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Tribuna
Data:
09/12/2008 17:52
Valeu, Paim.
--
Elifas Levi
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Tel: (21) 2224-0837
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Zeca no PDT: Parece ser o seu único caminho
Publicado no site da FM PAN de Aquidauana - MS
Se fracassarem suas articulações para retornar ao comando do PT, no Estado, o que provavelmente ocorrerá, a tábua de salvação será seu ingresso no PDT.
Entre outras incompatibilidades com o seu próprio partido, é de se destacar o fosso construído entre ele e o aguerrido PT de Aquidauana, ao decidir, em detrimento do candidato escolhido pelo Partido, o apoio expresso ao candidato a Prefeito que se dizia do PDT, embora sem apresentar a mínima identidade com a sigla brizolista.
Além disso, a participação na campanha de candidatos do PDT, também, em outros municípios mato-grossenses, justifica o convite que teria recebido do Deputado Dagoberto Salles, para ingressar no partido, de verdadeiro cunho trabalhista, fundado por Leonel Brizola.
(Edson Paim escreveu)
Se fracassarem suas articulações para retornar ao comando do PT, no Estado, o que provavelmente ocorrerá, a tábua de salvação será seu ingresso no PDT.
Entre outras incompatibilidades com o seu próprio partido, é de se destacar o fosso construído entre ele e o aguerrido PT de Aquidauana, ao decidir, em detrimento do candidato escolhido pelo Partido, o apoio expresso ao candidato a Prefeito que se dizia do PDT, embora sem apresentar a mínima identidade com a sigla brizolista.
Além disso, a participação na campanha de candidatos do PDT, também, em outros municípios mato-grossenses, justifica o convite que teria recebido do Deputado Dagoberto Salles, para ingressar no partido, de verdadeiro cunho trabalhista, fundado por Leonel Brizola.
(Edson Paim escreveu)
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
TRIBUNA DA IMPRENSA ONLINE NO PAINEL DO PAIM
PAINEL DO PAIM publicou, hoje, distribuída em seus diversos blogs, toda a matéria constante da Tribuna da Imprensa Online, desta data, como vem fazendo, diariamente, desde que a Tribuna deixou de circular.
Trata-se da maneira que encontramos para solidarizarmos com a Tribuna da Imprensa e com o notável jornalista Helio Fernandes, em face das violências, sofridas através de décadas.
Nosso apoio às lutas históricas da TRIBUNA DA IMPRENSA e do denodado jornalista HELIO FERNANDES não se limita, pois, a palavras, mas corresponde a atos concretos.
Esta solidariedade ao vibrante jornal e ao grande Helio Fernandes, é extensiva aos seus colunistas, colaboradores, leitores e funcionários.
Trata-se da maneira que encontramos para solidarizarmos com a Tribuna da Imprensa e com o notável jornalista Helio Fernandes, em face das violências, sofridas através de décadas.
Nosso apoio às lutas históricas da TRIBUNA DA IMPRENSA e do denodado jornalista HELIO FERNANDES não se limita, pois, a palavras, mas corresponde a atos concretos.
Esta solidariedade ao vibrante jornal e ao grande Helio Fernandes, é extensiva aos seus colunistas, colaboradores, leitores e funcionários.
sábado, 6 de dezembro de 2008
PAINEL DO PAIM solidariza com a Tribuna da Imprensa e com o jornalista Helio Fernandes pelas violências, sofridas através de décadas
Nosso apoio às lutas históricas da TRIBUNA DA IMPRENSA e do notável jornalista HELIO FERNANDES não se limitam, apenas, a palavras, mas corresponde a atos concretos.
Como afirmação de nossa solidariedade ao denodado jornal, ao grande Helio Fernandes, aos seus colunistas, colaboradores, leitores e funcionários, estamos publicando, diariamente, em diversos blogs, englobados sob o título de PAINEL DO PAIM, toda a matéria constante da Tribuna da Imprensa Online.
Como afirmação de nossa solidariedade ao denodado jornal, ao grande Helio Fernandes, aos seus colunistas, colaboradores, leitores e funcionários, estamos publicando, diariamente, em diversos blogs, englobados sob o título de PAINEL DO PAIM, toda a matéria constante da Tribuna da Imprensa Online.
sábado, 8 de novembro de 2008
O Globo imitando site de Aquidauana: “Barack Hussein Obama"
(Publicado no site da FM PAN de Aquidauana - MS)
Durante a campanha política em Aquidauana, não poupamos criticas a um site local que insistia em utilizar um nome de nulo apelo jornalístico para designar o candidato favorito Fauzi Suleiman, depois eleito Prefeito.
O tempo só veio confirmar a justeza de nossas afirmações, uma vez que o colunista Argemiro Ferreira, em artigo publicado na Tribuna de Imprensa, de hoje, encosta o jornal O Globo “na parede”, em face de habitual procedimento semelhante.
Sem maiores comentários, o que é absolutamente desnecessário, transcrevemos o seguinte trecho da coluna de Argemiro Ferreira:
“E aquele "Hussein" do jornal "O Globo"?
...
O respeito a Ali, Carter e Clinton
Fiquei implicado com a celebração triunfalista de "O Globo". Primeiro, por achar que o tributo era mais aos recursos técnicos da empresa, que se deu ao luxo de atualizar o resultado, divulgado tarde demais, em três primeiras páginas diferentes. As que circularam a tempo de pegar a distribuição normal certamente não tinham o resultado definitivo da votação - e para os demais jornais, não se justificava o custo da espera.
Era então apenas uma primeira página para efeito de relações públicas, feito jornalístico menor. Mas houve ainda a decisão, insólita e de mau gosto, da manchete "Presidente Barack Hussein Obama". No tempo em que eu fazia título no copy desk de "O Globo", o lutador de box que ganhou o título mundial dos pesos pesados, o bailarino que fora Cassius Clay ao nascer, adotou como adulto o nome Muhammad Ali - e assim era identificado na mídia.
Mesmo depois, quando os eleitores americanos elegeram um presidente chamado James Earl Carter Jr., o jornal da família Marinho só o chamava pelo nome adotado por ele, Jimmy Carter. E bem mais tarde, em 1992, ao ser eleito o candidato cujo nome original era William Jefferson Blythe III (o Clinton veio depois, era do padrasto), nas páginas de "O Globo" sempre foi (e continua a ser, até hoje) apenas Bill Clinton.
Que gênio do jornalismo teria decidido agora - e com que intenção - mandar o mancheteiro preferir aquele "Barack Hussein Obama", que os jornais em geral não usam nem em textos, quanto mais como manchete, quando a opção normal é pela economia de letras? Não sabia "O Globo" que aquele nome do meio, demonizado para preparar a invasão do Iraque, só é falado pelos odiadores do presidente eleito? E em especial os extremistas de "talk shows" do mais baixo nível?
Orgulho de ser único no mundo
Não afirmo que a intenção tenha sido ofensiva. Não vi antes textos ofensivos no jornal sobre Obama - nem na coluna pouco inspirada de Merval Pereira. Mas o "oba, oba!" da página 6 celebrou a opção como positiva. Relatou com orgulho ter sido aquela primeira página mostrada várias vezes na CNN, ao mesmo tempo em que um locutor explicava que foi a única no mundo a incluir aquele "Hussein" no nome do presidente eleito.”
Durante a campanha política em Aquidauana, não poupamos criticas a um site local que insistia em utilizar um nome de nulo apelo jornalístico para designar o candidato favorito Fauzi Suleiman, depois eleito Prefeito.
O tempo só veio confirmar a justeza de nossas afirmações, uma vez que o colunista Argemiro Ferreira, em artigo publicado na Tribuna de Imprensa, de hoje, encosta o jornal O Globo “na parede”, em face de habitual procedimento semelhante.
Sem maiores comentários, o que é absolutamente desnecessário, transcrevemos o seguinte trecho da coluna de Argemiro Ferreira:
“E aquele "Hussein" do jornal "O Globo"?
...
O respeito a Ali, Carter e Clinton
Fiquei implicado com a celebração triunfalista de "O Globo". Primeiro, por achar que o tributo era mais aos recursos técnicos da empresa, que se deu ao luxo de atualizar o resultado, divulgado tarde demais, em três primeiras páginas diferentes. As que circularam a tempo de pegar a distribuição normal certamente não tinham o resultado definitivo da votação - e para os demais jornais, não se justificava o custo da espera.
Era então apenas uma primeira página para efeito de relações públicas, feito jornalístico menor. Mas houve ainda a decisão, insólita e de mau gosto, da manchete "Presidente Barack Hussein Obama". No tempo em que eu fazia título no copy desk de "O Globo", o lutador de box que ganhou o título mundial dos pesos pesados, o bailarino que fora Cassius Clay ao nascer, adotou como adulto o nome Muhammad Ali - e assim era identificado na mídia.
Mesmo depois, quando os eleitores americanos elegeram um presidente chamado James Earl Carter Jr., o jornal da família Marinho só o chamava pelo nome adotado por ele, Jimmy Carter. E bem mais tarde, em 1992, ao ser eleito o candidato cujo nome original era William Jefferson Blythe III (o Clinton veio depois, era do padrasto), nas páginas de "O Globo" sempre foi (e continua a ser, até hoje) apenas Bill Clinton.
Que gênio do jornalismo teria decidido agora - e com que intenção - mandar o mancheteiro preferir aquele "Barack Hussein Obama", que os jornais em geral não usam nem em textos, quanto mais como manchete, quando a opção normal é pela economia de letras? Não sabia "O Globo" que aquele nome do meio, demonizado para preparar a invasão do Iraque, só é falado pelos odiadores do presidente eleito? E em especial os extremistas de "talk shows" do mais baixo nível?
Orgulho de ser único no mundo
Não afirmo que a intenção tenha sido ofensiva. Não vi antes textos ofensivos no jornal sobre Obama - nem na coluna pouco inspirada de Merval Pereira. Mas o "oba, oba!" da página 6 celebrou a opção como positiva. Relatou com orgulho ter sido aquela primeira página mostrada várias vezes na CNN, ao mesmo tempo em que um locutor explicava que foi a única no mundo a incluir aquele "Hussein" no nome do presidente eleito.”
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Obama é, mesmo, um “Bamba”!
(Transcrito do Site da FM PAN de Aquidauana - MS)
Depois da eleição de Barack Obama, como o primeiro presidente negro do país, o mundo não será como era antes, assim como os EUA, também, não serão mais os mesmos.
O extraordinário comparecimento do eleitorado norte-americano às urnas atesta, não só a confiança do povo norte-americano no regime democrático, como reafirma a tendência no sentido de mudanças, a nível planetário.
Numa confirmação do aforisma de que nada é mais parecido com um conservador do que um liberal no poder, não se espera uma radical transformação na administração de Obama, inclusive porque, não haverá, certamente, uma rápida retirada das tropas americanas do Iraque, o que desarticularia o complexo industrial bélico do país e, agravaria, ainda mais, a crise econômica que assola o país.
Também, não se espera que o país do norte deixe, de uma hora para outra, de ser protecionista e que derrube, imediatamente, suas barreiras alfandegárias, abrindo as portas do seu mercado para os países em desenvolvimento.
Malgrado isto, fica o enorme saldo positivo correspondente ao avanço no sentido da conquista da igualdade racial, com a qual sonhara nosso grande vate, Castro Alves, diante do pesadelo que representava, em seu tempo, a escravidão e o tráfico de escravos.
Credita-se, pois, a Barack Obama, a derrubada desta “Bastilha” contemporânea, dentre outros avanços que sua eleição representa, os quais, por serem óbvios, deixamos de enumerar, agora.
Por tudo isto, saudamos a maior eleição livre do planeta e a derrota do conservadorismo norte-americano e, sua esteira, o grande protagonista e campeão de votos, através de uma afirmação, indubitavelmente, sem controvérsia:
Obama, você é, mesmo, um “Bamba”!
Edson Paim escreveu
Depois da eleição de Barack Obama, como o primeiro presidente negro do país, o mundo não será como era antes, assim como os EUA, também, não serão mais os mesmos.
O extraordinário comparecimento do eleitorado norte-americano às urnas atesta, não só a confiança do povo norte-americano no regime democrático, como reafirma a tendência no sentido de mudanças, a nível planetário.
Numa confirmação do aforisma de que nada é mais parecido com um conservador do que um liberal no poder, não se espera uma radical transformação na administração de Obama, inclusive porque, não haverá, certamente, uma rápida retirada das tropas americanas do Iraque, o que desarticularia o complexo industrial bélico do país e, agravaria, ainda mais, a crise econômica que assola o país.
Também, não se espera que o país do norte deixe, de uma hora para outra, de ser protecionista e que derrube, imediatamente, suas barreiras alfandegárias, abrindo as portas do seu mercado para os países em desenvolvimento.
Malgrado isto, fica o enorme saldo positivo correspondente ao avanço no sentido da conquista da igualdade racial, com a qual sonhara nosso grande vate, Castro Alves, diante do pesadelo que representava, em seu tempo, a escravidão e o tráfico de escravos.
Credita-se, pois, a Barack Obama, a derrubada desta “Bastilha” contemporânea, dentre outros avanços que sua eleição representa, os quais, por serem óbvios, deixamos de enumerar, agora.
Por tudo isto, saudamos a maior eleição livre do planeta e a derrota do conservadorismo norte-americano e, sua esteira, o grande protagonista e campeão de votos, através de uma afirmação, indubitavelmente, sem controvérsia:
Obama, você é, mesmo, um “Bamba”!
Edson Paim escreveu
domingo, 5 de outubro de 2008
Fauzi Decreta: O Fim de Uma Oligarquia, em Aquidauana
Fonte: FM Pan de Aquidauana
Edson Paim
Desde as eleições de 1945, com o fim do Estado Novo, uma oligarquia (ou dinastia?), de raízes udenistas e arenistas, domina Aquidauana, com rarissimas interrupções.
Fundamentada no "coronelismo", no voto de cabresto, na compra de votos, nas "carneadas" às vésperas e nos dias de eleições, na tutela da classe média urbana, na exploração dos indígenas, no mapismo (controle da apuração dos votos e adulteração das listas), no domínio da máquina pública, no empreguismo, além de ter utilizado a delação (dedo durismo), por ocasião do golpe de 1964, uma elite rural predomina em Aquidauana, por mais de meio século.
Através desses métodos, esse grupo exerceu uma política obscurantista e uma administração conservadora do "status quo", em benefício dos grupos de que participa e, em detrimento da população, cuja maioria, supostamente representava.
Em 1958, o Professor Antonio Salustio Areias, da Coligação PSD-PTB (PTB de verdade) consegue quebrar tal hegemonia, elegendo-se Prefeito, mas recebeu uma Prefeitura endividada, como consta de publicação na Revista Brasil-Oeste.
Em 1962, assumimos a Vice-Presidência do PTB, secundando Ramão Antonio Gonçalves e, com Benedito Eloy Vasco de Toledo, Manoel de Souza Cruz, Adonis Gonçalves, Almiro Flores Nogueira, Alarico Medeiros (Belinho) e outros, realizamos o maior movimento político de base, até então, ocorrido em Aquidauana, incluindo a Margem Esquerda do Rio Aquidauana e que culminou com a criação do Município de Anastácio.
Ajudamos a fundar, inclusive, o Sindicato Rural de Guia Lopes.
Roberto Orro, ainda estudante, comungava de nossas idéais e foi nossso eleitor, em 1962, quando candidato a Deputado Estadual.
Em um jeep, estivemos em campanha na região de Morrinho, quando, ao pedirmos voto, em certa casa, uma senhora respondeu que não votava.
Então, lhe dissemos: Mas a senhora pode me dar uma "mãozinha". Ela, imediatamente, nos estendeu a mão.
Sempre que nos encontramos, Orro se refere a este fato pitoresco e ri muito, como o fez, na presença do Raul Freixes e do Plinio Sellis, por ocasião de uma visita que, certa vez, nós três lhe fizemos, em sua Fazenda.
Afastado do Exército, por ação da UDN de Aquidauana, tive de deixar a cidade, a fim de sobreviver, mas, com Roberto Orro, Ivan e Trindade e outros, participei das lutas do MDB local, quando podia vir a esta cidade, assim como o fazia no Partido, no Rio de Janeiro.
Fomos os maiores instigadores do lançamento da primeira candidatura de Roberto Orro, a Deputado Estadual.
Ironicamente, estivemos a abrir espaço para esta tentativa de retorno da oligarquia responsável pela nossa cassação e de outros seguidores de Leonel Brizola e que, agora, teve sua ação frustrada pela estrondosa da vitória de Fauzi: 15.316 contra 9.746 votos, ou seja, 61,11% a 32,89%.
Como Fauzi está assaz preparado para administrar Aquidauana e temos certeza de que fará uma administração voltada para os interesses do povo de Aquidauana e não mais para satisfazer os privilégios de uma minoria que há meio século trava o progresso da Princeza do Sul, se pode afirmar com certeza que, depois da administração de Fauzi, governo oligárquico, em Aquidauana: Nunca Mais!"
Edson Paim
Desde as eleições de 1945, com o fim do Estado Novo, uma oligarquia (ou dinastia?), de raízes udenistas e arenistas, domina Aquidauana, com rarissimas interrupções.
Fundamentada no "coronelismo", no voto de cabresto, na compra de votos, nas "carneadas" às vésperas e nos dias de eleições, na tutela da classe média urbana, na exploração dos indígenas, no mapismo (controle da apuração dos votos e adulteração das listas), no domínio da máquina pública, no empreguismo, além de ter utilizado a delação (dedo durismo), por ocasião do golpe de 1964, uma elite rural predomina em Aquidauana, por mais de meio século.
Através desses métodos, esse grupo exerceu uma política obscurantista e uma administração conservadora do "status quo", em benefício dos grupos de que participa e, em detrimento da população, cuja maioria, supostamente representava.
Em 1958, o Professor Antonio Salustio Areias, da Coligação PSD-PTB (PTB de verdade) consegue quebrar tal hegemonia, elegendo-se Prefeito, mas recebeu uma Prefeitura endividada, como consta de publicação na Revista Brasil-Oeste.
Em 1962, assumimos a Vice-Presidência do PTB, secundando Ramão Antonio Gonçalves e, com Benedito Eloy Vasco de Toledo, Manoel de Souza Cruz, Adonis Gonçalves, Almiro Flores Nogueira, Alarico Medeiros (Belinho) e outros, realizamos o maior movimento político de base, até então, ocorrido em Aquidauana, incluindo a Margem Esquerda do Rio Aquidauana e que culminou com a criação do Município de Anastácio.
Ajudamos a fundar, inclusive, o Sindicato Rural de Guia Lopes.
Roberto Orro, ainda estudante, comungava de nossas idéais e foi nossso eleitor, em 1962, quando candidato a Deputado Estadual.
Em um jeep, estivemos em campanha na região de Morrinho, quando, ao pedirmos voto, em certa casa, uma senhora respondeu que não votava.
Então, lhe dissemos: Mas a senhora pode me dar uma "mãozinha". Ela, imediatamente, nos estendeu a mão.
Sempre que nos encontramos, Orro se refere a este fato pitoresco e ri muito, como o fez, na presença do Raul Freixes e do Plinio Sellis, por ocasião de uma visita que, certa vez, nós três lhe fizemos, em sua Fazenda.
Afastado do Exército, por ação da UDN de Aquidauana, tive de deixar a cidade, a fim de sobreviver, mas, com Roberto Orro, Ivan e Trindade e outros, participei das lutas do MDB local, quando podia vir a esta cidade, assim como o fazia no Partido, no Rio de Janeiro.
Fomos os maiores instigadores do lançamento da primeira candidatura de Roberto Orro, a Deputado Estadual.
Ironicamente, estivemos a abrir espaço para esta tentativa de retorno da oligarquia responsável pela nossa cassação e de outros seguidores de Leonel Brizola e que, agora, teve sua ação frustrada pela estrondosa da vitória de Fauzi: 15.316 contra 9.746 votos, ou seja, 61,11% a 32,89%.
Como Fauzi está assaz preparado para administrar Aquidauana e temos certeza de que fará uma administração voltada para os interesses do povo de Aquidauana e não mais para satisfazer os privilégios de uma minoria que há meio século trava o progresso da Princeza do Sul, se pode afirmar com certeza que, depois da administração de Fauzi, governo oligárquico, em Aquidauana: Nunca Mais!"
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