COMENTÁRIO DO BLOG:
O Tribunal de Contas da União (TCU) constitui um órgão de coleta e avaliação de informações que permitam o controle de qualidade do processo de aplicação dos recursos publicos e orientem a adoção de mecanismo de natureza cibernética ("feedback") para reajustar os "desvios" detetados, corrigindo os rumos da administração do sistema público federal.
Estamos a utilizar, inicialmente, a expressão constante do frontispício do nosso Blog, denominado 'TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, à guisa de comentário ao seguinte resumo do que publicou o Correio Econômico, em sua edição de 23/07/2012, transcrfito abaixo.
O TCU exerce a sua atividade fiscalizadora dita de controle externo em contraposição ao controle interno executado por cada órgão administrativo sobre seus próprios gastos, cujo objetivo é assegurar que o dinheiro público seja utilizado de forma eficiente atendendo aos interesses da sociedade.
Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, devem comunicá-la ao Tribunal de Contas da União, ou serão considerados cúmplices (responsabilidade solidária) e penalizados na forma da lei (sendo possível a demissão).
O artigo 74 da Constituição Federal estipula que: "Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União."
O Tribunal de Contas da União da União se reveste da condição de um dos principais mecanismos de feedback" social, inclusive porque exerce sua ação sobre as várias Agencias Reguladoras, com o proposito de assegurar a transparência e o cumprimento das finalidades sociais não só do Setor Público, como também do sistema privado, no sentido de atingir os objetivos da sociedade brasileira, mas sobretudo, no sentido de acelerar os passos na construção da utopia de uma "Sociedade Cibernética, democrática, justa, igualitária e fraterna. (Edson Nogueira Paim escreveu)
Eis a publicação a que se refere o comentária supra:
Valor Econômico
TCU adverte Anatel por morosidade
Alçada à condição de xerife das operadoras de telefonia celular após as sanções da semana passada, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), levará uma reprimenda do Tribunal de Contas da União (TCU), que descobriu sua morosidade em apertar os mecanismos de fiscalização e atuar mais fortemente na defesa dos consumidores nos últimos anos. Relatório detalhado do TCU demonstra que a Anatel cumpriu apenas 27% das determinações e implementou só 15% das recomendações feitas pelo próprio tribunal seis anos atrás.
O informe será entregue nos próximos dias ao Ministério das Comunicações e ao Ministério Público Federal, além de algumas comissões da Câmara dos Deputados e do Senado. (Págs. 1 e B3)
Em adendo ao nosso comentário, transcrevemos:
"O Tribunal de Contas da União (TCU) é instituição brasileira prevista na Constituição Federal para exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e administração indireta, quanto à legalidade, à legitimidade e à economicidade e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia de receitas.[1]. Faz parte do poder legislativo, auxiliando o Congresso Nacional no planejamento fiscal e orçamentário anual. Tanto pessoa física quanto pessoa jurídica, seja de direito público ou direito privado, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU.[Wiképedia]
segunda-feira, 23 de julho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
PDT faz homenagem para Leonel Brizola no Rio Grande do Sul

| 21 de junho de 2012
O líder da bancada do PDT gaúcho, deputado Gerson Burmann, convidou os deputados pedetistas e demais representantes partidários na Assembleia Legislativa, para a missa que será realizada nesta quinta-feira (21), às 18h30, na Catedral Metropolitana de Porto Alegre, em memória do ex-governador Leonel Brizola. O líder trabalhista faleceu em 21 de junho de 2004, no Rio de Janeiro.
A cerimônia religiosa foi encomendada pelos presidentes nacional do PDT, Carlos Lupi, estadual, Romildo Bolzan Júnior, e do Diretório Metropolitano, deputado Vieira da Cunha.
Filiados, simpatizantes e trabalhistas históricos estão convidados para a missa.
Em São Borja, a deputada Juliana Brizola, ao lado do irmão, ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, presta homenagens junto ao túmulo de Leonel Brizola, no Cemitério Jardim da Paz, pela manhã.
domingo, 13 de maio de 2012
Que morra de sede o capital especulativo (Emir Sater)
COMENTÁRIO DO PAINEL DO PAIM:
Em 08 de maio de 2009, em nosso livro "Sistemas, Ambiente & Mecanismos de Controle", no capítulo intitulado "Rumo a uma sociedade cibernética", cujo subtítulo é "A mão direita de Adam Smith x mão esquerda do Estado Democrático de Direito", afirmáramos:
" Em tempos de normalidade, a “mão invisível”, de Adam Smith, funciona como um mecanismo de “feedback” negativo: regula o mercado, assegurando o seu estado de equilíbrio (“steady state”) ou homeostasia, ao mesmo tempo em que esse próprio mercado atua como um dispositivo de “feedback” positivo, ao desregular a sociedade e, potencializar o processo espoliativo do neoliberalismo, que garante a persistência desse sistema, no tempo e no espaço.
O mercado, assim regulado, unicamente, pelas suas leis próprias, sem dúvida, atende a racionalidade e os propósitos dos seus donos, porém, ao funcionar, simultaneamente, como um dispositivo de “feedback” positivo, em relação ao restante da sociedade, produz nela, efeitos colaterais nocivos, semelhantes aos de uma empresa extrativa de madeira, cujos lucros ocorrem, ao mesmo tempo, em que impinge enormes danos ao sistema ambiental.
O liberalismo econômico, ao operar mediante a utilização do “feedback” negativo, representado pela lei de oferta e procura, com propósito de regulação do mercado, concomitantemente, desregula a sociedade inteira, através da ação, simultânea, do “feedback”positivo, ampliando, de maneira contínua, a pobreza, a miséria, o desemprego, a fome, a doença e a baixa qualidade de vida da maioria da população planetária, o que incrementa a mortalidade, em todas as faixas etárias, daí resultando diminuição da expectativa de vida, principalmente, nos segmentos mais oprimidos, desfavorecidos e vulneráveis da sociedade.
Mas, esta distorção faz parte, sem dúvida, da própria essência do neoliberalismo e da qual ele é o único beneficiário, além de ser esta, a verdadeira causa da sua sobrevivência.
Este modelo social iníquo persiste mediante a atuação da tal “mão invisível” (com certeza, uma mão direita), que regula o mercado, apenas, através da lei de oferta e procura, ainda que, à custa do restante da sociedade, a qual desequilibra por conta do viés desregulador, dessa própria mão, pouco amiga.
A retroação positiva ou “feedback” positivo é, pois o elemento potencializador do processo espoliativo neoliberal, produzido e mantido através da liberdade do mercado, que opera sem freio e sem rédeas, cuja ação é estimuladora da saída, ao atuar sobre a entrada do processo social, desregulando-o e realimentando um círculo vicioso que multiplica todos os efeitos daninhos desse perverso modelo econômico.
Na retroação positiva, o erro do processo não atua como elemento corretivo, semelhantemente, ao “feedback” negativo, mas ao reverso, ocorre que o sinal de saída é potencializado, reforçado, ampliado, multiplicado, pelo próprio sinal de entrada do processo.
Trata-se, assim, de um mecanismo acelerador.
Ele funciona tal um automóvel sem freio, descendo uma íngreme ladeira, em desabalada carreira.
Em outras palavras: qualquer processo, submetido ao “feedback” positivo, se desregula, dispara, desanda, adquire uma velocidade descontrolada, como ocorreu com a crise do mercado norte-americano, que se tornou global, sistêmica, espalhando seus efeitos pelos cinco continentes.
Todavia, as conseqüências desastrosas para a sociedade, como um todo, verdadeira seqüela do processo econômico liberal, não ocorre apenas em época de crises, como esta, mas persiste em qualquer tempo, correspondendo a um fenômeno endêmico, que atinge e aflige, contínua e permanentemente, a maior parte da sociedade terráquea.
Mas o “diabo” é que, agora, o próprio mercado passou a ser acionado pelo “feedback” positivo e, todas as suas mazelas se multiplicaram e ricochetaram sobre ele mesmo, para a desgraça do neoliberalismo, atingindo-o na “moleira”, tudo desencadeado pela eclosão da crise econômica norte-americana, como conseqüência dos deficientes mecanismos regulatórios do país do norte.
Esta crise se disseminou, velozmente, pelo mundo todo, se tornou sistêmica, ganhou dimensão planetária e desacreditou o modelo liberal, acentuando os seus aspectos nefastos que, mesmo, nos tempos do seu apogeu, infelicita a maioria da humanidade e, cujo único propósito é permitir a satisfação dos interesses da cúpula da sociedade.
Desafortunadamente, Adam Smith não percebeu o fato de que a “mão invisível”, do liberalismo econômico e do capitalismo selvagem, teria a potencialidade de funcionar, também, como mecanismo de “feedback” positivo, não somente em relação à sociedade, mas também, em certas ocasiões, ricocheta sobre o próprio mercado, passível de o desregular, mesmo porque, ele “vive”, sempre, prenhe de contradições internas, gestadas no seu próprio “ventre” e que, agora, estão lhe corroendo as entranhas.
Já Hegel, em sua dialética, antes de Marx, concebera que todo e qualquer sistema constitui uma tese, a qual gera, em seu interior, em seu âmago, contradições, ou seja, a sua antítese, que equivale ao germe que irá destruí-lo, produzindo, então, como resultado dessa luta, entre as partes conflitantes, uma síntese.
Esta síntese representaria, na realidade, outro sistema, resultante da participação de forças antagônicas, que atuam sobre o modelo anterior, mas diferindo tanto dele (tese), quanto da suaantítese.
A seguir, esta síntese se transformará em nova tese, cujas contradições constituirão outra antítese e, do antagonismo deste par dialético, surgirá nova síntese.
Em suma, cada síntese equivalerá a uma nova tese que gerará sua antítese, cujo conflito produzirá outra síntese e, assim, o processo dialético prosseguirá, indefinidamente, nessa sucessão detríades, o que ocorre em relação a todo e qualquer sistema, percorrendo uma trajetória espiralada contínua, capaz de perenizar seu processo evolutivo.
Da seqüência de tríades dialéticas surge, em cada instante, um novo modelo, um novo sistema, embora transitório, porém, mais consentâneo com a realidade do momento considerado, o qual passa a constituir uma nova tese.
O curso dialético é, portanto, inacabado e inacabável, como a marcha da ciência e a trilha da evolução biológica, a qual vem ocorrendo, contínua e permanentemente, com relação a todos os seres vivos e, se verifica, mesmo, com referencia ao processo de funcionamento do organismo humano.
Neste caso, o processo fisiológico decorre do jogo de forças interiores que, em cada instante, produz uma nova síntese, conseqüente das ações contínuas de milhares de mecanismos de “feedbacks” negativos, num esforço constante para se reajustar, instantaneamente, às melhores condições de equilíbrio (steady state) ou homeostasia do organismo inteiro.
À luz da dialética, depois desta crise, o neoliberalismo, jamais, será igual, ao que era antes, uma vez que,, colocado comotese e, suas contradições como antítese, diferente do modelo atual, será a síntese.
A síntese futura será melhor ou pior, tudo na dependência das ações das maiores consciências individuais, atuantes no momento e, dos rumos perseguidos pela consciência coletiva (de âmbito nacional ou internacional), partícipes do atual processo dialético/cibernético.
Como já dizia Heráclito: “Um homem não pode se banhar duas vezes no mesmo rio”.
Na verdade, no instante seguinte, o rio já é diferente, e o homem, também, não é mais o mesmo, pois terá avançado, achando-se em uma nova etapa do seu ciclo vital, correspondendo, então, esse corte transversal de sua trajetória, a outra síntese, no curso da sua existência.
O resgate da humanidade está na dependência do advento de uma nova utopia, representada pela construção de outra ordem social, de uma sociedade diferente, inspirada em um modelo que deverá ser consentâneo com a organização estrutural e com o funcionamento dos organismos vivos e dos ecossistemas naturais, (auto-organizadores, auto-reprodutores e auto-reajustáveis), o qual poderá servir de paradigma para abordar e operar toda e qualquer modalidade de sistemas, sob a égide do cérebro humano e da consciência."
Como afirmamos, inicialmente, este é um trecho do que publicamos, há dius anos e cinco dias, em 08 de maio de 2009, no bojo de nosso livro "Sistemas, Ambiente & Mecanismos de Controle", em capítulo intitulado "Rumo a uma sociedade cibernética", cujo subtítulo é "A mão direita de Adam Smith x mão esquerda do Estado Democrático de Direito", com referência à crise econômica norte americana de 2008 e que se aplica, integralmente, à atual crise européia, iniciada em 2011.
O capítulo mencionado, em sua versão integral, pode ser acessado através do seguinte LINK:
http://campanhapoliticapaineldopaim.blogspot.com.br/2012/05/capitulo-xiii-rumo-uma-sociedade.html
Entretanto, podemos antever que o liberatório pós crise européia não será o mesmo que a conduziu ao atual estado de coisas, caracterizado pela redução do crescimento e até recessão, pelos altos níveis de desemprego e retrocesso das conquistas sociais.
Um dos mecanismos de feedback social é o direito do voto e o povo europeu, através desse instrumento saberá responder aos governantes comprometidos com os interesses neoliberais, a fim de bani-los do cenário político-administrativo, como já está a fazer.
Além da utilização dos postulados cibernéticos, como instrumento de previsibilidade, podemos lançar mão, concomitantemente, da dialética, formulando a seguinte tríade:
Tese: Sistema neoliberal
Antítese: Descontentamento popular
Síntese: Novo modelo econômico-social que designaríamos "Sociedade Cibernética".
Esta utópica sociedade caracterizar-se-ia pela construção de um estado de bem estar social, em que venham a prevalecer os legítimos direitos da maioria do povo, caracterizado pela regulação das atividades econômicas, em contraste com a desregulamentação e estado mínimo, preconizados pelo neoliberalismo e que serve, apenas, a uma hegemônica elite econômico-financeira.
Esta nova utopia, este novo modelo, imune à receitas alienígenas, deverá ser elaborado, não apenas para enfrentar a atual crise econômico-social, mas sobretudo, com o propósito de atender às peculiaridades de cada país e para servir à totalidade aos legítimos direitos do seu povo e, cuja consecução, respaldada pela maioria do voto popular, ocorrerá mediante a ação firme e decidida da mão "esquerda (visível) do estado democrático de direito, em contraposição à mão invisível (direita) de Adam Smith", esta, símbolo nefasto do liberalismo e do neoliberalismo. (Edson Nogueira Paim escreveu)
Este comentário se refere ao seguinte artigo.
Que morra de sede o capital especulativo (Emir Sater)
Originalmente o capital financeiro era um apoio do capital produtivo. Os agricultores tomavam dinheiro emprestado para a colheita, depois devolviam uma parte dos seus ganhos para os emprestadores.
O neoliberalismo teve como sua bandeira central a desregulamentação, a partir do diagnóstico de que a economia tinha deixado de crescer porque haveria excessiva quantidade de normas, que dificultariam os investimentos. Por isso o programa neoliberal pode ser resumido em: desregulamentação, liberalização, para a livre circulação dos capitais. Supostamente os capitais investiriam mais e todos terminariam ganhando, com mais produção, mais emprego, etc.
Não foi o que aconteceu. Porque o capital não é feito para produzir, mas para acumular riqueza. A desregulamentação promoveu uma gigantesca transferência de capitais do setor produtivo ao setor especulativo, onde os capitais ganham muito mais, pagando menos impostos e com liquidez quase total. Esse fenômeno se deu em escala mundial, a ponto de que atualmente mais de 90% dos intercâmbios econômicos não são de produção de bens, mas de compra e venda de papeis, de especulação, que não produz nem bens, nem empregos.
O neoliberalismo promoveu assim a hegemonia do capital financeiro, sob sua forma especulativa. Não a de financiar investimentos produtivos ou pesquisas ou consumo, mas de viver e lucrar da venda e compra de papeis, em detrimento da produção e da geração de empregos.
O poder do capital financeiro, diante de Estados fragilizados pelas aberturas econômicas dos mercados internos, pela financeirizacao das economias, pela desregulamentação econômica, faz com que ele seja o agente fundamental das crises econômicas, que são detonadas como crises financeiras.
Em 2008, a crise atual começou como crise dos bancos. Estes foram salvos pelos Estados. Mas, ao invés de salvarem os países, eles se salvaram a si mesmos. No novo ciclo da mesma crise, iniciado em 2011, os bancos foram agentes da crise e desta vez quebram Estados.
No Brasil, a taxa de juros mais alta do mundo é um obstáculo fundamental para dar continuidade ao ciclo de expansão econômica, com as políticas sociais intrinsecamente vinculadas a ela. Ela atrai o capital especulativo internacional e nacional, com todas as consequências desestabilizadoras sobre nossa economia.
O governo brasileiro está comprometido com que os juros no Brasil cheguem ao nível internacional, deixando de atrair o pior capital para cá. Mas isso não basta, é preciso taxar de forma mais forte a circulação do capital financeiro.
Esse é um enfrentamento antineoliberal central: quebrar a hegemonia do capital especulativo no Brasil. Fazer com que o capital especulativo morra de sede.
Postado por Emir Sader às 16:08
Em 08 de maio de 2009, em nosso livro "Sistemas, Ambiente & Mecanismos de Controle", no capítulo intitulado "Rumo a uma sociedade cibernética", cujo subtítulo é "A mão direita de Adam Smith x mão esquerda do Estado Democrático de Direito", afirmáramos:
" Em tempos de normalidade, a “mão invisível”, de Adam Smith, funciona como um mecanismo de “feedback” negativo: regula o mercado, assegurando o seu estado de equilíbrio (“steady state”) ou homeostasia, ao mesmo tempo em que esse próprio mercado atua como um dispositivo de “feedback” positivo, ao desregular a sociedade e, potencializar o processo espoliativo do neoliberalismo, que garante a persistência desse sistema, no tempo e no espaço.
O mercado, assim regulado, unicamente, pelas suas leis próprias, sem dúvida, atende a racionalidade e os propósitos dos seus donos, porém, ao funcionar, simultaneamente, como um dispositivo de “feedback” positivo, em relação ao restante da sociedade, produz nela, efeitos colaterais nocivos, semelhantes aos de uma empresa extrativa de madeira, cujos lucros ocorrem, ao mesmo tempo, em que impinge enormes danos ao sistema ambiental.
O liberalismo econômico, ao operar mediante a utilização do “feedback” negativo, representado pela lei de oferta e procura, com propósito de regulação do mercado, concomitantemente, desregula a sociedade inteira, através da ação, simultânea, do “feedback”positivo, ampliando, de maneira contínua, a pobreza, a miséria, o desemprego, a fome, a doença e a baixa qualidade de vida da maioria da população planetária, o que incrementa a mortalidade, em todas as faixas etárias, daí resultando diminuição da expectativa de vida, principalmente, nos segmentos mais oprimidos, desfavorecidos e vulneráveis da sociedade.
Mas, esta distorção faz parte, sem dúvida, da própria essência do neoliberalismo e da qual ele é o único beneficiário, além de ser esta, a verdadeira causa da sua sobrevivência.
Este modelo social iníquo persiste mediante a atuação da tal “mão invisível” (com certeza, uma mão direita), que regula o mercado, apenas, através da lei de oferta e procura, ainda que, à custa do restante da sociedade, a qual desequilibra por conta do viés desregulador, dessa própria mão, pouco amiga.
A retroação positiva ou “feedback” positivo é, pois o elemento potencializador do processo espoliativo neoliberal, produzido e mantido através da liberdade do mercado, que opera sem freio e sem rédeas, cuja ação é estimuladora da saída, ao atuar sobre a entrada do processo social, desregulando-o e realimentando um círculo vicioso que multiplica todos os efeitos daninhos desse perverso modelo econômico.
Na retroação positiva, o erro do processo não atua como elemento corretivo, semelhantemente, ao “feedback” negativo, mas ao reverso, ocorre que o sinal de saída é potencializado, reforçado, ampliado, multiplicado, pelo próprio sinal de entrada do processo.
Trata-se, assim, de um mecanismo acelerador.
Ele funciona tal um automóvel sem freio, descendo uma íngreme ladeira, em desabalada carreira.
Em outras palavras: qualquer processo, submetido ao “feedback” positivo, se desregula, dispara, desanda, adquire uma velocidade descontrolada, como ocorreu com a crise do mercado norte-americano, que se tornou global, sistêmica, espalhando seus efeitos pelos cinco continentes.
Todavia, as conseqüências desastrosas para a sociedade, como um todo, verdadeira seqüela do processo econômico liberal, não ocorre apenas em época de crises, como esta, mas persiste em qualquer tempo, correspondendo a um fenômeno endêmico, que atinge e aflige, contínua e permanentemente, a maior parte da sociedade terráquea.
Mas o “diabo” é que, agora, o próprio mercado passou a ser acionado pelo “feedback” positivo e, todas as suas mazelas se multiplicaram e ricochetaram sobre ele mesmo, para a desgraça do neoliberalismo, atingindo-o na “moleira”, tudo desencadeado pela eclosão da crise econômica norte-americana, como conseqüência dos deficientes mecanismos regulatórios do país do norte.
Esta crise se disseminou, velozmente, pelo mundo todo, se tornou sistêmica, ganhou dimensão planetária e desacreditou o modelo liberal, acentuando os seus aspectos nefastos que, mesmo, nos tempos do seu apogeu, infelicita a maioria da humanidade e, cujo único propósito é permitir a satisfação dos interesses da cúpula da sociedade.
Desafortunadamente, Adam Smith não percebeu o fato de que a “mão invisível”, do liberalismo econômico e do capitalismo selvagem, teria a potencialidade de funcionar, também, como mecanismo de “feedback” positivo, não somente em relação à sociedade, mas também, em certas ocasiões, ricocheta sobre o próprio mercado, passível de o desregular, mesmo porque, ele “vive”, sempre, prenhe de contradições internas, gestadas no seu próprio “ventre” e que, agora, estão lhe corroendo as entranhas.
Já Hegel, em sua dialética, antes de Marx, concebera que todo e qualquer sistema constitui uma tese, a qual gera, em seu interior, em seu âmago, contradições, ou seja, a sua antítese, que equivale ao germe que irá destruí-lo, produzindo, então, como resultado dessa luta, entre as partes conflitantes, uma síntese.
Esta síntese representaria, na realidade, outro sistema, resultante da participação de forças antagônicas, que atuam sobre o modelo anterior, mas diferindo tanto dele (tese), quanto da suaantítese.
A seguir, esta síntese se transformará em nova tese, cujas contradições constituirão outra antítese e, do antagonismo deste par dialético, surgirá nova síntese.
Em suma, cada síntese equivalerá a uma nova tese que gerará sua antítese, cujo conflito produzirá outra síntese e, assim, o processo dialético prosseguirá, indefinidamente, nessa sucessão detríades, o que ocorre em relação a todo e qualquer sistema, percorrendo uma trajetória espiralada contínua, capaz de perenizar seu processo evolutivo.
Da seqüência de tríades dialéticas surge, em cada instante, um novo modelo, um novo sistema, embora transitório, porém, mais consentâneo com a realidade do momento considerado, o qual passa a constituir uma nova tese.
O curso dialético é, portanto, inacabado e inacabável, como a marcha da ciência e a trilha da evolução biológica, a qual vem ocorrendo, contínua e permanentemente, com relação a todos os seres vivos e, se verifica, mesmo, com referencia ao processo de funcionamento do organismo humano.
Neste caso, o processo fisiológico decorre do jogo de forças interiores que, em cada instante, produz uma nova síntese, conseqüente das ações contínuas de milhares de mecanismos de “feedbacks” negativos, num esforço constante para se reajustar, instantaneamente, às melhores condições de equilíbrio (steady state) ou homeostasia do organismo inteiro.
À luz da dialética, depois desta crise, o neoliberalismo, jamais, será igual, ao que era antes, uma vez que,, colocado comotese e, suas contradições como antítese, diferente do modelo atual, será a síntese.
A síntese futura será melhor ou pior, tudo na dependência das ações das maiores consciências individuais, atuantes no momento e, dos rumos perseguidos pela consciência coletiva (de âmbito nacional ou internacional), partícipes do atual processo dialético/cibernético.
Como já dizia Heráclito: “Um homem não pode se banhar duas vezes no mesmo rio”.
Na verdade, no instante seguinte, o rio já é diferente, e o homem, também, não é mais o mesmo, pois terá avançado, achando-se em uma nova etapa do seu ciclo vital, correspondendo, então, esse corte transversal de sua trajetória, a outra síntese, no curso da sua existência.
O resgate da humanidade está na dependência do advento de uma nova utopia, representada pela construção de outra ordem social, de uma sociedade diferente, inspirada em um modelo que deverá ser consentâneo com a organização estrutural e com o funcionamento dos organismos vivos e dos ecossistemas naturais, (auto-organizadores, auto-reprodutores e auto-reajustáveis), o qual poderá servir de paradigma para abordar e operar toda e qualquer modalidade de sistemas, sob a égide do cérebro humano e da consciência."
Como afirmamos, inicialmente, este é um trecho do que publicamos, há dius anos e cinco dias, em 08 de maio de 2009, no bojo de nosso livro "Sistemas, Ambiente & Mecanismos de Controle", em capítulo intitulado "Rumo a uma sociedade cibernética", cujo subtítulo é "A mão direita de Adam Smith x mão esquerda do Estado Democrático de Direito", com referência à crise econômica norte americana de 2008 e que se aplica, integralmente, à atual crise européia, iniciada em 2011.
O capítulo mencionado, em sua versão integral, pode ser acessado através do seguinte LINK:
http://campanhapoliticapaineldopaim.blogspot.com.br/2012/05/capitulo-xiii-rumo-uma-sociedade.html
Entretanto, podemos antever que o liberatório pós crise européia não será o mesmo que a conduziu ao atual estado de coisas, caracterizado pela redução do crescimento e até recessão, pelos altos níveis de desemprego e retrocesso das conquistas sociais.
Um dos mecanismos de feedback social é o direito do voto e o povo europeu, através desse instrumento saberá responder aos governantes comprometidos com os interesses neoliberais, a fim de bani-los do cenário político-administrativo, como já está a fazer.
Além da utilização dos postulados cibernéticos, como instrumento de previsibilidade, podemos lançar mão, concomitantemente, da dialética, formulando a seguinte tríade:
Tese: Sistema neoliberal
Antítese: Descontentamento popular
Síntese: Novo modelo econômico-social que designaríamos "Sociedade Cibernética".
Esta utópica sociedade caracterizar-se-ia pela construção de um estado de bem estar social, em que venham a prevalecer os legítimos direitos da maioria do povo, caracterizado pela regulação das atividades econômicas, em contraste com a desregulamentação e estado mínimo, preconizados pelo neoliberalismo e que serve, apenas, a uma hegemônica elite econômico-financeira.
Esta nova utopia, este novo modelo, imune à receitas alienígenas, deverá ser elaborado, não apenas para enfrentar a atual crise econômico-social, mas sobretudo, com o propósito de atender às peculiaridades de cada país e para servir à totalidade aos legítimos direitos do seu povo e, cuja consecução, respaldada pela maioria do voto popular, ocorrerá mediante a ação firme e decidida da mão "esquerda (visível) do estado democrático de direito, em contraposição à mão invisível (direita) de Adam Smith", esta, símbolo nefasto do liberalismo e do neoliberalismo. (Edson Nogueira Paim escreveu)
Este comentário se refere ao seguinte artigo.
Que morra de sede o capital especulativo (Emir Sater)
Originalmente o capital financeiro era um apoio do capital produtivo. Os agricultores tomavam dinheiro emprestado para a colheita, depois devolviam uma parte dos seus ganhos para os emprestadores.
O neoliberalismo teve como sua bandeira central a desregulamentação, a partir do diagnóstico de que a economia tinha deixado de crescer porque haveria excessiva quantidade de normas, que dificultariam os investimentos. Por isso o programa neoliberal pode ser resumido em: desregulamentação, liberalização, para a livre circulação dos capitais. Supostamente os capitais investiriam mais e todos terminariam ganhando, com mais produção, mais emprego, etc.
Não foi o que aconteceu. Porque o capital não é feito para produzir, mas para acumular riqueza. A desregulamentação promoveu uma gigantesca transferência de capitais do setor produtivo ao setor especulativo, onde os capitais ganham muito mais, pagando menos impostos e com liquidez quase total. Esse fenômeno se deu em escala mundial, a ponto de que atualmente mais de 90% dos intercâmbios econômicos não são de produção de bens, mas de compra e venda de papeis, de especulação, que não produz nem bens, nem empregos.
O neoliberalismo promoveu assim a hegemonia do capital financeiro, sob sua forma especulativa. Não a de financiar investimentos produtivos ou pesquisas ou consumo, mas de viver e lucrar da venda e compra de papeis, em detrimento da produção e da geração de empregos.
O poder do capital financeiro, diante de Estados fragilizados pelas aberturas econômicas dos mercados internos, pela financeirizacao das economias, pela desregulamentação econômica, faz com que ele seja o agente fundamental das crises econômicas, que são detonadas como crises financeiras.
Em 2008, a crise atual começou como crise dos bancos. Estes foram salvos pelos Estados. Mas, ao invés de salvarem os países, eles se salvaram a si mesmos. No novo ciclo da mesma crise, iniciado em 2011, os bancos foram agentes da crise e desta vez quebram Estados.
No Brasil, a taxa de juros mais alta do mundo é um obstáculo fundamental para dar continuidade ao ciclo de expansão econômica, com as políticas sociais intrinsecamente vinculadas a ela. Ela atrai o capital especulativo internacional e nacional, com todas as consequências desestabilizadoras sobre nossa economia.
O governo brasileiro está comprometido com que os juros no Brasil cheguem ao nível internacional, deixando de atrair o pior capital para cá. Mas isso não basta, é preciso taxar de forma mais forte a circulação do capital financeiro.
Esse é um enfrentamento antineoliberal central: quebrar a hegemonia do capital especulativo no Brasil. Fazer com que o capital especulativo morra de sede.
Postado por Emir Sader às 16:08
quarta-feira, 9 de maio de 2012
"Caiu do Cavalo": Foi o que aconteceu com Rubens Sardenberg, economista-chefe da federação dos bancos (Febraban) que era conduzida na garupa
QUARTA-FEIRA, 9 DE MAIO DE 2012
O Estado de S. Paulo
Manchete: Bancos vão baixar juros e indicam apoio a Dilma
Ação de Itaú e Bradesco ocorre em meio a polêmica entre Febraban e governo sobre expansão de crédito
Os dois maiores bancos privados do País, Itaú e Bradesco, preparam novas reduções de juros cobrados de empresas e pessoas físicas. A medida é uma forma de demonstrar convergência com a agenda da presidente Dilma Rousseff, um dia depois de mais uma polêmica entre o governo e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Um documento assinado pelo economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg, colocou em dúvida se a queda de juros resultaria em ampliação de crédito.“Você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber água”, escreveu. A nota causou estranheza no governo, e ontem banqueiros se esforçaram para desfazer o mal-estar - a Febraban disse que a opinião de Sardenberg não era oficial. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Os dois maiores bancos privados do País, Itaú e Bradesco, preparam novas reduções de juros cobrados de empresas e pessoas físicas. A medida é uma forma de demonstrar convergência com a agenda da presidente Dilma Rousseff, um dia depois de mais uma polêmica entre o governo e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Um documento assinado pelo economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg, colocou em dúvida se a queda de juros resultaria em ampliação de crédito.“Você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber água”, escreveu. A nota causou estranheza no governo, e ontem banqueiros se esforçaram para desfazer o mal-estar - a Febraban disse que a opinião de Sardenberg não era oficial. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
TERÇA-FEIRA, 8 DE MAIO DE 2012
O GLOBO
Manchete: Bancos reagem a Dilma e não garantem crédito maior
Para Febraban, 'cavalo pode ir até a beira do rio sem beber água'
Pela primeira vez desde que foram atacados pela presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional por causa dos juros altos e dos spreads, os bancos se pronunciaram. O economista-chefe da federação dos bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, disse, em relatório divulgado ontem, que o setor não pode garantir aumento da oferta de crédito, como deseja o governo, para assegurar o crescimento econômico. Sardenberg alfinetou, no mesmo texto: “Alguém já disse que você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber a água.” Procurados, interlocutores de Dilma retrucaram: “Você não pode obrigar um cavalo a beber água, mas ele também pode morrer de sede.” (Págs. 1, 19 e 20)
Pela primeira vez desde que foram atacados pela presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional por causa dos juros altos e dos spreads, os bancos se pronunciaram. O economista-chefe da federação dos bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, disse, em relatório divulgado ontem, que o setor não pode garantir aumento da oferta de crédito, como deseja o governo, para assegurar o crescimento econômico. Sardenberg alfinetou, no mesmo texto: “Alguém já disse que você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber a água.” Procurados, interlocutores de Dilma retrucaram: “Você não pode obrigar um cavalo a beber água, mas ele também pode morrer de sede.” (Págs. 1, 19 e 20)
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A doação particular de campanha (eufemismo para camuflar investimentos de empresários em candidatos), prostitui os políticos e desacredita a política
De noticiários anteriores, consta-se o óbvio:
O mandato de um político geralmente não pertence a ele e nem ao povo, mas ao doador (ou doadores) de recursos para sua campanha eleitoral.
Um exemplo patente é o seguinte subtítulo de uma matéria:
"A carreira política do senador Demóstenes Torres era manipulada por Carlinhos Cachoeira para ampliar seus negócios e se aproximar do Planalto"
Diante disso, o mandato, supostamente do futuro ex-senador Demóstenes Torres, não pertence a ele e muito menos ao povo goiano.
O mandato de um político geralmente não pertence a ele e nem ao povo, mas ao doador (ou doadores) de recursos para sua campanha eleitoral.
Um exemplo patente é o seguinte subtítulo de uma matéria:
"A carreira política do senador Demóstenes Torres era manipulada por Carlinhos Cachoeira para ampliar seus negócios e se aproximar do Planalto"
Diante disso, o mandato, supostamente do futuro ex-senador Demóstenes Torres, não pertence a ele e muito menos ao povo goiano.
O senador, um autêntico fantoche, no Senado era verdadeiramente representante do contraventor Carlinhos Cachoeira e dos demais empresários que investiram em sua campanha eleitoral, sob o título eufemístico de "doação", mas que pode ser traduzido por investimento.
Do noticiário de hoje (11-04-2012) destacamos o seguinte título do Correio do Brasil:
O beneficiário ou seus prepostos alegam que desconheciam as ligações dos "entregadores das verbas" com os verdadeiros donos das propinas disfarçadas e. até agora, legalizadas pelos TREs, mas onde ficam impressas as "digitais dos doadores" que possibilita a verificação posterior a respeito de quem é o verdadeiro patrão do pretendo "detentor de mandato", a quem este deve prestar conta e manifestar subserviência e defender os interesses do doador, investidor, a fim de liquidar a "fatura", pois quem investe espera e cobra retorno.
E o pior:
A volta é quase sempre através do dinheiro público. É o povo, afinal, quem paga o "pato!.
Porque, então, não arrancar essa máscara ou rasgar toda a fantasia de que o financiamento publico de campanha oneraria os cofres do país, quando, na verdade, através de atalhos, é mesmo o dinheiro da "viúva" que é o alvo preferido, quase sempre desviado da saúde, da educação, da segurança, etc., etc, através de deslavada e impune corrupção que já adquire caráter sistêmico, que financia as campanhas políticas, exceto quando o candidato usa dinheiro do seu próprio bolso, como é o caso da maioria dos integrantes da bancada ruralista na Câmara dos Deputados (só um exemplo) que abriga cerca de 213 pseudo representantes do povo, pois verdadeiramente, representam a si mesmos ou no máximo, seus similares, porque seus mandatos são comprados com recursos próprios ou de outros empresários rurais, cujo objetivo primordial é a defesa de interesses corporativistas e não os dos trabalhadores do campo.
Conclui-se que são poucos os representantes do povo, no Congresso..
Diante dos fatos, quem são os verdadeiros representantes da população brasileira?
Em nossa visão, seriam aqueles que, antes da eleições não barganharam, não empenharam, não "venderam" seus mandatos, através do recebimento prévio de "doação" privada (a palavra é perfeitamente adequada) para sua campanha eleitoral.
O leitor tem notícias de que o Deputado Tiririca, o campeão de votos no país, "vendeu" o mandato dele, antes das eleições, a troco de "doações" de campanha?
Certamente, existem mais alguém que o povo elegeu sem ser influenciado pelo poder econômico. Mas, acho que dá para contar nos dedos.
Em nossa visão, seriam aqueles que, antes da eleições não barganharam, não empenharam, não "venderam" seus mandatos, através do recebimento prévio de "doação" privada (a palavra é perfeitamente adequada) para sua campanha eleitoral.
O leitor tem notícias de que o Deputado Tiririca, o campeão de votos no país, "vendeu" o mandato dele, antes das eleições, a troco de "doações" de campanha?
Certamente, existem mais alguém que o povo elegeu sem ser influenciado pelo poder econômico. Mas, acho que dá para contar nos dedos.
Os títulos apresentados no início desta matéria é emblemático, por isto merece repetição:
"A carreira política do senador Demóstenes Torres era manipulada por Carlinhos Cachoeira para ampliar seus negócios e se aproximar do Planalto" e
,
Infelizmente, o Parlamento brasileiro, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais estão repletas de "demostenes", "perillos" e de outros representantes inautênticos. Isto já não é, apenas, trapalhadas do DEM, pois até parece "coisa do demo".
Também, não faltam outros "carlinhos cachoeiras", entre os financiadores (este é o termo mais adequado) de campanha política.
Também, não faltam outros "carlinhos cachoeiras", entre os financiadores (este é o termo mais adequado) de campanha política.
E, sem dúvida, esta situação calamitosa vai perdurar enquanto não for instituído o funcionamento público de campanha eleitoral que é de difícil aprovação porque contraria os interesses dos "demóstenes", "perillos" e "carlinhos cachoeiras".
Edson Nogueira Paim escreveu.
Esta matéria corresponde à atualização de postagem anterior.
Edson Nogueira Paim escreveu.
Esta matéria corresponde à atualização de postagem anterior.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Dilma era o alvo de Demóstenes e Cachoeira (Andrei Meireles e Murilo Ramos - ÉPOCA - Via Blog do Noblat)
Foto: Do Arquivo do Blog
A carreira política do senador Demóstenes Torres era manipulada por Carlinhos Cachoeira para ampliar seus negócios e se aproximar do Planalto
COMENTÁRIO DO BLOG:
E o pior:
A carreira política do senador Demóstenes Torres era manipulada por Carlinhos Cachoeira para ampliar seus negócios e se aproximar do Planalto
COMENTÁRIO DO BLOG:
Terrível constatação: O mandato, supostamente do futuro ex-senador Demóstenes Torres, não pertence a ele e muito menos ao povo goiano.
O senador, um autêntico fantoche, no Senado era verdadeiramente representante do contraventor Carlinhos Cachoeira e dos demais empresários que investiram em sua campanha eleitoral, sob o título eufemístico de "doação", mas que pode ser traduzido por investimento.
E quem investe planeja retorno.
O senador, um autêntico fantoche, no Senado era verdadeiramente representante do contraventor Carlinhos Cachoeira e dos demais empresários que investiram em sua campanha eleitoral, sob o título eufemístico de "doação", mas que pode ser traduzido por investimento.
E quem investe planeja retorno.
E o pior:
A volta é quase sempre através do dinheiro público. É o povo, afinal, quem paga o "pato!.
Porque, então, não rasgar essa máscara de que o financiamento publico de campanha onerará os cofres do país, quando, na verdade, é o dinheiro desviado da saúde, da educação, da segurança, etc., etc, através de deslavada e impune corrupção que já adquire caráter sistêmico, que financia as campanhas políticas, exceto quando o candidato usa dinheiro do seu próprio bolso, como é o caso da maioria dos integrantes da bancada ruralista na Câmara dos Deputados (só um exemplo) que abriga cerca de 213 pseudo representantes do povo, pois verdadeiramente, representam a si mesmos ou no máximo, seus similares, porque seus mandatos são comprados com recursos próprios ou de outros empresários rurais, cujo objetivo primordial é a defesa de interesses corporativistas e não os dos trabalhadores do campo.
Conclui-se que são poucos os representantes do povo, no Congresso..
E quem, pois, são os verdadeiros representantes da população brasileira?
Acredito que seriam aqueles que, antes da eleições não barganharam, não empenharam, não "venderam" seus mandatos, através do recebimento prévio de "doação" privada (a palavra é perfeitamente adequada) para sua campanha eleitoral.
O leitor tem notícias de que o Deputado Tiririca, o campeão de votos no país, "vendeu" o mandato dele, antes das eleições, a troco de "doações" de campanha?
Certamente, existem mais alguém que o povo elegeu sem ser influenciado pelo poder econômico. Mas, acho que dá para contar nos dedos.
Acredito que seriam aqueles que, antes da eleições não barganharam, não empenharam, não "venderam" seus mandatos, através do recebimento prévio de "doação" privada (a palavra é perfeitamente adequada) para sua campanha eleitoral.
O leitor tem notícias de que o Deputado Tiririca, o campeão de votos no país, "vendeu" o mandato dele, antes das eleições, a troco de "doações" de campanha?
Certamente, existem mais alguém que o povo elegeu sem ser influenciado pelo poder econômico. Mas, acho que dá para contar nos dedos.
O subtítulo desta matéria é emblemático:
"A carreira política do senador Demóstenes Torres era manipulada por Carlinhos Cachoeira para ampliar seus negócios e se aproximar do Planalto"
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Infelizmente, o Parlamento brasileiro, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais estão repletas de "demostenes" e de representantes inautênticos. Isto já não é, apenas, trapalhadas do DEM, pois até parece "coisa do demo".
Também, não faltam outros "carlinhos cachoeiras", entre os financiadores (este é o termo mais adequado) de campanha política.
Também, não faltam outros "carlinhos cachoeiras", entre os financiadores (este é o termo mais adequado) de campanha política.
E, sem dúvida, esta situação calamitosa vai perdurar enquanto não for instituído o funcionamento público de campanha eleitoral que é de difícil aprovação porque contraria os interesses dos "demóstenes" e "carlinhos cachoeiras". (Edson Nogueira Paim escreveu)
Eis o teor da matéria supra referida:
Eis o teor da matéria supra referida:
Como qualquer empresa, as organizações criminosas têm seus planos de sobrevivência e expansão. O grupo do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, inovou em muita coisa, mas não nesse aspecto. Cachoeira tinha negócios escusos e planos de novos empreendimentos em Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Tocantins, onde contava com a ajuda de políticos e agentes públicos, de acordo com as investigações da Polícia Federal.
Mas Cachoeira queria mais. Conversas telefônicas entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM, agora sem partido), gravadas com autorização judicial e obtidas com exclusividade por ÉPOCA (ouça os áudios ao fim desta reportagem), mostram que os dois planejavam se aproximar de alguma forma do Palácio do Planalto.
Numa das ligações captadas, Cachoeira orienta Demóstenes a aproveitar um convite para trocar o DEM pelo PMDB, com o propósito de se juntar à base de apoio do governo e se aproximar da presidente, Dilma Rousseff. “E fica bom demais se você for pro PMDB... Ela quer falar com você? A Dilma? A Dilma quer falar com você, não?”, pergunta Cachoeira. Demóstenes responde: “Por debaixo, mas se eu decidir ela fala. Ela quer sentar comigo se eu for mesmo. Não é pra enrolar”.
Cachoeira se empolga: “Ah, então vai, uai, fala que vai, ela te chama lá”. Como se fosse um bom subordinado, Demóstenes acata a recomendação.
Quando esse diálogo ocorreu, no final de abril de 2011, Demóstenes estava em plena negociação com caciques do PMDB, como os senadores Renan Calheiros e José Sarney, para mudar de legenda.
Um dos maiores opositores do governo – e carrasco de petistas acusados de corrupção – tencionava aderir ao governo do PT. Segundo dirigentes do PMDB, àquela altura a mudança de partido já tinha o aval do Palácio do Planalto.
Tudo nos bastidores, porque em público Demóstenes continuava oposicionista. As gravações mostram agora que um dos objetivos da radical troca de lado era estar mais bem situado para ajudar o esquema de Cachoeira.
Leia mais em O alvo deles era Dilma
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Princípio da Enfermagem Sistêmica, da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem, de Rosalda Paim
(Do livro "Teoria Sistêmico-Ecológica - Uma Visão Holística da Enfermagem" - 2a. Edição - CEL Informática - Editoração - Ano 2000)
Princípio da Enfermagem Sistêmica
A Teoria dos Sistemas Gerais, cuja postulação é a existência de um Universo inter relacionado, constituído pela organização sistêmica dos seres brutos (sistema físico), dos seres vivos (sistema biológico), dos instrumentos (sistema tecnológico) e, das associações humanas (sistema social), corresponde ao alicerce fundamental da Enfermagem Sistêmica.
Princípio da Enfermagem Sistêmica
A Teoria dos Sistemas Gerais, cuja postulação é a existência de um Universo inter relacionado, constituído pela organização sistêmica dos seres brutos (sistema físico), dos seres vivos (sistema biológico), dos instrumentos (sistema tecnológico) e, das associações humanas (sistema social), corresponde ao alicerce fundamental da Enfermagem Sistêmica.
Corolário
- Sistema de Enfermagem – Neste Universo interrelacionado, em que a sociedade, dia a dia, se torna mais estruturada como sistema, o Setor de Enfermagem deve ser designado e estudado sob a formasistêmica (como subsistema do setor de Saúde e sub-subsistema do setor Social).
A enfermagem constitui um subsistema do sistema industrial terciário (prestação de serviços), cujo produto final é o cuidado de enfermagem.
O subsistema de enfermagem representa o principal elo entre o homem (família, comunidade, sociedade) e o sistema de saúde.
O "telos" do sistema de enfermagem coincide com o do paciente (cliente) e com o do sistema de saúde, ou seja, "permitir que os indivíduos de uma sociedade mantenham, durante o maior tempo possível, o mais alto nível de saúde e felicidade, permissível pelo seu potencial genético e condições ambientais".
Para atingir seu "telos", a enfermagem exerce as ações de enfermagem, que consistem na transferência de negentropia do enfermeiro para o cliente e/ou ambiente ou .para um e/ou outro, com o objetivo de diminuir ou eliminar suas condições entrópicas.
Sistema de enfermagem é o agregado dos serviços de enfermagem integrantes de todas as instituições que prestam serviços e distribuem bens de saúde, na área considerada.
Entre os aparelhos prestadores de assistência (cuidados) de enfermagem podemos citar os Departamentos, Divisões, Serviços ou Seções de enfermagem dos Ministérios, Secretarias Estaduais ou Municipais de Saúde, Hospitais, Centros ou Postos de Saúde, que constituem subsistemas do sistema de saúde.
Todos os direitos reservados aos autores
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