domingo, 4 de março de 2012


VIDA, INFORMAÇÃO, ENTROPIA E NEGENTROPIA - Por Edson Paim & Rosalda Paim


"Vida, Informação, Entropia e Negentropia" é a designação do  V capítulo do livro SISTEMISMO ECOLÓGICO CIBERNÉTICO - UM PARADIGMA HOLÍSTICO, 4a. Edição - 2004 - 342 p., de autoria de Edson Paim & Rosalda Paim e representa aspecto do conteúdo do Pensamento Sistêmico Ecológico Cibernético Informacional, o qual constitui o quadro de referência ou base filosófica da "TEORIA SISTÊMICA ECOLÓGICA CIBERNÉTICA DE ENFERMAGEM", de Rosalda Paim, contida no Livro "TEORIA SISTÊMICA ECOLÓGICA - UMA VISÃO HOLÍSTICA DA ENFERMAGEM - 2a. Edição - Ano 2000 - 234 p., enquanto a 3a. edição já se encontra no prelo.
A seguir, apresentamos o referido capítulo:
  

   VIDA, INFORMAÇÃO, ENTROPIA E NEGENTROPIA


                                    (ABORDAGEM INFORMACIONAL)

A abordagem informacional privilegia o estudo dos circuitos de informação e comunicação que integra e permeia qualquer sistema de natureza física, biológica, tecnologia e social, incluindo seus processos internos e suas relações com o ambiente.
Este ponto de vista se fundamenta  na Teoria da Informação.
A teoria da informação ou Teoria Matemática da comunicação é um ramo da teoria da probabilidade e da matemática estatística que lida com sistemas de comunicação, transmissão de dados, criptografia, codificação, teoria do ruído, correção de erros, compressão de dados.  (Wikepédia).
A abordagem informacional corresponde à quarta etapa ou degrau do processo de construção da metodologia Sistêmica Ecológica Cibernética, a qual poderia ser designada, mesmo, Sistêmica Ecológica, Cibernética e Informacional, mas, por comodidade e, porque, na realidade, a Cibernética abriga, no seu seio, a Teoria da Informação, utilizaremos a primeira hipótese.
Embora concordando que a Teoria da Informação mereça identidade própria, cujo papel se avulta  como participante do conjunto de ciências da complexidade, para fins operacionais,  preferimos tratar da abordagem informacional como elemento constituinte da Perspectiva Cibernética, constante do Capítulo anterior, acompanhando Morin1, que  considera a Teoria da Informação como integrante da Cibernética.
Segundo Francelin2“Aceitando-se o objeto de estudo da ciência da informação em seu contexto, talvez não seja tarefa difícil detectar a relação entre a "Trindade profana" proposta por Morin (1999a) e a ciência da informação. São três teorias já conhecidas da ciência da informação que fazem parte desta Trindade": a teoria de sistemas, a cibernética e a teoria da informação.
Vale lembrar que Morin3 (1999a) reputa, à função da teoria de sistemas, da cibernética e da teoria da informação, uma possível via de entendimento de mundo que considera complexo, não suas relações, pois isto não seria possível devido às limitações da capacidade humana e dos fenômenos inexplicáveis propostos pela natureza, mas sim analisar a complexidade que permeia estas relações.”
O que talvez Morin4 (1999a) queira esclarecer por meio destas três teorias é que a informação, como a própria ciência da informação a entende, esteja presente em quase todas as fases da auto-organização de mundo proposta pelo autor e justamente naquilo em que a ciência da informação talvez não conceba tal ocorrência, ou seja, no ruído da mensagem entre emissor e receptor através de um canal, "[...] (ordem a partir do ruído), não apenas da desordem, mas a partir do ruído" (Morin, 1999a, p.29).
Ainda,  Francelinrefere: Portanto, parece ser interessante à ciência da informação uma aproximação do instinto formativo bachelardiano da complexidade morinana e sua "Trindade profana" (teoria da informação, cibernética e teoria de sistemas), pois entende-se que este possa ser o caminho para possível compreensão de determinados contextos de complexidade que possam envolver a atividade informacional.”
Teoria Geral dos Sistemas, a Cibernética e aTeoria de Informações se complementam entre si e se conjugam no trato de fluxos informacionais emecanismos de regulação e controle, constituindo, cada um componente desta tríade, aspecto relevante na constituição do Sistemismo Ecológico Cibernético. 
As informações estão na base da universalidade dos mecanismos de controle, além de permear todas as três ciências já referidas (Teoria Geral dos Sistemas, Ecologia e Cibernética), influi na totalidade dos processos biológicos e sociais.  
Estas três ciências, acrescidas da Ecologia, são as componentes essenciais, ou melhor, podemos afirmar que estes ramos do conhecimento constituem os quatro pilares principais do construto de nossa autoria -Sistemismo Ecológico Cibernético (Capítulos X a XII).
A idéia de dinamismo, de movimento, de processo, de “fisiologia”, que o Sistemismo encerra, é reforçada pelo concurso da Cibernética (integrante daTeoria Geral dos Sistemas) e pela Teoria da Informação (tributária da Cibernética).
Teoria da Informação não deve ser confundida com a tecnologia da informação e com a biblioteconomia
            O sistema humano, como outros sistemas vivos, em seu processo de integração, precisa, entre outros fatores, de comunicações e da informação, as quais consomem, desperdiçam e degradam energia.
informação, contida no código genético, permeia todos os organismos vivos, alcançando quaisquer dos seus processos interiores (estruturais ou fisiológicos) e a totalidade das suas relações com oambiente.
Em qualquer processo de transmissão demensagens, há possibilidades de equívocos, tais como erros de codificação, de emissão, de transmissão, de decodificação, ou perturbações várias, decorrentes da interferência de ruídos ou de outros fatores mecânicos.
Foi esta observação que deu ensejo à teoria matemática da informação (SHANNON & WEAVER, The Mathematical Theory of Communications, 1949): Shannon observou que uma mensagem enviada através de um canal qualquer sofre deformações diversas durante a transmissão, razão pela qual, ao chegar ao destino, uma parte das informações que continha já está perdida. Estabeleceu, assim, a analogia entre esta perda e a entropia, função que, com base no segundo princípio da termodinâmica, exprime a degradação da energia que se verifica em qualquer transformação de trabalho mecânico em calor, ao passo que a transformação inversa (do calor em trabalho mecânico) (nunca é completa).1
A partir da analogia entre a perda de informaçãoe a entropia, foi possível estabelecer que a quantidade de informações transmitidas poderia ser calculada comoentropia negativa.
Na transmissão das mensagens, assim como na transformação de qualquer modalidade de energia, aentropia negativa (negentropia) decrescecontinuamente porque a positiva (perda de informações ou degradação de energia) cresce continuamente.
 Com base nessa analogia, o calculo das possibilidades, utilizado pela termodinâmica pode ser empregado como instrumento muito oportuno para determinar as fórmulas com que a medida da quantidade de informações pode ser expressa em cada caso, cujas variações dependem do número e da freqüência dos símbolos utilizados, de sua possibilidade de combinação, da interferência dos fatores de perturbação dos símbolos e assim por diante. Nesse último caso, toma-se em consideração os símbolos chamados redundantes, cuja finalidade é prever e corrigir os erros de transmissão antes que ocorram, de tal modo que o funcionamento da transmissão seja corrigido antecipadamente pela previsão das perturbações com o processo de retroalimentação2” .
Quanto mais improvável é uma mensagem, maior é a carga de informação que ela transmite. Daí ter-se uma quantidade mínima de informação quando esta permite apenas uma escolha entre duas possibilidades que tenham a mesma probabilidade.
 Tal quantidade mínima foi estabelecida comounidade de medida de informação e designada bit(abreviação da expressão inglesa binary digit = cifra binária).
energia do universo tende a se distribuir no sentido de um  maior nivelamento, em sua forma mais degradada, anárquica, caótica, indiferenciada, equilibrada e mais estável possível, designando-se esta característica com o nome de entropia.
O termo entropia foi criado por Clausius(l850), estribado no segundo princípio da Termodinâmica, para denotar a tendência de todos os sistemas para o resfriamento, para o nivelamento energético, para a desorganização, indiferenciação e  catamorfose, para a  mesmice e o caos, para a morte.
Termodinâmica estuda a energia, sua transferência e condução, bem como os efeitos destes processos em um sistema determinado e no seuambiente.
Entropia é a medida da perda das características que fazem com que um sistema se diferencie do seuambiente.
 “Entropía es el grado de desorden, el equilibrio máximo en el cual no se puede haber cambios físicos ni químicos, ni se pude desarrollar ningún trabajo y donde la presión, la temperatura y la concentración son uniformes e irreversibles en todo el sistema. Solo los sistemas en desequilibrio pueden desarrollar trabajo.4
Consoante o princípio da unidade da energia, uma modalidade de energia pode ser transformada em outra.
“De acuerdo con la  primera ley de la termodinámica, en cualquier proceso el total de energía de un sistema más la de alrededores permanece constante. Sin embargo la energía puede sufrir transformaciones de una forma a otra, como lo son, el calor, la luz, la electricidad, la energía mecánica y la química. La segunda ley de la termodinámica limita los tipos de transformación de energía y predice la dirección en la cual dichas transformaciones deben ocurrir, desde un punto de vista estadístico, en cualquier proceso químico o físico. La segunda ley de la termodinámica establece que, en los sistemas cerrados, todo procede en la dirección del máximo equilibrio entre el sistema y sus alrededores (el universo). A esto se lo conoce como aumento de la entropía. Entropía es el grado de desorden y  de caos.5
Há uma tendência universal para os estados de maior degradação: catamorfose, indiferenciação, um direcionamento para baixo (resfriamento, nivelamento energético, desorganização, caos), enfim, a “morte entrópica”, incluindo a morte dos sistemas vivos.
Mario Chaves6  diz que Gibbs formulou a teoria de que essa probabilidade tende naturalmente a aumentar acompanhando o envelhecimento do Universo e que a medida dessa probabilidade é designadaentropia.
Há, pois, uma tendência universal característica da entropia de  aumentar continuamente, no sentido de estados de maior degradação: catamorfose, indiferenciação, tudo sendo direcionando para baixo (resfriamento, nivelamento energético, desorganização, caos), enfim, a “morte entrópica”, incluindo a morte dos sistemas vivos, designando-se esta tendência com o nome de entropia, a qual teria a probabilidade de aumentar com o envelhecimento do universo. A medida de tal probabilidade é designada entropia. 
Em razão dessa tendência de aumento contínuo e permanente da entropiapode se afirmar que o estado mais provável do planeta Terra é o seu totalresfriamento.
  Tal já aconteceu com Marte, cujo estado atual é um exemplo patente dos efeitos da ação da entropia, desenvolvida há bilhões de anos;
Um dia, em passado longínquo, Marte teria apresentado as condições climáticas semelhantes às existentes, hoje, na Terra, enquanto seu estado mais provável, de ambos, é o resfriamento total, assim como o estado mais provável da vida é a morte e, o estado mais provável da administração é o caos.
 “No universo como um todo, o estado mais provável é o caos, a quiescência, a desorganização, a morte entrópica, a catamorfose. O estado mais provável da terra é a nivelação, as montanhas destruídas pela erosão, os rios correndo para o mar e levando com eles a substância das montanhas pela gravidade. O estado mais provável do sol é o apagar-se depois que todas as reações possíveis, as explosões atômicas das quais a terra deriva sua energia tenham ocorrido, simplesmente porque a probabilidade de sua ocorrência vai aumentando com o passar do tempo. Embora o apagamento do sol esteja a bilhões de anos pela nossa frente, não poderemos deixar de pensar em nós mesmos, usando a brilhante expressão de Wiener, como náufragos no espaço confinados a um espaço condenado. 7
Mas, neste Universo físico, tendente para os estados de maior entropia, indiferenciação, catamorfose e mesmice, eis que em determinado instante, surge uma contra corrente à lei geral da entropia - a Negentropia - e a terra primitiva se transforma em um enclave negentrópico.
Nela a entropia tendeu para a diminuição, desenvolvendo-se uma situação de anamorfose, diferenciação e organização da matéria, surgindo a vida e, iniciando-se um formidável e belo "show" planetário.
“La materia viva ha evolucionado de la materia inerte. La materia inerte renueva continuamente los sistemas de materia viva al fluir por ellos, debido al consumo continuo de energía. 8
Os sistemas vivos constituem sistemas auto-organizadores, auto-reguladores e auto-reprodutores,dotados de mecanismos de feedback”,  portanto homeostáticos, cibernéticos.
 “A vida é o conflito do singular contra o universal; do desequilíbrio de cada sistema (em relação com seu entorno) contra o equilíbrio máximo; do esforço para manter instável com relação à máxima estabilidade a que tende a natureza; da diferenciação contra a indiferenciação; da ordem contra o caos e da sistematização contra a anarquia... A vida representa a evolução da matéria do estado mais provável para o estado mais improvável... a matéria e a energia se movem simultaneamente a favor e contra a vida... O organismo do ser humano, igualmente a  todos os sistemas de matéria viva, composto por duas ou mais células, constitui uma sociedade de células. 9
O ser humano representa um sistema,maravilhosamente construído, com muitas partes distintas interligadas e inter-relacionadas que contribuem de várias maneiras para a sustentação de sua vida, para a consecução do seu processo reprodutivo e suas demais atividades, cujo mecanismo de controle, de regulação,com a finalidade de manutenção da homeostasia é o dispositivo cibernético denominado “feedback”.
Sua importância é ressaltada pelas afirmações de Hans Reinhard Rapp10, citado por Marcelo Azevedo11"que quando o primeiro processo de feedback foi construído pela evolução começou a vida" e, quanto à oposição entre entropia e negentropia, repetimos a frase lapidar de Aurel David12, mencionada pelo mesmo autor: “... Mas a matéria vinda dos alimentos passou para o campo da vida e luta com ela contra o resto da matéria. …Quer se trate de órgãos vivos ou bens manufaturados, a matéria que os constitui deixa localmente o curso da entropia para seguir a nossa via.”
Aqui encontramos a mais expressiva manifestação da luta, do antagonismo entre a matéria viva e a matéria inerte, a mais significante constatação da relação dialética entre o ser vivo e o ambiente circundante, bem como a mais magistral maneira de expressar da incorporação dos alimentos à massa corpórea do ser vivente.
O surgimento da vida na terra é um evento ocorrido no sentindo inverso ao da entropia, portanto, um acontecimento  com caráter de improbabilidade.
 “Existen, sin embargo, sistemas que se oponen - aunque solo de manera transitoria - a este fluir de la naturaleza que se dirige de la luz y el orden al caos y a las tinieblas. Estos sistemas son los organismos compuestos por materia viva, que constituyen solo una ínfima parte de la materia y energía del cosmos y que, hasta donde se sabe, solo existen en el planeta Tierra. Este a su  vez está formado por una pequeñísima porción de la materia existente. 13
.           A vida constitui uma contra corrente à lei geral da entropia, existindo um conflito permanente entre oser vivo e o ambiente que vive, entendido o sistema ambiental como o somatório de seus quatro componentesum subsistema físico, um subsistema biológico, um subsistema social e um subsistema tecnológico.
 “La vida es una enfermedad incurable y una lucha contra la entropía. La medicina es una actividad del ser humano que trata de mantener la integridad de la estructuración y el desequilibrio del organismo humano, como sistema compuesto por materia viva, en contra la tendencia de la naturaleza a la entropía máxima, al equilibrio energético, a la in diferenciación, a la estabilidad y al caos.14"
A fim de se opor, temporariamente, à ação inexorável da entropia, o homem tem a necessidade de aplicação, contínua e permanentemente, de forças antientrópicos (negentropia), tanto com relação à vidae a saúde, como no que tange aos processos administrativos e às máquinas e, mesmo, ao própriosistema social global.
Negentropia, cujos sinônimos são: anatropia, neg-entropia ou neguentropia (entropia negativa = entropia com o sinal invertido),  contra-entropia, antientropia, ou ainda, entalpia, significa o movimento da energia no sentido de mais informação, maior organização, mais vida, saúde, progresso e aumento da complexificação, de um determinado sistema.            
Ao longo do processo evolutivo, os seres vivos,  agindo uns sobre os outros, integrando o próprioambiente ou ecossistema (biótopo e biocenose)  mantém  a sua transformação recíproca.
A interação e os conflitos entre os seres vivos e oambiente - ambos sistemas auto-organizadores, auto-reguladores e auto-reprodutores - direcionaram o processo de evolução e de diferenciação das espécies e, num passado longínquo, mediante um processo de hominização produziu o homem, cuja dimensão espacial é o corpo e, temporal, a longevidade e a historicidade e, atingindo o nível da consciência - o ápice da evolução biológica.   A origem da vida, a construção do código genético, os mecanismos da reprodução, todo o processo evolucionário, a diferenciação das espécies, a manutenção do equilíbrio dos organismos vivos (homeostasia), a aquisição dos mecanismos daconsciência e da linguagem são processosnegentrópicos.
 Estes processos seriam direcionados pelas próprias potencialidades ou “virtuosidades da matéria”, como preconizam autores materialistas ou por grande consciência, preexistente, como propugnam outros (idealistas), cuja controvérsia (e esta é a questão fundamental da filosofia), não se pretende discutir, aqui, até porque tal assunto poderia ser traduzido pela metáfora expressa na pergunta: “Qual teria surgido primeiro, o ovo ou galinha?”.
Todavia, se a organização da matéria como o surgimento da vida, tenha sido resultado de potencialidades ou virtuosidades intrínsecas da matériae, inscritas no seu próprio âmago, como preconiza Engels ou, decorrentes da vontade e ações de uma consciência superior e transcendental, como postulam outros.
Pelo menos, com objetivos operacionais (e o fazemos neste trabalho), poderíamos atribuir a designação de Negentropia a essa “força” ou energia, a esse princípio, esse poder organizador, seja ele, de origem endógena ou exógena, intrínseco ou extrínseco, em relação à matéria.
Negentropia é uma força apta a representar asíntese de todas as modalidades de energia, conhecidas ou desconhecidas, a qual teria ela presidido a organização da matéria e sua evolução “desde o mineral até a consciência”, na feliz expressão de Pierre Teilhard Chardin15"
Com base na lei de transformação da energia (uma modalidade desta pode ser transformada em outra), podemos, operacionalmente - para os fins deste trabalho- considerar a Negentropia como um elemento unificador (síntese) de todas as espécies de energia, conhecidas ou não.
Com referência ao surgimento da vida e à trilha da evolução biológica, ao processo de hominização(antropogênese) e a sociogênese, não é possível  precisar seus limites evolutivos e o futuro da humanidade e, nem mesmo, se cogitar a respeito, pois isto ultrapassa quaisquer possibilidades de previsão e, até de imaginação.
É esta ação negentrópica que reproduz e conserva temporariamente a vida dos animais e dos vegetais, promove a evolução biológica, assim como, mediante sua expressão em trabalho humano, processa toda a organização e evolução social, científica e tecnológica, em contraposição aos inexoráveis efeitos daentropia.
“La vida es lucha contra la entropía. Esta lucha que es parte del fluir de la materia y la energía en el cosmos, se lleva a cabo en la naturaleza de la cual todo forma parte. Es posible que sólo se limite a nuestro pequeño planeta, que gira silenciosamente en el espacio infinito de una noche eterna. La energía del universo tiende a distribuir-se en todo el espacio en busca del equilibrio, de la mayor estabilidad, de la mayor dispersión y probabilidad posibles, lo que da lugar al grande desorden, a la mayor redistribución, al caos y la entropía máxima.16”       
Cada célula de um organismo multicelular constitui um sistema, situado no seu ambiente - o espaço intercelular - com o qual efetua intercâmbios dematéria, energia e informações,  estabelecendo uma luta constantemente contra a entropia e, mediante mecanismos cibernéticos de “feedback” procura manter o maior nível de homeostasia, permissível pelo seu potencial genético.
“En cada célula se resumen las tres funciones fundamentales de la materia viva que son: el metabolismo, la reproducción y la adaptación.  Cualquier sistema que metaboliza  y se perpetúa está compuesto por materia viva. Desde este punto  de vista, los virus son sistemas - compuestos de materia viva   - aun más simples que las células. Todas las funciones de la célula, como organismo compuesto por materia viva, significan movimiento, transformación, flujo y recambio constante de materia en el sistema para lo cual se requiere un aporte continuo de energía. Las funciones metabólicas son la nutrición, la respiración y la síntesis de compuestos; de ellas depende la integridad de la célula, como sistema, durante su lapso vital.17"
Ao longo do processo evolutivo, os seres vivos (sistemas  auto-organizadores, auto-reguladores e auto-reprodutores), agindo uns sobre os outros, integrando o próprio ambiente ou ecossistema (biótopo e biocenose),  mantém  a sua transformação recíproca.
Se considerarmos o ser vivo como tese e, o conjunto   espaço-temporal (ambiente e tempo) comoantítese, a síntese será a vitória inexorável dessa dupla sobre cada ser vivo, resultando na morte (síntese).
Podemos, entretanto, fazer outra assertiva, igualmente verdadeira, em que o par dialético - vida(tese) e morte (antítese) resulta na evolução (síntese),colocando, pois, a própria morte, a serviço daevolução e caracterizando a Dialética dos Sistemas Vivos e a Dialética Cibernética, por nós propostas, o que pode ser expresso através do:

Princípio Tanatoteleonomia

            A morte é a resultante da predominância absoluta das ações entrópicas sobre as negentrópicas nos sistemas auto-organizadores e auto-reguladores e representa um dispositivo de retroação ("feedback") dos sistemas vivos, cuja teleonomia é possibilitar a manutenção da cadeia alimentar, do equilíbrio ecológico e o desenvolvimento do ciclo da matéria, restituindo-a ao estado de indiferenciação, como constituinte do sistema físico, além de assegurar o processo de diversificação das espécies e da evolução biológica.

Neste Princípio estão contidos, ao mesmo tempo,   fundamentos da dialética e da cibernética, cuja justaposição permitiu a proposta da Dialética Cibernética.
“Por medio de la oxidación los compuestos orgánicos  liberan energía y, a su vez, la oxidación significa envejecimiento y aumento de la entropía de dichos sistemas. La oxidación es necesaria para la vida y, al mismo tiempo, significa la muerte. En esto sentido, nos dice Laborit: “Resumiendo, las oxidaciones tendrán el envejecimiento por consecuencia. No es, pues, ilógico decir, que el oxígeno es el tóxico esencial a la vida... Se llega, pues, a un dilema: una forma de vida perfeccionada como la nuestra tiene necesidad de los procesos oxidativas y del oxígeno molecular; pero esos procesos son, sin duda, la origen del envejecimiento y de la muerte. La eternidad o la sumisión al medio, o la libertad y la muerte. En el punto de evolución biológica a que hemos llegado, es evidentemente difícil de imaginar una solución que nos permita conservar la vida y la libertad sin oxígeno.18"
A capacidade que tem o homem de atuar e transformar seu próprio sistema ou seu ambienteconstitui trabalho. O trabalho, tanto muscular como intelectual, correspondem ao movimento da matéria, energia e informações e constitui a base de toda atividade econômica.
Há uma constante transferência de entropia de umsistema para outro ou para o ambiente e vice versa.
O ser humano, igualmente a qualquer sistema biológico, sofre um desgaste ou deterioração ao transformar energia em trabalho, ocasionando, pois um aumento da entropia em seu organismo.
O homem, ao atuar sobre a matéria, a fim de transformá-la em objeto, acrescenta-lhe negentropia, diminuindo a entropia deste, enquanto a negentropiado corpo do trabalhador fica diminuída, em razão da transferência para o objeto trabalhado e, conseqüentemente, a entropia do seu organismo torna-se aumentada. Dialética e
Quando nem o equivalente da negentropia,despendido pelo corpo do trabalhador for reposto, mediante o salário recebido, se caracteriza a mais expressiva autêntica forma de “mais valia”.
Se o estado entrópico, decorrente do trabalho, não for neutralizado, mediante a reposição denegentropia, ou entropia negativa, resultante será pobreza, miséria, doença e morte.
Las enfermedades, tanto físicas como mentales son... manifestaciones de entropía dentro del sistema-organismo-humano que tiende, en mayor o menor grado, a su caos o anarquía. La curación significa buscar los mecanismos de aporte energético que permitan el desequilibrio, ya que la muerte significa el equilibrio con el universo.19"
A referência supra ao equilíbrio com o Universo significa  a involução da matéria viva até o seu nivelamento com a matéria inerte que corresponde à maioria da constituição do universo.
“La materia viva existente incluye una parte ínfima de la totalidad de la materia inerte que hay en el universo.20"
As ações de saúde correspondem a um conjunto de medidas capazes de possibilitar a transferência denegentropia do ambiente para o corpo da pessoa assistida, objetivando manter o desequilíbrio deste com o universo.    
“La medicina pretende mantener funcionando correctamente los mecanismos, que el mismo organismo humano utiliza, para permanecer diferenciado y en desequilibrio con el medio ambiente, para continuar vivo, y eliminar todo aquello que agrede y amenaza la integridad y la estructura del organismo.21
Os processos de informação e comunicaçãocontribuem para a diminuição da entropia no interior dosistema social, às expensas do ambiente, cuja entropiaé aumentada.
O aporte de negentropia no organismo humano e no sistema social, como um todo, corresponde a um aumento da entropia do ambiente.
“Los sistemas compuestos por materia viva (organismos e sociedad) negativizan su entropía “robándole” entropía negativa a sus alrededores, ya que así mantienen su orden y su desequilibrio ocasionando desorden e equilibrio en el medio que los rodea. Se introduce una cantidad de entropía negativa de fuera hacia a dentro del sistema compuesto por materia viva.22
entropia dos sistemas vivos é neutralizada pela reposição de negentropia ou entropia negativa -expressões que se equivalem - mediante a sua extração do ambiente. 
Há uma interação entre os sistemas vivos e osistema ambiental, constituindo um todo em que ambos se afetam mutuamente, correspondendo a um processo integrativo, em que um é parte do outro, formando, na realidade, um novo sistema de maior amplitude, de natureza mistasistema vivo/ecossistema. 
Face à sua importância do antagonismo entre aEntropia e a Negentropia, o tema será complementado nos Capítulos VII - Cibernética dos Sistemas Vivos, VIII -Dialética dos Sistemas Vivos,  IX - Dialética Cibernética e - Sistemismo Ecológico Cibernético e,cujos princípios estão sintetizados nos Capítulos XI e XII, constituindo, estes três últimos, a perspectiva sistêmica ecológica cibernética que corresponde ao objeto precípuo deste livro.



Todos os direitos reservados aos autores
copyright Ó by Edson N. Paim e Rosalda C.N. Paim

Diagramação: Marcos A. de Oliveira
Técnico em Informática

Dados Internacionais de catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

                Paim, Edson N.
                Paim, Rosalda C. N.
Sistemismo Ecológico Cibernético /  Edson N. Paim,  Rosalda Paim
                               Técnica: Marcos Antônio de Oliveira  - Lambari (MG);
                               Cel Informática & Editoração Ltda., 2004. 342 p.

                1 - Sistemismo Ecológico Cibernético - Um Paradigma Holístico  

sábado, 3 de março de 2012

ALERTA Á NAÇÃO - 17/02 - MANIFESTO INTERCLUBES MILITARES

COMENTÁRIO DO PAINEL DE BLOGS DO CORONEL PAIM

Sem entrar no mérito dos dizeres contidos no documento intitulado "ALERTA Á NAÇÃO", sinto-me na obrigação de publicá-lo nos meus Blogs, em razão de minhas convicções democráticas, de meu respeito à liberdade de expressão, da qual nunca abdiquei, pois desde antes de entrar para o meu amado e glorioso Exército, fato que completará 64 anos no próximo dia 15 de março, sempre tive ao alcance de meu olhos a seguinte frase, então atribuída à Patrick Henry: "Não concordo com nada do que dizes, mas defenderei, até a morte, o direito de o dizeres".

Nesse período fui, não apenas mero espectador, mas partícipe da história militar e política do país, motivo pelo qual não poderia ficar alheio no instante em que a percepção de nossas Forças Armadas e do perfil do militares são muitas vezes distorcidos, quase sempre devido a sectarismo de alguns, de fora e de dentro da caserna, situação incompatível com o momento histórico em que vivemos, nos albores do advento do Brasil Potência, marchando aceleradamente rumo à posição de quarta economia do planeta, objetivo que sempre colimamos e do qual já podemos nos ufanar.

Em 1961, realizei palestra no Rotary Club de Aquidauana, intitulada "O SOLDADO E SUA PARTICIPAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO SOCIAL DO BRASIL",  na qualidade de representante do Comando da 1a. Cia do 9o. B.E. Comb. (a primeira Unidade da nossa gloriosa FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA (FEB) entrar em combate na Itália, tendo regressado a Aquidauana, com seus heróis, mas tendo deixado, no cemitério brasileiro de Pistóia, seus mortos, posteriormente repatriados pelo próprio ex-comandante da FEB, Marechal Mascarenhas de Moraes, cuja patente lhe fora concedida pelo Congresso Nacional, além da condição de permanecer na ativa do Exército, enquanto vida tivesse, honraria semelhante atribuída, apenas, ao Tenente-Coronel Benjamim Constant Botelho de Magalhães, cujo nome por decisão idêntica, permanece, até hoje, no Almanaque do Exército.

A palestra acima referida pode ser acessada através do seguinte LINK:
http://edsonpaimescrevepaineldopaim.blogspot.com/2008/08/o-soldado-e-sua-participao-no.html

Faço-o, também, em virtude de meu arraigado amor à Pátria e do respeito às nossas Forças Armadas, além de não aceitar divisão maniqueísta entre militares e civis, pois os estes são nada mais, nada menos do que brasileiros fardados e eleitores, cujo direito de cidadania não podem ser obstaculizados.

Na minha visão, o Clube Militar, como instituição mais que centenária, deveria manter em seu site a matéria publicada, pois não se trata de uma instituição castrense e sim de uma entidade civil que tem a inarredável obrigação de defender a liberdade de imprensa e, particularmente, direito de veiculação de opiniões através do Ciberespaço.

Certamente os dirigentes do Clube Militar optaram por retirar a publicação, por causa de bom senso, a fim de evitar a radicalização por parte daqueles que, ao desconhecer a história das nossas Forças Armadas e dos seus integrantes, de todos os tempos, insistem em pregar a cizania entre a sociedade e a família militar.

(Escreveu o Coronel Edson Nogueira Paim)

Eis a matéria a que se refere o comentário supra:


ALERTA Á NAÇÃO


17/02 - MANIFESTO INTERCLUBES MILITARES
 .
Texto completo

Logo no início do seu mandato, os Clubes Militares transcreveram a mensagem que a então candidata enviara aos militares da ativa e da reserva, pensionistas das Forças Armadas e aos associados dos Clubes. Na mensagem a candidata assumia vários compromissos. Ao transcrevê-la, os Clubes lhe davam um voto de confiança, na expectativa de que os cumprisse.
Ao completar o primeiro ano do mandato, paulatinamente vê-se a Presidente afastando-se das premissas por ela mesma estipuladas. Parece que a preocupação em governar para uma parcela da população sobrepuja-se ao desejo de atender aos interesses de todos os brasileiros.
Especificamente na semana próxima passada, e por três dias consecutivos, pode-se exemplificar a assertiva acima citada.
Na quarta-feira, 8 de fevereiro, a Ministra da Secretaria de Direitos Humanos concedeu uma entrevista à repórter Júnia Gama, publicada no dia imediato no jornal Correio Braziliense, na qual mais uma vez asseverava a possibilidade de as partes que se considerassem ofendidas por fatos ocorridos nos governos militares pudessem ingressar com ações na justiça, buscando a responsabilização criminal de agentes
repressores, à semelhança ao que ocorre em países vizinhos. Mais uma vez esta autoridade da República sobrepunha sua opinião à recente decisão do STF, instado a opinar sobre a validade da Lei da Anistia. E, a Presidente não veio a público para contradizer a subordinada.
Dois dias depois tomou posse como Ministra da Secretaria de Política para as Mulheres a Sra Eleonora Menicucci. Em seu discurso a Ministra, em presença da Presidente, teceu críticas exarcebadas aos governos militares e, se auto-elogiando, ressaltou o fato de ter lutado pela democracia (sic), ao mesmo tempo em que homenageava os companheiros que tombaram na refrega. A platéia aplaudiu a fala, incluindo a Sra Presidente. Ora, todos sabemos que o grupo ao qual pertenceu a Sra Eleonora conduziu suas ações no sentido de implantar, pela força, uma ditadura, nunca tendo pretendido a democracia.
Para finalizar a semana, o Partido dos Trabalhadores, ao qual a Presidente pertence, celebrou os seus 32 anos de criação. Na ocasião foram divulgadas as Resoluções Políticas tomadas pelo Partido. Foi dado realce ao item que diz que o PT estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia (sic) durante o período da ditadura militar. Pode-se afirmar que a assertiva é uma falácia, posto que quando de sua criação o governo já promovera a abertura política, incluindo a possibilidade de fundação de outros partidos políticos, encerrando o bi-partidarismo.
Os Clubes Militares expressam a preocupação com as manifestações de auxiliares da Presidente sem que ela, como a mandatária maior da nação, venha a público expressar desacordo com a posição assumida por eles e pelo partido ao qual é filiada e aguardam com expectativa positiva a postura de Presidente de todos os brasileiros e não de minorias sectárias ou de partidos políticos.
Rio de Janeiro, 16 de fevereiro de 2012

V. Alte Ricardo Antonio da Veiga Cabral  -  Presidente Clube Naval          
Gen Ex Renato Cesar Tibau da Costa       -  Presidente  Clube Militar
Ten Brig Carlos de Almeida Baptista         -  Presidente Clube de Aeronáutica

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Sistemismo Ecológico - Por Edson Paim & Rosalda Paim


O Sistemismo Ecológico, expressão introduzida pelos autores, aborda o Sistemismo (Teoria Geral dos Sistemas) pelo prisma da Ecologia, enquanto que, reciprocamente, a Ecologia Sistêmica focaliza a Ecologia pelo ângulo do Sistemismo e constitui uma etapa intermediária utilizada para a elaboração do Pensamento Sistêmico Ecológico Cibernético e constitui o quadro de referência ou base filosófica da "TEORIA SISTÊMICA ECOLÓGICA CIBERNÉTICA DE ENFERMAGEM", de Rosalda Paim.

O Sistemismo Ecológico ou Perspectiva Sistêmica Ecológica constitui o terceiro capítulo do  Livro SISTEMISMO ECOLÓGICO CIBERNÉTICO - UM PARADIGMA HOLÍSTICO, 4a. Edição - 2004 - 342 p., de autoria de Edson Paim & Rosalda Paim, o qual é apresentado a seguir:

ABORDAGEM SISTÊMICA ECOLÓGICA OU SISTEMISMO ECOLÓGICO 


Sistemismo Ecológico ou Perspectiva Sistêmica  Ecológica é a percepção da realidade através de um prisma constituído mediante o acoplamento do Enfoque Sistêmico com a Visão Ecológica.
O  enfoque sistêmico, visão sistêmica, abordagem sistêmica ou perspectiva sistêmica é uma metodologia de caráter abrangente, globalizante, integrativo e sintético, derivada da Teoria Geral dos Sistemas, de Lwidg Von Bertalanffy1.
visão ecológica é um modo de perceber a realidade sob a ótica, sob o prisma, sob a perspectiva da Ecologia.
No capítulo anterior, nos referimos que  o acoplamento do Sistemismo com a Visão Ecológica,  constituiria o  Sistemismo Ecológico ou Eco-sistemismo, do qual trataríamos neste capítulo, o que o fazemos, agora.
A Perspectiva sistêmica ecológica corresponde ao estudo simultâneo, através do enfoque sistêmico e da visão ecológica, tanto do sistema, como do ambiente que o envolve.
A Visão Ecológica, quando acoplada ao Sistemismo, constitui segundo degrau do referido do quadro de referência, em construção, intitulado Sistemismo Ecológico Cibernético ou Eco-sistemismo Cibernético, objeto precípuo deste livro.
Nesta etapa da elaboração do nosso estudo, a par da utilização do enfoque  sistêmico, preconizamos  a abordagem, simultânea, dos sistemas,  sob prisma da Ecologia,  resultando daí, uma dupla perspectiva: Sistêmica e Ecológica.            
 Reciprocamente, advogamos o emprego da abordagem do ambiente, também, sob uma perspectiva sistêmica, com base nos cânones da Teoria Geral dos Sistemas (Sistemismo), além de sua natural focalização sob o prisma. Eminentemente, ecológico, daí surgindo a Ecologia Sistêmica.       
 A Perspectiva sistêmica ecológica pode ser comparada a uma lente, constituída por dois prismas: um de natureza sistêmica e outro de cunho ecológico, um potencializando o outro e vice-versa.
Esta percepção permite focalizar, não apenas, o ambiente dos sistemas, através do prisma da ecologia, como também, visualizar o sistema em estudo, sob a mesma perspectiva (ecológica), considerando que as condições ambientais que envolvem o sistema o afetam de modo significativo, da maneira idêntica a que o sistema influencia o ambiente.
Em outras palavras, através das trocas de matéria, energia e informações que se processam, contínua e interruptamente, entre ambos, o sistema e o ambiente se afetam mutuamente. 
abordagem sistêmica (Sistemismo), por definição e,  por si só, já implicaria que, no estudo de um determinado sistema fosse incluída a abordagem das condições do seu ambiente.
Entretanto, desafortunadamente, este aspecto, nem sempre, é considerado, apresentando-se estudos, pretensamente sistêmicos, eivados de reducionismo, no que tange a tal aspecto.
Este fato ocorria porque nos conteúdos do Sistemismo  não está suficientemente expressa, a necessidade de que o estudo do sistema deva abranger, concomitantemente, a abordagem do ambiente do mesmo, ficando o estudo limitado ao horizonte do sistema.
Não obstante a Teoria Geral dos Sistemas (Sistemismo)  representar uma ciência da totalidade, globalidade, abrangência e de síntese, constata-se que, muitas vezes, estudos de determinados sistemas, realizados mediante o enfoque sistêmico, mas não acrescidos da visão ecológica se apresentam, ainda, eivados de reducionismo, o que não acontece na vigência da utilização do  Sistemismo Ecológico Cibernético.
Em conseqüência desta lacuna, eram encontradas, muitas vezes, abordagens do sistema em estudoainda fragmentárias, limitativas, embora pretensamente sistêmicas, porque dissociadas do exame das condições reinantes no respectivo ambiente, desconsiderando, portanto, os reflexos recíprocos entre tal sistema e o seu ambiente, os quais, sempre, se afetam mutuamente.
Tal fato ocorria porque no Sistemismo clássicoa idéia da utilização de uma abordagem simultânea, tanto do sistema em estudo, como do seu ambiente, carecia de se tornar exigível e explícita, enfaticamente, a necessidade de que qualquer estudo, para se tornar verdadeiramente sistêmico, deva abranger, sempre, o ambiente do sistema, com a finalidade de consecução de uma perspectiva mais abarcante e por issoverdadeiramente holística
Agora, para suprir esta lacuna, os autores optaram por incluir a Ecologia, na metodologia em elaboração, cuja estratégia funde os postulados da Teoria Geral dos Sistemas (Sistemismo) com os cânones da Ecologia, tornando explícita a necessidade da abordagem de ambos, simultaneamente.
Deste acoplamento, resultou o Sistemismo Ecológico que enfatiza tanto o conhecimento das inter-relações intra-sistêmicas (inter-subsistemas), como o das condições dos arredores do sistema, já que estas são passíveis de influenciar quantitativa,  qualitativa e reciprocamente, o relacionamento de trocas entre o sistema e seus entorno (ambiente).
Esta nova abordagem conjunta ou, duplo enfoque,  resultante da fusão ou acoplamento dos fundamentos, conceitos, idéias e princípios da TGS com os da Ecologia, é capaz de abranger, a um só tempo e, de forma explicita, tanto o estudo do sistema como o do ambiente.
Sistemismo Ecológico, embora tendo seus alicerces na  Teoria Geral dos Sistemas, mercê de abranger a Ecologia e, assim, tornar explicita a necessidade de abordagem do ambiente, simultaneamente, ao estudo do sistema, nele inserido, se apresenta com maior amplitude e mais fecundo que o Sistemismo.
Mas a inovação não permanece apenas por aí, pois a nossa proposta consiste, também, em estudar o ambiente sobre os cânones da Teoria Geral dos Sistemas, gerando uma Ecologia Sistêmica.
 O caráter mais amplo deste quadro de referência permite visualizar e interpretar melhor que o Sistemismo (considerado  isoladamente), o fenômeno da globalização e o processo globalizante, tanto mais que, nos dias presentes, o sistema antropossocial (e seus subsistemas), além do ambiente desses sistemas, deve ser percebido, em sua dimensão planetária.
Esta necessidade se confirma mediante as repercussões globais de fenômenos localizados que apresentam afetações universais, como soe acontecer, nos dias atuais e, como se pode  exemplificar mediante o conhecimento das conseqüências da crise econômica norte-americana, cujos reflexos se fazem sentir nos mercados regionais do mundo inteiro.
 Por tudo isto, a segunda etapa do referencial em fase de elaboração - o Sistemismo Ecológico Cibernético - já ultrapassa a abordagem sistêmica, ao adotar um enfoque ecológico global.
Com base nas idéias expostas, formulamos o Princípio abaixo descrito, o qual, por motivo de integração com os demais princípios do Sistemismo Ecológico Cibernético, será repetido no Capítulo XI.
A influência constante e permanente do ambiente sobre o sistema e seu comportamento, é expressa pelo acoplamento do Enfoque Sistêmico com a Visão Ecológica Cibernético, como se vê:
Princípio da Ecologia Sistêmica

No estudo do ambiente de qualquer sistema, além do próprio enfoque ecológico, deverão ser visualizados, sempre, seus aspectos de abrangência, de totalidade, de integralidade e de relacionamento entre as partes constituintes, isto é, abordado, também, através de uma perspectiva sistêmica, segundo os cânones da Teoria Geral dos Sistemas.

O princípio, acima referido, corresponde a aspecto do  acoplamento da Ecologia ao Sistemismo, para constituir o Sistemismo Ecológico (Eco-sistemismo).
Trata, portanto, do estudo dos ambientes sob o enfoque sistêmico.
A partir da premissa de que tudo que existe no Universo por ser resumido em quatro linhas de sistemas, segundo a Teoria Geral dos Sistemas2, pode-se afirmar que o ambiente é, também, ume sistema (ecossistema)portanto, formado por um conjunto de elementos, constituindo seus subsistemas: físico, biológico, tecnológico e antropossocial.
Para os propósitos deste livro, abstraído o sistema que esteja sendo examinado, tudo que o cerca, todo o seu entorno (inclusive os seres humanos existentes nos arredores), constitui o ambiente ou ecossistema do sistema em questão.
Uma vez que todos os componentes do ecossistema são elementos de uma das quatro linhas de sistemas, como postula a referida teoria e que sintetizam tudo que existe no Universo, podendo ser designados como subsistemas (componentes) do ecossistema.
Nesta visão, o ecossistema global é constituído por um subsistema físico, um biológico, um subsistema tecnológico e, o último, o subsistema antropossocial.
            Se, por um lado, nenhum sistema aberto pode ser estudado independentemente do exame do seu ecossistema, com o qual efetua trocas matéria, energia e informações, ou seja, à luz da Ecologia (visão ecológica), por outro, todos os ecossistemas devem ser enfocados sob a perspectiva sistêmica.
Isto  significa que o estudo do sistema deve ser efetuado em sua abrangência e integralidade, com ênfase nas inter-relações de seus elementos componentes, constituindo esta abordagem conjunta, na Visão Sistêmico-Ecológica, a qual integra o  Sistemismo Ecológico Cibernético, correspondente à proposta fundamental deste trabalho, cuja síntese consta dos Capítulos X a XII.


Todos os direitos reservados aos autores
copyright Ó by Edson N. Paim e Rosalda C.N. Paim

Diagramação: Marcos A. de Oliveira
Técnico em Informática

Dados Internacionais de catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

                Paim, Edson N.
                Paim, Rosalda C. N.
Sistemismo Ecológico Cibernético /  Edson N. Paim,  Rosalda Paim
                               Técnica: Marcos Antônio de Oliveira  - Lambari (MG);
                               Cel Informática & Editoração Ltda., 2004. 342 p.

                1 - Sistemismo Ecológico Cibernético - Um Paradigma Holístico  

domingo, 12 de fevereiro de 2012

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sábado, 21 de janeiro de 2012

O Sistema Único de Segurança Pública e o Princípio do Universo Sistêmico


Sistema Único de Segurança Pública
O Sistema Ùnico de Segurana Pública, criado pelo governo do Presidente Lula e, que dá nome a um dos nossos Blogs, faz parte da Organização Sistêmica do Setor Público Federal, o qual se fundamenta na Toria Geral dos Sistemas, de Lwidg von Bertalanffy, sendo coerente com o Princípio acima citado e faz parte de nossas propostas para a organização sistêmica da administração pública, federal, estadual e municipal, constantes dos nossos livros, desde 1974. 

Eis o enunciado do Princípio do Universo Sistêmico

A Teoria Geral dos Sistemas, através de seu conceito de organização sistêmica dos seres vivos (Sistema Biológico), dos seres brutos (Sistema Físico), das associações humanas (Sistema Social) e dos instrumentos (Sistema Tecnológico) postula a idéia da existência de um universo sistêmico, um dos alicerces fundamentais do Sistemismo Ecológico Cibernético e da Teoria Sistêmica-Ecológica-Cibernética de Enfermagem. (Rosalda Paim & Edson Paim).

Este Princípio se fundamenta na Teoria Geral dos Sistemas, de Lwidg von Bertalanffy e constitui um dos Princípios Gerais, tanto da Sistemismo Ecológico-Cibernético-Informacional (Edson Paim & Rosalda Paim), como da Teoria Sistêmica-Ecológica-Cibernética de Enfermagem (Rosalda Paim).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


O Princípio das Trocas de Informações Intra-Sistema Humano (Intrassistêmicas ou Intracorpóreas), da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem, de Rosalda Paim e, a publicação "O que é Nutrição Funcional? - Por Gabriel de Carvalho" 


O referido Princípio é assim enunciado:

Princípio das Trocas de Informações Intra-Sistema Humano (Intrassistêmicas ou Intracorpóreas) 

         No interior do organismo humano, como em outros sistemas vivos, todas as ações fisiológicas (físico-químicas) são reações (respostas) a um conjunto de estímulos informacionais, cujos mecanismos de regulação e de controle dependem, também, de uma complexa rede de informações entre os diversos subsistemas do organismo, tudo em consonância com a programação constante do código genético e, mediadas por matéria e energia, ou seja, por fenômenos de natureza física, química ou físico-química.

(Do Livro: Paim, Rosalda C. N - Teoria Sistêmico Ecológica - Uma Visão Holística da Enfermagem - Lambari - 2a. Edição - Informática Editoração - Ano 2000 - 234 p.) 

 Todos os direitos reservados aos autores
                                  copyright Ó by Rosalda C.N. Paim 

A abordagem de Gabriel de Carvalho, ao comparar o organismo humano a um computador e o Nutricionista a um programador, além de considerar alimentação como como um aspecto dos aportes de informações ao nosso corpo, não só favorece a compreensão do Princípio acima, formulado pela teorista de enfermagem Rosalda Paim, como é capaz de demonstrar a sua coerência e aplicabilidade. (Comentário de Edson Paim) 

Destacamos o trecho da publicação do Nutricionista Gabriel de Carvalho, acima comentado:   

"Da mesma forma que os dados e comandos que colocamos em um computador determinarão o funcionamento desta máquina, as informações que colocamos em nosso organismo, determinarão o seu funcionamento. Os nutrientes (sejam bons ou ruins, equilibrados ou desequilibrados), toxinas, hormônios e neurotransmissores são as “informações” que colocamos em nosso corpo diariamente. Caso você não goste de como sua máquina está funcionando, mude as informações que oferece a ela! Melhor ainda, “contrate” um programador, o nutricionista funcional, para lhe ajudar nesta tarefa!"

Após o enunciado do Princípio das Trocas de Informações  Intra-Sistema Humano (Intrassistêmicas ou Intracorpóreas), Rosalda Paim acrescenta: 


Introdução: Este princípio se refere ao conjunto de informações resultantes de estímulos externos, oriundos do ambiente, aportados ao organismo através dos exteroceptores (receptores externos) e, por estímulos internos, originados no próprio interior do organismo, captados por interoceptores, (receptores internos).
Estas informações ou estímulos trafegam no organismo (mediadas por matéria e energia), aportando aos centros específicos de recepção, de decodificação de informações e de tomada de decisões (comando e controle), os quais emitem as respostas correspondentes, em consonância com a programação genética e adquirida.
Dessa rede de informações depende o conjunto das demais trocas que se processam no seu interior, isto é, entre suas células, seus órgãos,seus aparelhos e seus sistemas e, da totalidade do organismo, como um todo, com o meio externo (ambiente). Todos estes processos são necessários à concretização, regulação e controle da totalidade das funções metabólicas do sistema humano e, de suas ações sobre oambiente externo, objetivando a manutenção do estado de equilíbrioglobal do organismo, dos seus órgãos, aparelhos e sistemas.
Este estado de equilíbrio depende, por sua vez, do funcionamento das células individuais (já que a célula é a unidade funcional básica do organismo) e que o estado de saúde e a continuação da vida dependem da manutenção de um adequado meio ambiente líquido, o qual banha o exterior de todas as células (meio interno ou “millieu interieur”, como o designou o grande fisiologista Claude Bernard17), ou seja, depende da constância da composição dos líquidos extracelulares.
O estado de equilíbrio do organismo é expresso pela constância da composição química e das características físicas do meio interno ou liquido extracelular, no qual está mergulhada a totalidade das células do organismo, constituindo o ambiente imediato de cada célula e, entre ambos (célula e seu ambiente), são efetuadas constantes trocas.
Portanto, todas as células, órgãos, aparelhos e sistemas, cada qual de modo próprio, desempenham papéis individuais na manutenção da constância desse meio interno líquido, processo designadohomeostasia (termo criado pelo, também notável, fisiologista Walter Cannon18).
Enfatiza-se que, tudo no organismo é inter-relacionado, sistêmico. Por isto, para a consecução do seu equilíbrio global (homeostasia), para a integração e funcionamento harmônico e sinérgico de toda a sua estrutura (anatomia e histologia), de sua dinâmica (fisiologia), existem complexos mecanismos de comando, de regulação e de controle (cibernéticos) que, por sua vez, necessitam de uma, também não menos complexa, rede de informações que capta sinais do ambiente externo e de cada um dos elementos internos e, os transporta ou transmite (trocas de informações intracorpóreas) para outros pontos no interior do organismo (centros de decisão), onde serão interpretadas (decodificadas), ensejando as respostas correspondentes.

Transcrevemos, a seguir, o inteiro teor da publicação referida, o qual mantém coerência com a idéias de Rosalda Paim, constantes de outros Princípios da Teoria Sistêmica Ecológica de Enfermagem:

O que é Nutrição Funcional? - Por Gabriel de Carvalho



A Nutrição Funcional é uma maneira dinâmica de abordar, prevenir e tratar desordens crônicas complexas através da detecção e correção dos desequilíbrios que geram as doenças. Estes desequilíbrios ocorrem devido à inadequação da qualidade da nossa alimentação, do ar que respiramos, da água que bebemos, dos exercícios (a mais ou a menos) e alterações emocionais que passamos.

Estas “inadequações” são consideradas de acordo com a individualidade genética que ocorre em cada um de nós. Vamos a alguns exemplos: enquanto um indivíduo é alérgico a camarão o outro não é. Enquanto para um o café pode gerar dor de cabeça e insônia, para outro não. Enquanto um necessita de mais zinco (ex: 25mg) para produzir ácido suficiente em seu estômago, o outro precisa de menos (ex.: 10mg). Enquanto um precisa de mais ômega 3 para manter os triglicerídeos e o HDL em níveis adequados, o outro precisa de menos.

Da mesma forma que os dados e comandos que colocamos em um computador determinarão o funcionamento desta máquina, as informações que colocamos em nosso organismo, determinarão o seu funcionamento. Os nutrientes (sejam bons ou ruins, equilibrados ou desequilibrados), toxinas, hormônios e neurotransmissores são as “informações” que colocamos em nosso corpo diariamente. Caso você não goste de como sua máquina está funcionando, mude as informações que oferece a ela! Melhor ainda, “contrate” um programador, o nutricionista funcional, para lhe ajudar nesta tarefa!

A Nutrição Funcional considera a interação entre todos os sistemas do corpo, incluindo as relações que existem entre o funcionamento físico e aspectos emocionais.

A Nutrição Clinica Funcional possui cinco princípios básicos:

1) Individualidade bioquímica: Desde pequena(o), você não ouviu sempre dizer que em todo o planeta não há ninguém igual a você? Pois é, todo mundo sabe disso. No entanto, na hora de nos olharmos “por dentro”, em nossa saúde, os profissionais nos tratam como se fossemos todos quase iguais!

A interação de nossa genética única, de nossa alimentação e de elementos ambientais (toxinas, poluentes, estresse mental, atividade física) irão “modular” nosso genes determinando quais “falarão mais alto”, ou quais ficarão “calados”. O que todos desejamos, é "calar" os genes associados a doenças, e "deixar falar” os genes associados à saúde!!!

Este princípio irá nortear à terapia nutricional, que deverá sempre levar em consideração às necessidades individuais, bem como sinais e sintomas apresentados por você. Não podemos esquecer que grande parte da expressão de nossos genes depende do meio ambiente. Assim, podemos apresentar necessidades e carências de acordo com o ambiente em que estamos.

2) Tratamento centrado no paciente: O tratamento é direcionado ao paciente e não a doença, ao oposto da medicina tradicional. Torna-se mais importante saber que paciente tem a doença do que saber que doença o paciente tem. O indivíduo é abordado como um todo, um conjunto de sistemas que se inter-relacionam e que sofrem influências de fatores ambientais, emocionais, alimentares, historia individual de patologias e uso de medicamentos, hábitos de vida e atividade física, por exemplo.

3) Equilíbrio nutricional e biodisponibilidade de nutrientes: Se torna importante a oferta de nutrientes em quantidades adequadas e em equilíbrio com todos os outros, para que haja otimização da sua absorção e aproveitamento pelas células.

4) Inter - relações em teia de fatores fisiológicos: todas as funções de nosso corpo estão interligadas. A teia da Nutrição Funcional considera a inter-relação mútua de todos os processos bioquímicos internos, de forma que um influencia no outro, gerando desordens que abrangem os diversos sistemas. Hoje sabemos, por exemplo, que disfunções imunológicas podem promover doenças cardiovasculares, que desequilíbrios nutricionais provocam desequilíbrios hormonais e que exposições ambientais podem precipitar síndromes neurológicas como a doença de Parkinson. A teia conduz a organização do raciocínio na busca da compreensão dos desequilíbrios que estão nas bases funcionais do desenvolvimento das condições clinicas (i.e. doenças), corrigindo a causa, ao invés de apenas os sintomas genéricos.

5) Saúde como vitalidade positiva: a saúde não é meramente a ausência de doenças, e sim o resultado de diversas relações entre os sistemas orgânicos, por isso devemos analisar os sinais e sintomas físicos, mentais e emocionais que podem estar nas bases dos problemas apresentados.