidades de Piracema e São Sebastião do Oeste, representam o nível médio, e ocupam o 570° e 677° lugares no ranking, com IDH-M de 0.646 e 0.626 respectivamente. As cidades que compõe o nível muito alto de IDH-M do Estado são: Nova Lima ocupando a primeira posição com IDH-M de 0.813 e Belo Horizonte na segunda posição com IDH-M de 0.810. No cenário brasileiro, percebemos que os maiores níveis de IDH-M encontram-se na região sudeste, sendo situados no Estado de São Paulo. A primeira posição de Minas Gerais, representada pela cidade de Nova Lima, é a 17° posição no ranking brasileiro. Como se constata os oito anos de Aécio e os oito de Anastasia não foram suficientes para quebrar a desigualdade entre os municípios mineiros. 
Esta situação, embora pouco divulgada, ainda, poderá ter peso relevante na escolha do candidato do PSDB: Aécio, Alckmin ou Serra. 


(Edson Nogueira Paim escreveu)  


LEIA MAIS


Em de 29 de outubro escrevemos, neste Blog, sob o título: “Foi dada a largada para 2018” (Clique e Leia:http://edsonpaimescrevepaineldopaim.blogspot.com.br/2014/10/foi-dada-largada-para-2018-defesa-da.html ).


A seguir, em 08 de dezembro, em a “Sucessão 2018 Precipitada”, voltamos a fazer conjecturas sobre o próximo pleito presidencial. Confira >http://edsonpaimescrevepaineldopaim.blogspot.com.br/2014/12/sucessao-2018-precipitada-edson.html .


Em 04 de janeiro, em “O ‘DILMO’ DA DILMA”, ao descortinar o papel preponderante que Aloisio Mercadantedesempenhará no segundo mandato da Presidente Dilma: uma espécie de “Primeiro Ministro” e, se o quarto mandato do PT der certo e, ao mesmo tempo, o Ex-presidente abdicar de sua candidatura, como é mais plausível, o Ministro tem chance de concorrer, desde que não surja outro candidato preferido pelo seu partido. 


Confira:http://edsonpaimescrevepaineldopaim.blogspot.com.br/2015/01/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html


(Edson Nogueira Paim escreveu)  

domingo, 18 de janeiro de 2015

As falhas humanas predominam na gênese dos acidentes aéreos. Os pilotos se distraem; as máquinas não. Como, na maioria das vezes, as distrações não tem consequências, eles continuam se distraindo, até que um dia a "casa cai", ou melhor dito, o avião cai. Assim, nós estamos mais na mão dos pilotos do que na dependência da aeronave que, por sua vez, está sujeita a qualidade da manutenção, portanto, o homem é, na maioria das vezes, o responsável pelos acidentes aéreos. A máquina, em si, "o tempo e o vento" estão, geralmente, menos implicados que o ser humano, entre os quais se incluem os controladores de vôo. Ao passageiro, só resta embarcar e rezar e agradecer a Deus, ao desembarcar. Ainda assim, o viagem aérea ainda é muito mais segura que a terrestre. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ajustes ou Reajustes (feedback) é um processo contínuo e permanente que deve ser aplicado em todos os setores da sociedade, sobretudo na administração pública

Concordo com Dilma, em gênero número e grau, em relação a efetuar ajustes nas contas públicas. Ajustes não é "bicho de sete cabeças". Ajustes ou Reajustes (feedback) é um mecanismo cibernético que deve ser utilizado em todos os processos físicos, biológicos, tecnológicos e sociais, sempre que haja discrepância entre os resultados obtidos e os esperados ou programados.
A presidenta está certa em processar reajustes das contas públicas, como efetuou reforma em seu Ministério.

(Edson Nogueira Paim escreveu) 

domingo, 4 de janeiro de 2015

O “DILMO” DA DILMA (Edson Nogueira Paim escreveu)



Em de 29 de outubro escrevemos, neste Blog, sob o título: “Foi dada a largada para 2018” (Clique e Leia: http://edsonpaimescrevepaineldopaim.blogspot.com.br/2014/10/foi-dada-largada-para-2018-defesa-da.html ).

A seguir, em 08 de dezembro, em a “Sucessão 2018 Precipitada”, voltamos a fazer conjecturas sobre o próximo pleito presidencial. Confira > http://edsonpaimescrevepaineldopaim.blogspot.com.br/2014/12/sucessao-2018-precipitada-edson.html .

A nova configuração nos obriga a voltar ao assunto porque, embora fosse previsível, agora, se tornou mais evidente o papel de destaque que Aloisio Mercadante desempenhará no segundo mandato da Presidente Dilma: um arremedo de “Primeiro Ministro” e, se o quarto mandato do PT der certo e, ao mesmo tempo, o Ex-presidente abdicar de sua candidatura, como é mais plausível, o Ministro tem chance de concorrer, desde que não surja outro candidato preferido pelo seu partido.

Na verdade, Dilma imita Lula, ao atribuir a Mercadante, o mesmo papel que seu padrinho político lhe confiou, malgrado se desconhecer, ainda, se as intenções são as mesmas.   

O Mercadante já foi picado pela “mosca azul”, como ficou claro, em razão de suas marcas digitais, calcadas no processo de escolha dos Ministros, do qual participou ativamente, tanto em virtude de sua distribuição geográfica como pela localização dos titulares, cujo fato emblemático foi colocar Jacque Wagner a “escanteio”, ao ser “engessado” no Ministério da Defesa, uma pasta apolítica.

A candidatura de Lula ou de Mercadante, se fatos novos não ocorrerem, amplia a chance de Alckmin e acrescenta mais um obstáculo a recandidatura de Aécio Neves, pois se torna praticamente impensável a escolha, pelo PSDB, de um candidato mineiro para enfrentar um paulista, lançado pelo PT.    


(Edson Nogueira Paim escreveu)   

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

SUCESSÃO 2018 PRECIPITADA (Edson Nogueira Paim)




Em rabiscos publicados sob o título "Foi dada a largada para 2018", referimos que Rui Falcão, presidente do PT, ao defender o nome de Lula como candidato em 2018 e, a declaração do ex-presidente de que se candidataria nesse pleito, teria precipitado o debate do processo sucessório presidencial.


Na mesma ocasião, considerávamos como naturais as postulações de Aécio Neves e Marina Silva, mas que enxergávamos uma pedra no caminho de Marina, representada pela própria candidatura de Lula e,  um rochedo no percurso de Aécio, constituído principalmente, mas não só, pela óbvia pretensão de Alkmin, um governador bem avaliado e verdadeiro titular da enorme  votação que Aécio obteve no Estado  de São Paulo. 
Clique e Leia: http://edsonpaimescrevepaineldopaim.blogspot.com.br/2014/10/foi-dada-largada-para-2018-defesa-da.html .


Percebe se que o Senador montanhês “mordeu a isca” e partiu, precipitadamente, para a campanha eleitoral, embora envolvido, ainda, com o “terceiro turno, pois  parece que, ofuscado pela obstinação presidencial, o ex-candidato acha que a campanha de 2014 ainda não terminou, como aconteceu com Hiroo Onoda, militar japonês que se escondeu nas selvas das Filipinas até 1974, pensando que a Segunda Guerra Mundial ainda não havia terminado. 
Confira: http://ongsestrangeiraspaineldopaim.blogspot.com.br/2014/12/hiroo-onoda-o-soldado-japones-que-se.html


Ou, ao reverso, não consegue dormir, assombrado com o “fantasma” representado por Alckmin e de outros espantalhos menores que, a todo transe pretende exorcizar, por isto  que  incorpora o espírito de Carlos Lacerda, cognominado “Corvo do Lavradio” e arqui-adversário  de seu avô, Tancredo Neves e, por esta via, arrasta o PSDB rumo ao despenhadeiro íngreme da ultra direita, papel  até agora mal desempenhado pelo agonizante DEM, incapaz de preencher o vácuo deixado pela UDN golpista, sempre contestadora das sucessivas derrotas eleitorais sofridas.

No decorrer de uma sessão do Congresso que durou 18 horas e na qual alguns parlamentares chegaram a dormir em suas poltronas e outros dividiram pacotes de bolachas, o insone ex-governador mineiro, teria imposto aos deputados e senadores essa extensa vigília, ao se apresentar com “faca nos dentes” e “sede de sangue”, ao manifestar a certeza de que seriam, ao final, derrotados, porém, sangrariam o adversário, através de obstruções.

A estratégia de fazer oposição, apenas por oposição, poderá até dar certo, mas expõe ao risco de “queimar” definitivamente sua candidatura, já exposta ao frio e ao sereno e, agora, também ao fogo, em razão do seu lançamento precoce?

Além de outros percalços, a vereda escolhida pelo candidato derrotado contradiz a afirmação de que “mineiro trabalha em silêncio!”
(Edson Nogueira Paim escreveu)

sábado, 1 de novembro de 2014

José Fragelli, Edison Brito Garcia, Sebastião Cunha e nós (Edson Paim)


Edison Brito Garcia, jovem advogado, radicou-se em Aquidauana, onde exercia a profissão. 
Em 1958 foi eleito Deputado Estadual, pela UDN, cujo desempenho o credenciou para o mandato de Deputado Federal, eleito em 1862, pela mesma sigla, tendo honrado a representação de Aquidauana e do sudoeste, na Assembleia Legislativa e, a dessa região e do velho Mato Grosso, na Câmara Federal.
Mas Edison Garcia, passou a integrar o Grupo "Bossa Nova", da UDN progressista, juntamente com os deputados Seixas Doria (de Sergipe), José Sarney (do Maranhão), Ferro Costa (do Pará), Adahil Barreto (do Ceará) e José Aparecido (ainda não parlamentar) e de outros ilustres deputados.
Esta decisão, ao arrepio da ideologia dos "caciques" da agremiação conservadora, resultou, numa das "levas" tardias, ma cassação do seu mandato e a suspensão dos seus direitos políticos, por dez anos, calando assim, uma das melhores consciências e vozes, correspondentes a mais legítima representação que Aquidauana já teve, da estirpe de José Fragelli, o decano dos políticos aquidauanenses:Deputado Federal,culto e operoso membro da Comissão de Finanças da Câmara Federal, Governador do Estado, Senador da República, Presidente do Senado Federal, tendo exercido interinamente a Presidência da República, integrando com o Marechal Eurico Gaspar Dutra e Jânio Quadros, a galeria de mato-grossenses que ocuparam a mais alta magistratura do país.
Tendo cultivado amizade com Edison Garcia, por ocasião de minhas visitas a Aquidauana, continuando quando retornei a essa cidade, com ânimo definitivo.
Após a minha reforma, pelo Ato Institucional (que ainda não tinha número, só se transformando em AI-1, quando foi editado o segundo, fui consultar Edson Garcia que me aconselhou deixar Aquidauana, pois o "arsenal repressivo" ainda dispunha de "chumbo grosso".
A mesma opinião foi manifestada pelo Deputado Sebastião Cunha (PSD), oficial do nosso Exército, que mereceu acatamento, face ao convívio que tivéramos, em Aquidauana, no Rio de Janeiro, principalmente, na oasião em que eu cursava a Escola de Comunicações do Exército, em Deodoro, quando ele me convidou para residir no sexto andar do Palácio do Exército, sede de um Contingente que ele comandava, pois eu fazia, à noite, o Curso de Técnico de Contabilidade, na Rua da Constituição, próximo da Praça Tiradentes, reconhecendo ele a dificuldade de voltar para Deodoro, após o término das aulas. No Palácio Duque de Caxias, dividia um quarto, com o Sargento Stein.
Ironia do destino: Brito Garcia, cassado, desgostoso, também deixou Aquidauana, contra a sua vontade, por se certificar que não existia mais "clima" para a sua permanência, indo "curtir" suas mágoas em Brasília, onde ele exercia com sucesso suas atividades administrativas no setor imobiliário, tendo sido acometido de hipertensão, o que contribuiu para a sua morte prematura, afastando-o do nosso convívio e privando Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o país da sua capacidade, honradez e operosidade.
Por oportuno, preciso registrar a manifestação do Dr. José Fragelli, cujo convívio resultou que ele se tornasse meu avalista no Banco da Lavoura, o qual, várias vezes se manifestara que não concordava com a injustiça que fizeram com "esse menino".
Após o término do mandato de Governador de Mato Grosso reencontrei o Dr José Fragelli, como o povo aquidauanense o tratava, agradeci as referências que ele teria feito a terceiros e ele, não só as confirmou, como disse que teria o máximo prazer e o dever de justiça, em declarar por escrito ou depor, se tal fosse preciso.
A respeito do Senador José Fragelli, devo, por dever de Justiça, registrar o fato de ter ele, Presidente do Senado Federal, com a sua proverbial cordialidade, nos recebido, em 1986, (a Deputada Rosalda Paim e eu), quando ela lhe solicitou a inclusão, na ordem do dia, do projeto que regulamentava o exercício da enfermagem no país.
Como se tratava de final de legislatura, se o projeto que já fora aprovado na Câmara dos Deputados, emendado pelo Senado, se encontrava com todos os pareceres das Comissões da Câmara Alta da República e, se não fosse aprovado, naquele ano, seria arquivado.
A decisão imediata do Presidente José Fragelli, incluindo o projeto, na ordem do dia, permitiu a sua aprovação em tempo hábil, possibilitando nossa atuação na Câmara dos Deputados, principalmente junto ao Deputado Max Mauro (ES), concunhado da Deputada Rosalda Paim, para que conseguíssemos a aprovação nas Comissões e, posteriormente, a ação decisiva da liderança do PDT, a fim de que o projeto entrasse na ordem do dia e fosse aprovado no Senado.
Destarte, a Enfermagem brasileira e a sua então representante, Deputada Rosalda Paim, a primeira enfermeira parlamentar do Brasil, estão a dever ao Senador José Fragelli esta enorme contribuição, dentre os notáveis serviços que ele prestou aos dois Estados gêmeos e ao país.
Por derradeiro, faço um apelo a todos que conheceram e privaram do convívio com o Deputado Edison Brito Garcia, para que promovam algum ato de desagravo à memória do brilhante, honesto, eficiente e eficaz parlamentar, tão brutalmente se tornado vítima do arbítrio, em pleno fragor da juventude e, prematuramente, afastado do nosso convívio.



Ombudsman
NA TRIBUNA DA IMPRENSA, o "historiador (sic) e analista político" Said Barbosa Dib diz que "a persistência de Sarney em defender a cláusula democrática como critério para o ingresso no Mercosul se justifica pela vida do ex-presidente: são 52 anos de vida pública sempre comprometida com as liberdades democráticas" (sic). E cita três fatos inexistentes e estrambóticos.
1 - "Como udenista bossa-novista (sic), já havia participado (sic) da luta contra a ditadura Vargas, mais sanguinária do que a dos militares".
Errado. Sarney nasceu em 1930. A ditadura Vargas acabou em 1945, quando a UDN surgiu, e Sarney era um fedelho de ginasial. A "Bossa-Nova" da UDN só iria ser criada no congresso da UDN em Recife, em abril de 1961, três meses depois da posse de Janio, pelos deputados Seixas Doria (de Sergipe), José Sarney (do Maranhão), Ferro Costa (do Pará), Adahil Barreto (do Ceará) e José Aparecido (ainda não deputado, só iria eleger-se em 62), que organizaram um grupo para apoiar as propostas "nacionalistas, reformistas e de interesse popular" de Janio, contra o grupo conservador "Banda de Música", liderado pelo deputado Herbert Levy (de São Paulo). No fim, fizeram uma composição: Levy foi eleito presidente da UDN e Sarney vice.
(Trecho da coluna de Sebastião Nery - Tribuna da Impre
nsa - 15-11-07)