sexta-feira, 18 de julho de 2014

Transcrito de: PANORAMA POLÍTICO - O GLOBO (18) - ILIMAR FRANCO



Promoção
Menos de uma semana após o fim da Copa, o general Fernando Azevedo e Silva, presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), foi promovido pelo Exército. Ele agora é general 4 estrelas, a mais alta patente da Força. Atualmente somente 15 generais possuem essa patente. Isso contribui para sua permanência no cargo.


  Comentário de Edson Nogueira Paim:

 O Exército não promove a General. Quem promove a General, Brigadeiro e Almirante é o Presidente da República que, constitucionalmente, é o Comandante Supremo das Forças Armadas. Compete a cada Força - Marinha, Exército e Aeronáutica - elaborar lista tríplice, para a escolha do Presidente da República).

Eis o que prescreve a Constituição:

Seção II
Das Atribuições do Presidente da República
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
........................................................................................................
XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 02/09/99)

domingo, 1 de junho de 2014

José Fragelli, Edison Brito Garcia, Sebastião Cunha e nós

Ombudsman
NA TRIBUNA DA IMPRENSA, o "historiador (sic) e analista político" Said Barbosa Dib diz que "a persistência de Sarney em defender a cláusula democrática como critério para o ingresso no Mercosul se justifica pela vida do ex-presidente: são 52 anos de vida pública sempre comprometida com as liberdades democráticas" (sic). E cita três fatos inexistentes e estrambóticos.
1 - "Como udenista bossa-novista (sic), já havia participado (sic) da luta contra a ditadura Vargas, mais sanguinária do que a dos militares".
Errado. Sarney nasceu em 1930. A ditadura Vargas acabou em 1945, quando a UDN surgiu, e Sarney era um fedelho de ginasial. A "Bossa-Nova" da UDN só iria ser criada no congresso da UDN em Recife, em abril de 1961, três meses depois da posse de Janio, pelos deputados Seixas Doria (de Sergipe), José Sarney (do Maranhão), Ferro Costa (do Pará), Adahil Barreto (do Ceará) e José Aparecido (ainda não deputado, só iria eleger-se em 62), que organizaram um grupo para apoiar as propostas "nacionalistas, reformistas e de interesse popular" de Janio, contra o grupo conservador "Banda de Música", liderado pelo deputado Herbert Levy (de São Paulo). No fim, fizeram uma composição: Levy foi eleito presidente da UDN e Sarney vice.
(Trecho da coluna de Sebastião Nery - Tribuna da Imprensa - 15-11-07)

Comentário do Blog:
Edison Brito Garcia, jovem advogado, radicou-se em Aquidauana, onde exercia a profissão. Em 1958 foi eleito Deputado Estadual, pela UDN, cujo desempenho o credenciou para o mandato de Deputado Federal, eleito em 1862, pela mesma sigla, tendo honrado a representação de Aquidauana e do sudoeste, na Assembléia Legislativa e, a dessa região e do velho Mato Grosso, na Câmara Federal.
Mas Edison Garcia, passou a integrar o Grupo "Bossa Nova", da UDN progressista, juntamente com os deputados Seixas Doria (de Sergipe), José Sarney (do Maranhão), Ferro Costa (do Pará), Adahil Barreto (do Ceará) e José Aparecido (ainda não parlamentar) e de outros ilustres deputados.
Esta decisão, ao arrepio da ideologia dos "caciques" da agremiação conservadora, resultou, numa das "levas" tardias, ma cassação do seu mandato e a suspensão dos seus direitos políticos, por dez anos, calando assim, uma das melhores consciências e vozes, correspondentes a mais legítima representação que Aquidauana já teve, da estirpe de José Fragelli, o decano dos políticos aqudauanenses:Deputado Federal,culto e operoso membro da Comissão de Finanças da Câmara Federal, Governador do Estado, Senador da República, Presidente do Senado Federal, tendo exercido interinamente a Presidência da República, integrando com o Marechal Eurico Gaspar Dutra e Jânio Quadros, a galeria de mato-grossenses que ocuparam a mais alta magistratura do país.
Tendo cultivado amizade com Edison Garcia, por ocasião de minhas visitas a Aquidauana, continuando quando retornei a essa cidade, com ânimo definitivo.
Após a minha reforma, pelo Ato Institucional (que ainda não tinha número, só se transformando em AI-1, quando foi editado o segundo, fui consultar Edson Garcia que me aconselhou deixar Aquidauana, pois o "arsenal repressivo" ainda dispunha de "chumbo grosso".
A mesma opinião foi manifestada pelo Deputado Sebastião Cunha (PSD), oficial do nosso Exército, que mereceu acatamento, face ao convívio que tivéramos, em Aquidauana, no Rio de Janeiro, principalmente, na oasião em que eu cursava a Escola de Comunicações do Exército, em Deodoro, quando ele me convidou para residir no sexto andar do Palácio do Exército, sede de um Contingente que ele comandava, pois eu fazia, à noite, o Curso de Técnico de Contabilidade, na Rua da Constituição, próximo da Praça Tiradentes, reconhecendo ele a dificuldade de voltar para Deodoro, após o término das aulas. No Palácio Duque de Caxias, dividia um quarto, com o Sargento Stein.
Ironia do destino: Brito Garcia, cassado, desgostoso, também deixou Aquidauana, contra a sua vontade, por se certificar que não existia mais "clima" para a sua permanência, indo "curtir" suas mágoas em Brasília, onde ele exercia com sucesso suas atividades administrativas no setor imobiliário, tendo sido acometido de hipertensão, o que contribuiu para a sua morte prematura, afastando-o do nosso convívio e privando Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o país da sua capacidade, honradez e operosidade.
Por oportuno, preciso registrar a manifestação do Dr. José Fragelli, cujo convívio resultou que ele se tornasse meu avalista no Banco da Lavoura, o qual, várias vezes se manifestara que não concordava com a injustiça que fizeram com "esse menino".
Após o término do mandato de Governador de Mato Grosso reencontrei o Dr José Fragelli, como o povo aquidauanense o tratava, agradeci as referências que ele teria feito a terceiros e ele, não só as confirmou, como disse que teria o máximo prazer e o dever de justiça, em declarar por escrito ou depor, se tal fosse preciso.
A respeito do Senador José Fragelli, devo, por dever de Justiça, registrar o fato de ter ele, Presidente do Senado Federal, com a sua proverbial cordialidade, nos recebido, em 1986, (a Deputada Rosalda Paim e eu), quando ela lhe solicitou a inclusão, na ordem do dia, do projeto que regulamentava o exercício da enfermagem no país.
Como se tratava de final de legislatura, se o projeto que já fora aprovado na Câmara dos Deputados, emendado pelo Senado, se encontrava com todos os pareceres das Comissões da Câmara Alta da República e, se não fosse aprovado, naquele ano, seria arquivado.
A decisão imediata do Presidente José Fragelli, incluindo o projeto, na ordem do dia, permitiu a sua aprovação em tempo hábil, possibilitando nossa atuação na Câmara dos Deputados, principalmente junto ao Deputado Max Mauro (ES), concunhado da Deputada Rosalda Paim, para que conseguíssemos a aprovação nas Comissões e, posteriormente, a ação decisiva da liderança do PDT, a fim de que o projeto entrasse na ordem do dia e fosse aprovado no Senado.
Destarte, a Enfermagem brasileira e a sua então representante, Deputada Rosalda Paim, a primeira enfermeira parlamentar do Brasil, estão a dever ao Senador José Fragelli esta enorme contribuição, dentre os notáveis serviços que ele prestou aos dois Estados gêmeos e ao país.
Por derradeiro, faço um apelo a todos que conheceram e privaram do convívio com o Deputado Edison Brito Garcia, para que promovam algum ato de desagravo à memória do brilhante, honesto, eficiente e eficaz parlamentar, tão brutalmente se tornando vítima do arbítrio, em pleno fragor da juventude e, prematuramente, afastado do nosso convívio.



(Matéria publicada em l5-11-2007 e republicada em 12-11-2008)











domingo, 25 de maio de 2014

Sem PMDB, Dilma perderia pouco na TV
Daniel Bramatti | Agência Estado
     
A eventual neutralidade do PMDB na eleição presidencial, bandeira e ameaça da ala do partido insatisfeita com o governo, teria efeitos limitados sobre a distribuição do tempo de propaganda entre os candidatos. Sem seu principal aliado, a presidente Dilma Rousseff perderia apenas 7% de seu tempo de TV.
Com o PMDB em seu campo, Dilma deve ter 12 minutos de exposição em cada bloco de 25 minutos de propaganda - isso em um cenário com 12 candidatos, o mais provável até o momento. Sem os peemedebistas, ela ficaria com 11 minutos e 8 segundos - um tempo ainda superior ao que teve na campanha presidencial de 2010.A pressão pela neutralidade do PMDB foi explicitada na última reunião da Executiva Nacional da legenda, no dia 14 deste mês. A chamada "ala dissidente" ameaça derrotar na convenção nacional do partido, em junho, a proposta de apoio à reeleição de Dilma - apesar de o peemedebista Michel Temer ser o vice-presidente da República e ter intenção de permanecer no cargo por mais quatro anos."O PMDB participa do governo com cinco ou seis minutos do tempo de televisão, mas não apita nada na construção de políticas públicas do País", declarou o deputado Eduardo Picciani (RJ), um dos líderes da ala dissidente, ao sair da reunião da Executiva. Picciani deixou claro que o tempo de propaganda é um dos principais trunfos do partido nas negociações com Dilma, mas exagerou no cacife da legenda.Regras. O tempo de TV é distribuído com base em dois critérios: 1/3 igualmente entre todos os candidatos, e 2/3 proporcionalmente ao tamanho das bancadas eleitas no pleito anterior.Como elegeu a segunda maior bancada em 2010, o PMDB é detentor do segundo maior tempo de propaganda eleitoral, atrás apenas do PT. Descontadas as defecções para legendas criadas recentemente, seus 71 deputados dão direito a 2 minutos e 18 segundos em cada bloco de propaganda, ou 4 minutos e 36 segundos por dia - menos, portanto, do que o citado pelo deputado Picciani.Para de fato dispor desse tempo, porém, o PMDB precisará entrar em alguma coligação ou lançar candidato próprio. Se ficar neutro, sua bancada será desconsiderada na conta da distribuição, e o peso proporcional das outras legendas subirá.Os 86 deputados do PT, por exemplo, equivalem a 16,4% dos 513 membros da Câmara. Excluídos os peemedebistas, a Câmara passa a ter 442 cadeiras, para efeito de cálculo do horário eleitoral - e a participação dos 86 petistas sobe para 19,5%.Com o PMDB fora da conta, portanto, todos os demais partidos passariam a ter uma cota maior de TV - e a coligação de Dilma, que tem mais legendas, abocanharia a maior parcela do tempo redistribuído.Não seria uma situação inédita. Em 2010, o PP, que integrava a base do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rachou e decidiu não apoiar ninguém na eleição presidencial. Seus 43 deputados foram descontados no momento em que o Tribunal Superior Eleitoral calculou a distribuição da propaganda.Efeito surpresa. Os mesmos critérios da distribuição do tempo dos blocos de propaganda no rádio e na televisão são adotados no rateio das chamadas inserções, as peças de 30 segundos exibidas ao longo da programação normal das emissoras.As inserções são vistas pelos marqueteiros políticos como as armas mais poderosas de propaganda porque elas chegam de surpresa aos eleitores, misturadas à publicidade comercial e em horários diversos. Mesmo os espectadores desinteressados em política as assistem.Nos 45 dias de propaganda no primeiro turno, os brasileiros serão submetidos a um bombardeio de 4 horas e meia de inserções em cada emissora de rádio ou televisão. Se mantiver o PMDB em sua coligação, Dilma terá 130 minutos de inserções. contra 40 minutos para Aécio e 21 minutos para Campos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
        

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

AVANÇOS CIENTÍFICOS

 
A ciência constitui um processo inacabado e inacabável. O caminho que o cientista percorre para a investigação dos fatos, na busca incessante da verdade, é o método científico. Uma das  proposta dos Blogs do Paim é a divulgação desse método e dos resultados da sua utilização: as últimas pesquisas, os avanços científicos. (Edson Paim escreveu).

Dentre os Blogs que buscam executar este propósito, encontra-se o denominado "AVANÇOS CIENTÍFICOS" (N. 480 da Série de 599 Blogs do Painel do CoroneL PaiM)

terça-feira, 22 de abril de 2014

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  1. Luta renhida em S.Paulo, maior colégio eleitoral do país: Aécio já visitou 17 vezes; Campos mudou para lá e Dilma conta com peso pesado Lula

sexta-feira, 18 de abril de 2014

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Herança maldita> No genoma de Aécio Neves, os gens dominantes da UDN mineira abafam os de Tancredo Neves: o candidato não empolga nem decola

domingo, 13 de abril de 2014

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Muy amigos: Porque será que o FMI se preocupa tanto com a inflação alta no Brasil e, ao mesmo tempo, com a inflação baixa na zona do euro? > http://www.edsonpaim.com.br/?t=n&nid=11803




Muy amigos: Porque será que o FMI se preocupa tanto com a inflação alta no Brasil e, ao mesmo tempo, com a...