domingo, 19 de junho de 2011

Mecanismos cibernéticos da fisiologia humana

No organismo humano, como nos demais seres vivos, os processos fisiológicos são controlados por mecanismos cibernéticos. 

Na definição de Rosalda Paim, cibernética é "a ciencia que trata da circulação de informações e dos mecanismos de comando, regulação e controle, no ser vivo, na máquina e na sociedade". 

No que tange ao organismo humano, destacamos o seguinte trecho do seu livro "Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem", segunda edição: 

 "Informações e Mecanismos Cibernéticos (Integração, Regulação e Controle): 

A maior parte dos sistemas de integração, regulação e controle do organismo funciona por mecanismos cibernéticos, os quais operam através de dispositivos de retroalimentação ou “feedback” negativo, isto é, efetuando reajustes mediante a entrada de novas informações no processo (“ïnput”), em função dos erros de saída (“output”), isto é, realizando a “correção por meio do próprio erro”. Para esta finalidade, o organismo possui inúmeros de dispositivos cibernéticos (de regulação por retroalimentação ou “feedback”)".

Entre os inúmeros  exemplos apresentados, destacamos o seguinte:

"Regulação e Controle da Glicemia por Mecanismo Cibernético  Hormonal - Respostas a Informações Mediadas por Concentrações de Substâncias: 
Por ocasião de sua ingestão, a glicose representa, ainda na cavidade bucal, uma carga de informação ou estímulo de natureza gustativa. Uma ingestão excessiva de glicídios ou mesmo de outros alimentos, provoca um aumento da glicemia. Esta elevação da concentração de glicose no sangue (hiperglicemia pós-prandial) e o próprio nível glicêmico corresponderá a codificação de uma mensagem, cujo canal de transmissão é o sangue, enquanto células pancreáticas, funcionando como receptores específicos, situados no pâncreas (células alfa das ilhotas de Langherans), captam e interpretam (decodificam) a mensagem, cuja resposta é a inibição da síntese e da secreção do seu hormônio - o glucagon.   
Concomitantemente, esta  mesma informação é também captada e decodificada por receptores, também específicos, localizados nas células beta das mesmas ilhotas de Langherans, cuja estimulação ensejará uma resposta, a qual será uma maior produção de outro hormônio, a insulina, que atuará nas membranas das células de todo o corpo, aumentando sua permeabilidade e, assim, favorecendo a absorção de glicose e o conseqüente incremento  de seu consumo como fonte de energia, decorrente do aumento do metabolismo celular, resultando na diminuição da glicemia. 
Ao mesmo tempo, na vigência de um teor de glicose acima dos limites normais (hiperglicemia), acrescido da elevação do nível de insulina (insulinemia) e da diminuição do nível de glucagon no sangue, estes fatores correspondem a uma carga de informações ao fígado que, em resposta, seqüestra a glicose do sangue e, mediante um processo de síntese (anabolismo), denominado glicogênese, a converte em glicogênio, um polímero da glicose, desta forma reduzindo a glicemia, até restabelecer o nível homeostático  (normoglicemia). 
O glicogênio e armazenado no próprio fígado, constituindo uma reserva, transformável em energia, de acordo com a necessidade. Por outro lado, o metabolismo basal, acrescido das atividades laborativas e da ausência prolongada da ingestão de alimentos, produz hipoglicemia.
Quando a concentração de glicose diminui a níveis abaixo do normal (hipoglicemia), esta situação, além de acionar o mecanismo da fome, funcionará, também como mensagem, para as células beta, cuja resposta  a este estímulo é a inibição da produção de insulina para “economizar” o consumo de glicose e buscar manter níveis homeostáticos da glicemia, ao mesmo tempo em que constitui mensagem para as células alfa, cuja resposta é o aumento da elaboração de glucagon. 
A insulina funciona como um mecanismo de gangorra em relação ao glucagon: quando um aumenta o outro diminui e vice-versa. 
Os níveis aumentados de glucagon veiculam mensagem que provoca como resposta, uma atividade analítica (catábolica) do fígado (sob a ação do glucagon), isto é, a “quebra” das moléculas de glicogênio hepático, isto é, o desdobramento (despolimerização) ou conversão do glicogênio em moléculas livres de glicose (glicogenólise), também, com a finalidade de manter níveis adequados de glicemia para atender às necessidades do organismo, as quais são conduzidas pelo sangue (transporte), até à intimidade celular (aporte celular), onde sob a ação do oxigênio e de enzimas específicas, é queimado (oxidado), constituindo o fenômeno de respiração celular (catabolismo), produzindo energia e, tendo como subprodutos, água e dióxido de carbono (CO2). 
Estes efeitos homeostáticos são resultantes de um sistema informacional do organismo (trocas de informações), mediado por matéria (concentração de substâncias) que aciona um mecanismo cibernético de retroação (“feedback” negativo), cujos estímulos aos órgãos receptores são mediados por concentrações de substâncias, provocando uma resposta, expressa por “trocas de matéria”, como exemplificado acima (caso do pâncreas), ou mesmo, por “trocas de matéria e energia”.



Rosalda Paim apresenta, no mesmo livro, variados exemplos, como este, de funcionamento cibernético do organismo humano, instaurando a "fisiologia cibernética" (mesmo porque a cibernética, na verdade, nasceu da fisiologia) e introduziu o mecanismo de "feedback" e, portanto, a cibernética na enfermagem, criando a "enfermagem cibernética", ao designar a sua teoria como "Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem", entre cujos Princípios, inclui o:

"Princípio da Enfermagem Cibernética

                  Em um universo em continuo e permanente processo de transformações, a ciência de Enfermagem, o sistema de Enfermagem e o Processo Assistencial de Enfermagem devem adotar e acionar o dispositivo Cibernético de "retroação" (feedback) para se reajustar ou readaptar constantemente aos avanços científicos, tecnológicos e sociais de cada época, para atender às necessidades  de  cada paciente (família, comunidade, sociedade),  em cada instante considerado.

     Corolário:
    
     - O dispositivo Cibernético de "retroação" ou “feedback” deve ser usado permanentemente em relação à Assistência de Enfermagem, à Educação em Enfermagem, à Administração de Enfermagem ou à Pesquisa de Enfermagem, às Associações de Enfermagem ou a outra qualquer atividade da profissão, ao perfil, às funções e atribuições do Enfermeiro, do Técnico ou do Auxiliar de Enfermagem.

      - O modelo de processo de enfermagem, apresentado no mesmo livro, adota tal mecanismo de retroação (feedback), com a finalidade de introduzir reajustes ante processo, in-processo e pós-processo, em razão das diferenças entre o esperado resultado do desempenho e aquele realmente atingido, ou seja, em função da análise dos objetivos e da qualidade do produto final do sistema.
     A qualidade do produto final do sistema de enfermagem - a assistência de enfermagem - deve atender,  simultaneamente, às expectativas do consumidor desse serviço (clientela), de sua família do sistema de enfermagem, do  sistema de saúde, da comunidade,  do sistema social e do próprio enfermeiro.
     O modelo de sistema de enfermagem, aqui proposto, tem como paradigma os sistemas auto-organizadores e auto-reguladores (sistemas cibernéticos), como os organismos vivos e os ecossistemas naturais, interagindo entre si e processando o intercâmbio de matéria, energia e informações.
      Tal como ocorre em um subsistema de controle de produção de uma empresa, em que seu processo administrativo é controlado pelo cérebro humano, um sistema de enfermagem, ao adotar um modelo cibernético de processo, adquire a semelhança interna geral com uma criatura viva, completada pelos seus reflexos (estímulos e respostas que surgem nele), cujo cérebro e representado pelo próprio enfermeiro.
      Na Enfermagem Cibernética, o processo de enfermagem (dinâmica do sistema), coerente com o modelo proposto, o "Modelo Cibernético de Processo de Enfermagem", tem  como "cérebro" o próprio enfermeiro (mecanismo sensor, de interação, de respostas e reajustes) o que torna, assim, este processo  "automatizado".    
     Um processo assistencial de enfermagem, para ser Cibernético, teleológico, deve conter uma definição clara e precisa dos seus objetivos, além de possuir um sistema de avaliação e um dispositivo de  retroação (reajuste), capaz de permitir, constantemente, correções necessários, isto é, o controle permanente do sistema.
     A dinâmica e funcionamento (“fisiologia”) do Sistema de Enfermagem, no sentido da consecução do seu "telos", constituem o respectivo processo. 
    Portanto, a dinâmica e interrelações entre os vários procedimentos necessários à prestação de assistência de enfermagem às pessoas (família, comunidade) constituem o processo de enfermagem.
     Qualquer sistema necessita de processadores e responsáveis pela sua higidez e funcionamento.
     Para o processamento dos cuidados de enfermagem, um tipo particular de assistência prestada ao ser humano, exige-se um profissional altamente diferenciado e qualificado - o enfermeiro.

     O enfermeiro é membro integrante da equipe de agentes do aparelho prestador de assistência de saúde ao homem, à família, à comunidade  e à sociedade.
     
"ENFERMEIRO" é o profissional capaz de satisfazer os requisitos estabelecidos pelo sistema legal do respectivo país para o uso do título e exercício da profissão, de realizar a consulta (diagnóstico e prescrições de enfermagem), executar (cuidar), coordenar e controlar (mediante avaliação e reajustes) o processo de enfermagem e encaminhar o homem (família), para receber assistência de privativas de outros profissionais ou de outras instituições, atuando no sentido de promover ou concorrer para a manutenção ou restauração da homeostasia do "sistema humano", de seus metassistemas (família, comunidade, sociedade) e dos respectivos sistemas ambientais, bem como do próprio sistema de enfermagem, do sistema de saúde e do sistema social em que estes se inserem.
  
      A esta altura, precisamos e já podemos definir a enfermagem: 

   ENFERMAGEM é a ciência, a arte e uma prática social que trata do diagnóstico das necessidades de saúde, do planejamento, execução (cuidar), coordenação e controle (avaliação e reajuste) do processo assistencial de enfermagem, atuando sempre e, simultaneamente, sobre o ser humano (família, comunidade, sociedade), abrangendo o ambiente, com a finalidade de promover, preservar e restaurar a saúde.
    
Face ao sistema discursivo da "Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem", poderíamos traduzir:
ENFERMAGEM é a ciência, a arte e uma prática social que trata do diagnóstico das necessidades de saúde, do planejamento, coordenação, execução (cuidados) e controle (avaliação e reajuste) do processo de enfermagem ao atuar sempre e, simultaneamente, sobre o sistema humano (pessoa sadia ou doente) e seus metassisstemas (família, comunidade, sociedade) e o entorno, com a finalidade de promover, preservar e restaurar a otimização da homeostasia do processo de intercâmbio de matéria, energia e informações entre o sistema em causa e o seu ecossistema."

(Edson Nogueira Paim escreveu) 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Prefácio do Livro "Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem" - por *José Raymundo Martins Romêo



PREFÁCIO DESTA  EDIÇÃO

                      
                                         * José Raymundo Martins Romêo


                 Prefaciar um livro constitui privilégio e honra. Esta cuidadosa publicação expressa o sentido universitário da ilustre Professora Rosalda Paim. Seu vigor intelectual produziu Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem - Uma Visão Holística da Enfermagem. Sua obra encerra uma busca de novos caminhos, promove ruptura com o paradigma condicionante da Enfermagem. Empenha-se em reduzir barreiras profissionais e melhor situar a importância do universo da profissão que exerce, ensina, engrandece e sempre valoriza.
                 Há na autora admirável perseverança no seu ideal. Coerente e congruente, deixa marcas do seu pensar e agir. Não se limita ao saber acumulado, projeta-o. Amplia suas dimensões. Desenvolve um típico trabalho universitário. Quer o ensino pleno, a pesquisa inovadora que a extensão ratifica, com resultados favoráveis, idéias que considera devam ser analisadas e debatidas para promover mudança e transformação.
                 Deseja fazer revisão de conceitos que cerceiam e podem limitar a profissão. Traz para a sua visão panorâmica, geral e holística, argumentos encontrados, de forma sistêmica, em diversas áreas do saber. Conjuga argumentos da fisiologia e da ecologia - o que denomina fisioecologia. Dá ênfase às trocas de matéria, energia e informações que se processam entre o Sistema Humano e o Ambiente.
_____________________________________________________
         * Ex-Reitor  da  Universidade  Federal  Fluminense

                      Valoriza a força vital (superando-a pela negentropia) e ressalta, em síntese, a expressão de Florence Nightingale: Colocar o paciente em condições em que a natureza possa atuar”.
A ilustre Professora Rosalda Paim impressionou-me quando de  meus  períodos  como  Reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF),
                 É dotada de benéfico inconformismo, impregnado de exemplar espírito universitário. 
                 A leitura leva-nos a reflexões sobre o mundo sistêmico no qual estamos inseridos.
                 Enriquece quem toma conhecimento das idéias que expõe com entusiasmo e competência profissional.
                 Líder, a Professora Rosalda Paim enveredou também pelos caminhos árduos da Política, não por interesse pessoal, mas procurando o bem comum e a valorização da nobre profissão de Enfermagem. 
O presente livro, leitura obrigatória por quantos desejam situar a Enfermagem como Ciência, será certamente base para obra mais ampla, não referida apenas à Enfermagem, mas relacionando a Ciência e Meio Ambiente.
                 Privilégio e Honra. Privilégio por ter acesso a essa obra, difícil porque inovadora, meritória porque pioneira. Honra por poder expressar minha admiração por esta figura exponencial da Universidade Federal Fluminense, a Professora Rosalda Paim.
                 “Teoria Sistêmico-Ecológica de Enfermagem - Uma Visão Holística da Enfermagem” é obra à imagem e semelhança  de sua autora, Rosalda Paim. Criativa, moderna, ousada, científica, mas, sobretudo instigante, é obra maior, contemporânea do Futuro.

domingo, 5 de junho de 2011

SISTEMISMO ECOLÓGICO CIBERNÉTICO (Edson Paim & Rosalda Paim)

EXTRAÍDO DO LIVRO

Sistemismo Ecológico Cibernético

Autores:

               Edson Paim 

                                   Rosalda Paim

Este livro trata de um paradigma de natureza abrangente, integrativa, holística - o Sistemismo Ecológico Cibernético - que corresponde ao Sistemismo ampliado, construído com alicerce em quatro pilares principais: Teoria Geral dos Sistemas, Cibernética, Teoria da Informação e Ecologia, constituindo-se, assim, uma metodologia de caráter multi-referencial. 

O primeiro capítulo trata do enfoque sistêmico ou Sistemismo, um quadro de referência, baseado na Teoria Geral dos Sistemas, de Lwidg von Bertalanffy. 

O segundo concerne à Visão Ecológica, aspecto que não deve ser negligenciado na abordagem de qualquer sistema, de natureza física, biológica, social ou tecnológica, pois todos eles inter-relacionam e interagem com o ambiente (ecossistema), através de contínuos intercâmbios de matéria, energia e informações entre ambos, afetando-se mutua e continuamente. 

O capítulo terceiro refere à abordagem sistêmica ecológica ou Sistemismo Ecológico, formado pelo acoplamento da Teoria Geral dos Sistemas e da Ecologia. O quarto capítulo aborda a perspectiva cibernética, fundamentada em um ramo do conhecimento, integrante da Teoria Geral dos Sistemas - a Cibernética - definida como a “ciência das comunicações, do comando e do controle, no homem, na máquina e na sociedade”. 

As virtuosidades da Cibernética são ampliadas, mediante a inclusão da Teoria da Informação, no seu bojo. 

O Capítulo quinto procura articular os conceitos Vida, Informação, Entropia e Negentropia e Sistemas Sociais, isto é, a entropia das organizações humanas. 

Entende-se a Entropia como uma tendência no sentido da desorganização e extinção dos sistemas, mas sobre a qual os seus podem exercer esforços no sentido oposto - ação negentrópica - com o fito de evitar sua desestruturação e finitude, objetivando alongar o seu período de existência ou até tentar perenizá-las. 

O sexto Capítulo trata da conjunção da Teoria Geral dos Sistemas, da Cibernética e da Teoria da Informação, ao que designamos Sistemismo Cibernético Informacional e que Morin refere como a “trindade profana”. 

A Cibernética dos Sistemas Vivos é enfocada no sétimo capítulo, referindo-se à existência de mecanismos de controle e de reajustes automáticos (“feedback”) nos organismos vivos e, o oitavo apresenta a Dialética dos Sistemas Vivos, porta de entrada para o nono - Dialética Cibernética, - contendo propostas dos autores, baseadas nos conflitos entre os sistemas e o seu ambiente (ecossistema) e, nos antagonismos existentes entre a entropia e seu par antagônico (dialético) - a negentropia - além de se fundamentar na oposição entre o calor e o frio, entre os processos de oxidação e redução, entre a saúde e a doença e, entre a vida e a morte. Entende-se a entropia como uma tendência universal, inexorável, para o resfriamento, nivelamento energético, para a mesmice, para a catamorfose, indiferenciação, incluindo a morte biológica ou física dos sistemas, enquanto que a negentropia (entropia negativa), representa uma contra corrente à lei geral da entropia. Guillaumaud, em seu livro que se intitula “Cibernética e Materialismo Dialético”, atesta o caráter dialético do mecanismo de retroação ou retroalimentação (“feedback”), um atributo universal dos seres vivos e um dos fundamentos da Cibernética, capaz de reforçar a nossa proposta de uma Dialética dos Sistemas Vivos e, de uma Dialética Cibernética. 

Os nove capítulos referidos, que se pretende estarem inter-relacionados, interligados, entrelaçados, integrados, como uma malha, uma rede, uma teia de idéias, fundamentos, conceitos e princípios, constituem o alicerce do Sistemismo Ecológico Cibernético - o Sistemismo ampliado - constantes dos capítulos X a XII. 

O capítulo seguinte - o décimo - Sistemismo Ecológico Cibernético e Sistemas Sociais refere a uma aplicação prática do paradigma sistêmico-ecológico-cibernético, abordando os sistemas sociais abertos, democráticos, cuja essência é a utilização de mecanismos de “feedback”, capazes de permitir o funcionamento equilibrado, harmônico, em toda a sua plenitude.

Este referencial possui um caráter abrangente, integrativo, holístico, elaborado segundo um paradigma que se inspira no modelo de organização dos seres vivos e dos ecossistemas naturais, sobretudo, na estrutura sistêmica do genoma humano e, no funcionamento cibernético do nosso cérebro, portanto, os atributos da consciência. 

Esta proposta dos autores, cujo objetivo inicial era servir de alicerce ou base filosófica para a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem, elaborada por um de nós (Paim, Rosalda - 1974), em virtude da sua ampliação, resultou no Sistemismo Ecológico Cibernético, um referencial destinado a atender a propósitos mais amplos. 

  O paradigma sistêmico-ecológico-cibernético proposto é passível de aplicação a todo e qualquer sistema, seja de natureza física, biológica, social ou tecnológica, mercê destes possuírem, como denominador comum, os atributos universais dos sistemas, entre os quais:

1) - os sistemas são conjuntos de partes interligadas e inter-relacionadas, atuando conjuntamente, para a consecução de objetivo característico; 

2) - os sistemas estão inseridos no ambiente;

3) - a totalidade dos sistemas abertos efetua contínuas trocas com o seu ambiente imediato;

4) - Os intercâmbios entre cada sistema e o seu ambiente podem ser sintetizados como trocas contínuas e permanentes de matéria, energia e informações entre um e outro, afetando-se mutuamente, isto é, sofrendo, em conseqüência, influências recíprocas. 

Um determinado sistema, acrescido dos seus arredores, por sua vez, constitui outro sistema, de maior amplitude e, de natureza mista: o conjunto sistema-ambiente, que pode ser designado universo - com u minúsculo - para não confundir com Universo, o sistema cósmico. 

A Teoria Geral dos Sistemas e o Sistemismo Ecológico Cibernético podem ser aplicados tanto ao estudo de uma empresa, de automóvel ou do próprio ser humano, quanto de um município, de um estado, de um país, ou de qualquer um dos seus subsistemas, incluso o respectivo ambiente - também um sistema. 

O que os sistemas apresentam em comum é o fato de compartilharem de características como as de totalidade, abrangência, integralidade e inter-relacionamento entre suas partes integrantes e, de efetuarem intercâmbios de “matéria, energia e informações” com o ambiente. 

O fato de corresponderem a sistemas sintetiza os atributos comuns a todos eles, a menos que se o considere finito. 

O próprio planeta Terra e, mesmo o Universo inteiro, por constituírem sistemas, podem ser visualizados por este prisma, considerando-se, entretanto, que o Sistema Universal corresponde ao único sistema sem ambiente, pois não se pode conceber a existência de algo em seu redor.

Todos os direitos reservados aos autores
copyright Ó by Edson N. Paim e Rosalda C.N. Paim

sábado, 4 de junho de 2011

Perspectiva Cibernética (Edson Paim e Rosalda Paim)

Fonte: http://saber.sapo.mz/wiki/Perspectiva_Cibern%C3%A9tica (Clique e confira)

PERSPECTIVA CIBERNÉTICA
Edson Paim 
                   
                   Rosalda Paim
A Perspectiva Cibernética é a percepção da realidade através do ponto de vista da Cibernética.
A Teoria de Informações é integrante da Cibernética, enquanto esta é considerada tributária da TGS - Teoria Geral dos Sistemas, cujos atributos são compatíveis e complementares.
Esta tríade, acrescida dos postulados da Ecologia, isto é, da Visão Ecollógica, constituem o Pensamento Sistêmico, Ecológico ou Sistêmico Ecológico Cibernético, que foi elaborado pelos autores para servir de base filosófica para a Teoria Sistêmica de Enfermagem, elaborada por Rosalda Paim, no bojo de Tese de Livre-Docente, defendida em 1974, na PUC-RIO, designada, então, rebatizada como Teoria Sistêdmica Ecológica de Enfermagem, atualmente, Teoria Sistêmico Ecológica Cibernética de Enfermagem.
A Cibernética, além de ser a ciência específica dos sistemas retroativos (auto-reguláveis), parece ser a que bem expressa a idéia de movimento e, portanto, capaz de refletir a concepção dinâmica do Universo, da mesma forma que a Dialética.
Poder-se-ia, de uma maneira simplificada, afirmar que a Cibernética é a ciência da retroação, da retroalimentação, do “feedback”.
A Cibernética, como uma ciência interdisciplinar, provoca um verdadeiro impacto em todas as ciências, embora o fenômeno sociológico, conhecido como "resistência a mudanças" que sempre atrasa o desenvolvimento em qualquer área, tenha retardardado a sua adoção em determinados setores das atividades humanas.
Quaisquer sistemas abertos, para atingir seus "telos", os seus propósitos, os seus objetivos, necessitam de reajustes constantes e, para esta finalidade, é mister o concurso da Cibernética, "a ciência do controle e das comunicações no Homem, na máquina e na sociedade" e, particularmente, de seu conceito de retroalimentação ou retroação ("feedback").
A ênfase que é atribuída à Cibernética e ao seu dispositivo de reajuste (“feedback”) decorre do fato de que uma acurada observação nos leva a concluir que grande número de sistemas sociais, políticos e econômicos, assim como nosso caótico sistema de saúde tem fracassado, sobretudo porque são operados como sistemas fechados, sem mecanismos de reajustes ("feedback"), relegando-se a plano secuntário o exemplo do modelo oferecido pelos sistemas vivos (auto organizadores, auto reguladores e auto reprodutores), que inspiraram a elaboração do Sistemismo Ecológico Cibernético.
“Segundo a física newtoniana que predominou até o fim do século passado, tudo acontecia exatamente de acordo com a lei, num universo compactamente organizado em que todo o futuro dependia de todo o passado. Dela se depreendia uma visão determinística do Universo. Dois físicos, Bolzman na Alemanha e Gibbs nos Estados Unidos introduziram conceitos estatísticos na física e com eles a idéia de um universo probabilístico”, mostrando que a parte funcional da física não poderia furtar-se a considerar a incerteza e contingência dos eventos, como preconiza a estatística, a ciência da distribuição. “O mérito de Gibbs foi o de apresentar um método científico perfeitamente bem definido para considerar essa contingência. Esta concepção teria resultado na primeira grande revolução da física do século XX, na opinião de Norbert Wiener2, fazendo com que a física de nossos dias sustente cuidar não daquilo que irá sempre acontecer, mas antes, do que irá acontecer com esmagadora probabilidade1”.
Apoiado no autor citado, a inovação de Gibbs foi a de considerar não apenas um mundo, mas todos os mundos que sejam respostas prováveis a um grupo limitado de perguntas referentes ao nosso meio ambiente. Sua noção fundamental se referia à extensão em que as respostas que possamos dar a indagações a cerca de um grupo de mundos são prováveis em meio a um grupo maior de mundos. Gibbs formulou ainda a teoria de que essa probabilidade tendia naturalmente a aumentar a medida que o universo envelhecesse. A medida de tal probabilidade é denominada entropia, sendo a tendência característica da entropia a de aumentar.
Wiener3 se propôs a tratar do impacto do ponto de vista gibsiano na vida moderna, tanto através das mudanças que teria ocasionado na ciência ativa, quanto das alterações que, indiretamente, suscitou em nossa atitude para com a vida em geral. Afirma que seu livro encerra um componente filosófico que diz respeito ao modo por que reagimos ao nosso mundo com que nos defrontamos, e o modo pelo qual deveríamos reagir.
De acordo com o aumento da entropia, o universo, bem como os sistemas fechados do universo, tenderiam a se deteriorar e a perder a nitidez, passando de um estado de mínima a outro de máxima probabilidade; de um estado de máxima organização e diferenciação, em que existem formas e distinções, a um estado de caos e mesmice. No universo de Gibbs, o caos é o mais provável. Todavia, enquanto o universo como um todo se tende à deterioração, existem enclaves locais cuja direção parece ser o oposto à do universo em geral e nos quais há uma tendência temporária ao incremento da organização. A vida encontra seu habitat em alguns desses enclaves4.
"Este universo abrange tudo, é tudo e é nada; todos os efeitos participam dele, mas nenhum lhe pertence totalmente. Para caracterizar numa só palavra - é o reino do amorfo. Existe, porém, uma corrente que também abrange tudo, corrente que não importa o que seja, mas que tende a nivelar todas as diferenciações que puderam produzir efeitos: a corrente dos efeitos que desdiferenciam. Diante de nós, no seio do magma, por contingência, realizou-se um efeito que elevou um corpúsculo a um nível diferente do médio. Se as causas deste efeito, porém, não se mantiverem, o corpúsculo projetado a uma diferenciação voltará, fatalmente, à indiferenciação. É a lei da natureza que nivela as diferenciações de potencial, das quedas irreversíveis, da degradação de energia, segundo o princípio de Carnot5 - uma lei que se pode formular assim: cessando as causas que sustem qualquer diferenciação, esta se precipita para um estado de indiferenciação. Esta é a “lei" da famosa função da entropia. Há no Universo mais indiferenciação do que diferenciação, já que as diferenciações que existem são todas suscetíveis de serem niveladas6".
Foi a partir deste ponto de vista, que Norbert Wiener7, matemático e filósofo, em 1948, desenvolve a Cibernética, uma ciência de ciências, destinada a explicar os problemas de controle e comunicações na maquina, no homem e na sociedade. Congregava em seu redor engenheiros de comunicações, neuro-fisiologistas, psicólogos, cientistas sociais e outros especialistas interessados em problemas de controle e comunicações na máquina, no homem e na sociedade.
Ao aderir à concepção de um universo contigente formulada por Bolzmann e Gibbs, Wiener procura levantar todas as influências culturais decorrentes da vinculação à antiga e ultrapassada visão newtoniana do universo físico. Ao transformar a certeza física em probabilidade maior ou menor, Wiener entende a realidade física como um processo permanente de transformação, diferente de um mecanismo de relojoaria, o qual funciona de acordo com coisas e leis que regem tais coisas8.
"Podemos tomar como ponto de partida da cibernética na sua forma atual um artigo profético publicado por L. Couffignal9, em 1938, na Revista Europe. O movimento tomou corpo nos Estados Unidos na véspera da última guerra e deu início sob a forma de investigações médicas, prosseguidas pelo Dr. Rosenbleut, do México, em ligação com N. Wiener e a sua equipe do Massachusetts Institute of Tecnology. A continuação da guerra comprometeu este grupo nas investigações sobre armamentos automáticos, capazes de substituir ou ultrapassarem os combatentes humanos10".
"O termo cibernética foi adotado por Wiener11 no decurso do verão de 1947".
"A palavra cibernética se encontra já em Platãol2, que quatro séculos antes de Cristo se dera conta; entre tantas outras coisas importantes que cuidou o filósofo grego, de que a arte de pilotagem era algo singular. No sentido de que o comando e o controle - a pilotagem - responsável pela condução do barco, das gentes e das idéias - Platão alcançou há mais de 23 séculos um dos âmagos da cibernética como se apresenta hoje, entre nósl3”. Fundamentalmente, comando e controle estão na origem de todo o procedimento cibernético.
A cibernética “teria originado do conjugado de pelo menos cinco ciências: controle automático, matemática, biologia e teoria das comunicações. Desenvolveu a cibernética a partir de estudo comparativo de máquinas e organismos vivos e retornou a biologia, mas continuando simultaneamente no campo na engenharia e novas definições tem sido sugeridas na tentativa de refletir as virtuosidades desta versátil ciêncial4”.
A cibernética surgiu como uma ciência de controle e comunicações, tanto do mundo físico como do mundo biológico e social. É “uma ciência nova, que, como a matemática aplicada, corta transversalmente os entrincheirados departamentos da ciência natural: o céu, a terra, os animais e as plantas. Seu caráter interdisciplinar emerge quando considera a economia não como um economista, a biologia não como um biólogo, as máquinas não como um engenheiro. Em cada caso seu tema permanece o mesmo, isto é, como os sistemas se regulam, se reproduzem, evoluem e aprendem. Seu ponto alto é de como os sistemas se organizaml5".
A cibernética se apresenta como uma ciência de panfrontalidade e transdisciplinaridade e se “propõe a unir diversas disciplinas cientificas através de uma metodologia comum, dentro de uma mesma ética, servindo-se em particular da terminologia da teoria do comando e da teoria da informação. Com isso relaciona-se intimamente a comparação dos processos do campo do objeto de uma única ciência com processos formalmente paralelos estudados por uma outra ciência, em particular a simulação de processos biológicos, psicológicos ou lógicos, através da máquina (cibernética) de transformação de informações16".
A cibernética se define como a ciência geral dos sistemas ou organismos, independente da natureza física dos elementos ou órgãos que os constituem. Estuda, portanto, estruturas de relações entre os elementos e não propriamente elementos em causa, que reduz a certo número de propriedades funcionais, traduzindo essa atitude no denominador esses elementos átomos de estruturas - ou "caixas negras" - segundo a terminologia, adotada pelos anglo-saxãos. A cibernética se coloca, pois, entre as disciplinas gerais do espírito, o pensamento filosófico, a metodologia ou a matemátical7.
Em literatura soviética cibernética é definida como "... a nova ciência de controle finalista e ideal de processos e operações complicadas que tem lugar na natureza viva, na sociedade humana e na indústrial8”.
"A cibernética é o esforço para compreender o comportamento dos sistemas complexos19".
A cibernética almeja colocar-se, como ciência da Totalidade (Ganzheitswissenschaft), sintética e não analítica, à busca das propriedades globais de um sistema ou, mais precisamente, das propriedades resultantes do fato de se tratar de um sistema, conjunto estruturado que ultrapassa a simples soma das partes. O termo "sistema", ou "organismo" associa-se precisamente, a essa idéia de totalidade, de formas globais, correspondendo, no domínio da ação, aquilo que o termo Gestalt traduz, no domínio da percepção ou da comunicação. A interdependência entre as características do sistema, como sistema, a natureza física dos órgãos que o constituem, e que está na base da ciência cibernética, faz aflorar uma ciência de caráter geral, qualquer que seja a natureza de tais órgãos e de tais elementos. Considera-se que a sociometria, ciência que se ocupa de indivíduos reunidos em grupo, a administração ou burocracia, a teoria das mensagens, a mecanologia, ou ciência das maquinas, a filosofia, não são mais que aspectos restritos de uma ciência mais geral dos organismos. Os elementos do sistema considerado são ações ou operações elementares que se encontram reunidas, caracterizando-se por sua função global e sua tipologia (+), contribuindo em conseqüência, para a elaboração de um sistema dinâmico, um sistema de ação que se exerce sobre o resto do mundo e o modifica20.
Cibernética da ação é a ciência das modificações gerais do ambiente, geradas por sistemas de atos estruturados, um sem relação aos outros, de maneira definida. Pode-se tomar de empréstimo, da teoria cibernética geral, um método constante de estudo, que se relaciona àquilo que hoje se denomina "atitude estruturalista", método que consistirá em estudar diferentes tipos de elementos ou "caixas negras", necessários e suficientes para corporificar, quando reunidos, um sistema. …Pode-se dizer que o objetivo da cibernética é o de dominar, ou seja, de compreender um dado sistema, o que se traduz pelas seguintes quatro condições: 1) - conhecer a estrutura interna, em um dado momento; 2) - descrever o conjunto de elementos exteriores, isto é, das ações e reações do sistema circundante… que se manifestam nos limites, ou seja, o conjunto das grandezas físicas medidas nas fronteiras do sistema; 3) - conhecer o estado interior que caracterizam cada uma das caixas negras que constituem o sistema; 4) - ter possibilidade de prever a evolução global do sistema, até um dado momento, em função daquelas mesmas condições de limite, que regem o seu estado interior ou seu estado exterior.21
Como se observa, o estudo de um sistema deve ultrapassar o conhecimento do seu interior e dos seus limites para alcançar o seu entorno - o seu ambiente, por isso, o Sistemismo Ecológico Cibernético que se abebera dos saberes cibernéticos e de outros ramos do conhecimento, traz explicita a abrangência do ambiente no estudo de qualquer sistema, se contrapondo ao que está apenas implícito em outras metodologias.
“Uma das características da cibernética e da teoria geral dos sistemas é que conseguem estabelecer uma área comum entre algumas formas da matemática, principalmente as ligadas à teoria das probabilidades, séries estocásticas, análise topológica, teoria dos conjuntos, teoria dos jogos, etc.. e alguns aspectos de sistema complexos, como os encontrados na ciência da vida, do comportamento e da sociedade. Estas poderão, assim, passar a possui o “rigor" (pelo menos em alguns casos), da matematização, se bem que agora, no campo da probabilística e da topologia, a palavra rigor passa a ter a conotação um pouco diversa22”.
A Cibernética compreende três grandes subdivisões: “A Cibernética teórica, que inclui problemas matemáticos e filosóficos; a Cibernética de sistemas e meios de controle, que inclui os problemas de coletar, processar a produção de informações e também os meios de automação eletrônica; finalmente o campo da aplicação prática dos métodos e meios da Cibernética em todos os campos da atividade humana23”.
A cibernética representaria uma revolução mais ampla, no contexto do pensamento científico contemporâneo e que consiste em estudar os fenômenos como atributos de sistemas organizados. Estrutura a realidade em sistemas e seu enfoque principal está orientado para a troca de informação entre as partes do sistema, isto é, a comunicação.
Estas trocas são mediadas sempre por matéria e/ou energia, portanto, a totalidade das relações entre o sistema e o ambiente respectivo consiste, na realidade, em trocas de matéria, energia e informações, entre qualquer que seja sistema em questão (de natureza física, biológica, tecnológica ou social) e o ecossistema em que está inserido.
"Toda revolução traz consigo transformações, mudanças, crise, sublevação, e também novas estruturas sociais e novos problemas resultantes em muitos casos. A cibernética, seu advento e desenvolvimento constituem em nova revolução, uma segunda revolução industrial que traz em seu âmago novos problemas filosóficos, sociais, econômicos de complexidade nunca antes enfrentados pelo homem24”.
A Cibernética tem grande aplicação na área de saúde.
“A necessidade de eficácia e a necessidade de compreender incitaram os médicos pela cibernética. Contam-se vários médicos entre os fundadores desta ciência; foram empreendidas investigações de medicina cibernética... a medicina cibernética é a que utiliza a cibernética para o diagnóstico, o tratamento e a compreensão de uma doença25”.
"Quer se trate de coletividades animais ou humanas, as sociedades, isto é, essas coletividades desde que estejam organizadas - por pouco que sejam - são sistemas cibernéticos. H. Couffignal chegou mesmo a declarar que uma sociedade de pescadores era um sistema ibernético26”.
Para Idatte27, a contribuição da cibernética não pode ser dispensada, pois segundo Bigelow28, a cibernética é o esforço para compreender os sistemas complexos enquanto, para A. Moles29, é a ciência geral dos organismos, independentemente da natureza física dos mesmos e, para Couffignal30 a cibernética “é a arte de tornar eficaz a ação".
"... Uma verdadeira infalibilidade se verifica no processo, em relação ao objetivo proposto, graças a regulação, a auto avaliação, ao feedback31".
"... Há, todavia, duas virtudes científicas peculiares à cibernética que merecem menção explícita. Uma delas é que ela oferece um vocabulário singular e um conjunto singular de conceitos adequados à representação dos mais diversos tipos de sistemas... a segunda virtude peculiar da cibernética é que ela oferece um método para o tratamento científico do sistema em que a complexidade é saliente e demasiado importante para ser ignorada. Tais sistemas são, como bem o sabemos, mais que comuns no mundo biológico32".
Idatte33 afirma “... a unidade humana, assombrosamente impressionante, é o que exige a nossa visão da física a partir da qual Wiener34 construiu sua visão global da cibernética. Conceito fundamental que surge de tal identidade de procedimentos nos diversos campos a partir de uma noção de um universo probabilístico é a conseqüente e inevitável constatação que o longo das transformações permanentes de nossa realidade marchamos de estados mais prováveis de organização da matéria, reencontrando a noção de entropia que havia sido incorporada à Termodinâmica por Carnot35 - Clausius36, sob o ângulo e aspectos novos, bem como sua relação com a informação".
“A cibernética oferece esperança de proporcionar métodos efetivos para o estudo e controle de sistemas intrinsecamente dos mais complexos37”.
Segundo Idatte38, "a definição que entre tantas outras, parece ser a mais satisfatória, foi proposta por A. Moles39: Ciência Geral dos Organismos, independente da natureza física dos mesmos". Norbert Wiener40, em "Cybernetics or Control and Communication in the Animal and the Machine" formalizou grande parte do pensamento vigente e sugeria áreas potencialmente frutíferas para mais pesquisas. Com a quantificação da transmissão de sinais e a formalização de uma teoria de sistema de controle, amplamente aplicável, tornara-se realidade. Em suas estritas aplicações, a teoria de comunicações e de controle tornou-se um importante fator na tecnologia contemporânea e está na base da segunda revolução industrial. Na primeira revolução industrial, motores primitivos substituíram a energia humana, enquanto o homem realizava uma função de controle. Com a automação, o controle do processo da produção é relegado a servomecanismos, enquanto o operador humano programa, dirige e mantém o sistema automatizado.
Um mecanismo de relojoaria é um sistema fechado, tendo um comando preestabelecido, rígido e invariável durante o desempenho, cujo comportamento é, sobretudo, determinista em relação ao objetivo.
Diversamente do mecanismo de relojoaria, existe o comando auto regulável de um processo, por variação de fatores, a partir dos efeitos finais do próprio processo. É uma regulação por uma função que altera o efeito para alterar a causa e vice-versa. Tal tipo de regulagem é chamado retroação, retroalimentação ou “feedback”.
O “feedback” é o princípio universal da auto correção, da retroação, da realimentação, do reajuste, constituindo um processo organizador da realidade.
Para Aurel David41, o vocábulo “feedback” tem um significado bem mais amplo que retroação, significando também a interação.
"E. Maxwell42, ao estudar um dos mais antigos dispositivos intermediários (o regulador de Watt), deu a este aparelho nome de piloto (governor, em grego: Kubernetes)”.
“O tema da cibernética é como os sistemas se auto- regulam, se auto-reproduzem, evoluem e aprendem. Seu ponto mais relevante é a questão de como os sistemas se auto-organizam43".
Os processos submetidos a um “feedback” por interação são em nossa realidade universal, em nossa natureza, muito mais comuns e presentes que puramente aleatórios.
Ä cibernética, como “ciência do controle abrange três esferas principais: controle dos sistemas mecânicos e dos processos manufatureiros; controle da atividade humana organizada, ou seja, seguros, finanças, comércio e transporte; e ainda, o controle dos processos dentro dos organismos vivos”.
A esta última esfera pertencem os processos fisiológicos, bioquímicos e biofísicos, associados às funções vitais do organismo e cuja finalidade consistem assegurar a sobrevivência desse organismo dentro de um meio em constante transformação44”.
Com Marcelo D.Azevedo45, diríamos que a cibernética tem um ilimitado poder interativo e retroativo. ...A cibernética intensifica de maneira extraordinária, o procedimento interativo e retroativo, base fundamental do próprio fenômeno vital. Capacidade de auto-avaliação, auto-correção ao longo do processo desencadeado, ou por correções cíclicas no mesmo processo, a implantação da automação terá como base vivencial a permanente aferição dos sucessos e insucessos dos processos humanos e sociais, com o seu contínuo aperfeiçoamento e evolução...”.
"... A retroação comum a numerosos sistemas mecânicos, eletrônicos, também é atributo dos organismos sociais. Num sentido genérico, a retroação denota uma parte da saída do sistema (output) que, na forma de energia ou informação, volta à entrada (input). Em outras palavras, um sistema dispõe de dispositivos de retroação quando produz uma ação ou resposta à entrada de informação e inclui o resultado da própria ação na nova informação pelo qual seu comportamento ulterior é modificado46".
Segundo Rapp47, “quando o primeiro processo de feedback" foi construído pela evolução, começou a vida".
A retroação se apresenta em grande número de sistemas mecânicos, eletrônicos, administrativos e constituem atributo dos organismos vivos ou organizações sociais. Retroação (“feedback”) é a volta do efeito à causa, ou seja, é o retorno à entrada de um sistema (“ïnput”) de parte da energia e informação da saída.
“A retroação ou retroalimentação (feedback) são as palavras cunhadas pelos pioneiros do rádio, no início do século” e, "... um sistema dispõe de dispositivo de retroação quando produz uma ação em resposta à entrada de informação e inclui o resultado da própria ação na nova informação pelo qual o seu comportamento ulterior é modificado48".
Através do mecanismo de “feedback” se faz a correção por meio do próprio erro.
“...O que de mais fundamental e importante encontramos naquilo que chamamos de organismo vivo é sua capacidade de auto-regulação, de realimentação que a complexidade de organização dos elementos componentes do organismo manifesta”.Tal regulação ou “feedback”, que caracteriza os organismos vivos e os sistemas processadores de informações, produz aquilo que operacionalmente denominamos de lógica dos efeitos, ou seja, uma espécie de infalibilidade no atingir o objetivo proposto, através do processo desenvolvido e utilizado49.
Como já se afirmou, a Teoria de Informações faz parte da Cibernética e esta, por suja vez, integra a Teoria Geral dos Sistemas.
Estas três teorias (juntamente com outros ramos do conhecimento que lhe deram origem), formam o Sistemismo.
Nós preferimos designá-lo Sistemismo Cibernético, pois a Cibernética é integrante da Teoria Geral dos Sistemas, a qual, acrescida dos conceitos da Ecologia, constitui o Sistemismo Ecológico Cibernético, um construto de nossa autoria, do qual apresentamos, a seguir, o

[editar] Princípio do Sistemismo Cibernético

Em virtude de que um sistema aberto é capaz de efetuar trocas de matéria, energia e informações com o seu ecossistema e, quando cibernético, dispõe de mecanismo de retroação (“feedback”), com vistas a reajustá-lo constantemente, em função da sua teleonomia e, com base no seu próprio desempenho, constitui um dos fundamentos básicos do Sistemismo Ecológico (também Cibernético) e da Enfermagem Cibernética (Teoria Sistêmico-Ecológica de Enfermagem).

[editar] Referências Bibliográficas

1. CHAVES, M.M..- Saúde e Sistemas - Rio de Janeiro – Fundação Getúlio Vargas - l972 p.5-6. 2. WIENER, N. - The human use of human beings (Cybernetics and Society) - New York. Avon Books - l967 - Original editado em l950 por Houg Miffen Company, in Chaves, M.M. - Saúde e Sistemas - Rio de Janeiro - Fundação Getúlio Vargas - l972.p. 5-6. 3. WIENER, N .- Cibernética e Sociedade - Tradução de Paulo Paes - São Paulo - Editora Cultrix. 4. Ibid op cit (1). 5. CARNOT, S. - in GUILLAUMAUD, J. - Cibernética e Materialismo Dialético - Trad. do original francês “Cybernétique et matérialisme dialectique” por Juvenal Hahne Junior e Guilherme de Paula - Rio de Janeiro - Tempo Brasileiro - 1970 - p. 89. 6. Ibid op cit (1). 7. Ibid op cit (3). 8. Ibid op cit (l). 9. COUFFIGNAL, in DAVID, A.- Cibernética e o Homem. Lisboa , Publicação . Dom Queixote. p.10. 10. DAVID, A - Cibernética e o Homem - Lisboa - Publicação Dom Queixote p. 35. 11. Ibidem. 12. PLATÃO, in D’AZEVEDO, N.C. - Cibernética e Vida - Petrópolis - Editora Vozes, l972. 13. D’AZEVEDO, N.C. - Cibernética e Vida. Petrópolis - Editora Vozes. 1972. 14. SAPARINA Y.- A cibernética está em nós. Tradução de Fernando Gouveia - Título original Cybernetics Within Us - Rio de Janeiro - Ed. Saga - 1967, p.08. 15. GORDON P.- Uma Introdução à Cibernética - 2ª ed. - London - l968. 16. FRANK, H. G.- Cibernética e Filosofia - RJ - Tempo Brasileiro, 1970, p. 11. 17. OLIVEIRA. E.J.B.A & OLIVEIRA, E.M.R - Tecnologia Instrumental - Livraria Pioneira - SP, l974. 18. DECHERT, C,R - Impacto Social da Cibernética. Trad. de Adilson Alkimin Cunha- SP - Edições Bloc, 1970 - Cap. I. 19. BIGELOW, in IDATTE, P. - Chaves da Cibernética - Trad. Alvaro Cabral - Rio de Janeiro - Civilização Brasileira. 1972. 20. EPSTEIN, I. et alii - Cibernética. SP, Ed. Ática - Cap. I 21. ________________ - Cibernética e Comunicação - São Paulo - Ed. Cultrix - 1973 - p. 85/86. 22. Ibidem - p. 20. 23. Ibid op cit (20). 24. Ibid op. cit (l3). 25. Ibid op cit (l0) p. 70. 26. IDATTE, P. - Chaves da Cibernética. Trad. de Alvaro Cabral - RJ - Civilização Brasileira, l972.- p. 117. 27. Ibidem. 28. BIGELOW - in IDATTE, op cit (26). 29. MOLES, A. - in IDATTE, op cit (26). 30. COUFFIGNAL, H. - in Idatte, op cit (26). 31. Ibid op cit (26). 32. ASHBY, W.R. - Introdução à Cibernética - São Paulo - Editora Perspectiva - 1970, p. 05. 33. Ibid op cit (26). 34. Ibid op cit (3). 35. CARNOT, in op cit (5) - p. 90. 36. CLAUSIUS, in op cit (5) - p. 90. 37. ASHBY, R. - Introdução á Cibernética - SP - Ed. Perspectiva., l970. 38. Ibid op cit (26). 39. MOLLES, A. - in IDATTE op cit (26) . p. 61/62. 40. Ibid op cit (3). 41. Ibid op cit (l0). 42. MAXWELL - in op cit (5) - p. 97. 43. Ibid in op cit (1). 44. Ibid op cit (l4). 45. Ibid op cit (l3). 46. Ibid op cit (20). 47. RAPP, H.R. in D’AZEVEDO, M.C. - Cibernética e Vida - Ed. Vozes, l972. p. 40. 48. Ibid op cit (20). 49. Ibid op cit (l0).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Brasil vai intensificar patrulhamento na fronteira, segundo o "Princípio do Universo Sistêmico, "

Leia nosso comentário, logo após a seguinte notícia:

"Brasil vai intensificar patrulhamento na fronteira


BRASÍLIA – O governo federal vai intensificar o patrulhamento das fronteiras.

Nesta quarta-feira (1º) os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Defesa, Nelson Jobim, assinaram um acordo de cooperação para a execução de ações integradas do chamado Plano Estratégico de Fronteiras, que tem como principal objetivo o enfrentamento de crimes nas áreas fronteiriças.

Os detalhes do plano serão somente divulgados na próxima semana.

De acordo com Jobim, o acordo entre os ministérios dará “musculatura” às operações já existentes.

As ações integradas terão a participação das Forças Armadas e dos órgãos de segurança pública federais, como a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal, além da Secretaria Nacional de Segurança Pública e a Força Nacional de Segurança Pública.

A Operação Sentinela da Polícia Federal, principal ação de patrulhamento das fronteiras, será permanente.

No entanto, segundo o ministro da Defesa, outras operações temporárias poderão ser deflagradas.
“As primeiras operações são de comando da PF com apoio logístico.

As pontuais serão geridas pelas Forças Armadas com o apoio da PF e irá envolver, em um certo momento, a Receita Federal”.

Os comandos das operações serão feitos do Centro de Operações Conjuntas (COC), que integra o setor de inteligência do Ministério da Defesa. Além do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, as forças do Ministério da Justiça também têm espaços específicos para controle das ações estratégicas.

A elaboração do Plano Estratégico de Fronteiras foi determinado pela presidente Dilma Rousseff.

Os ministros ainda não revelaram o valor dos recursos que serão empregados nas operações.

“Quando o plano for revelado, divulgaremos essa questão [orçamentária].

Os recursos que temos serão aumentados e à medida que conseguirmos efetivar essa integração”, disse Cardozo.

Também haverá investimento em novas tecnologias, como os Veículos Aéreos

Não Tripulados. A aeronave, acionada por controle remoto, tem capacidade de filmar e fotografar o terreno em tempo"

Confira toda a notícia na fonte: http://www.dci.com.br/Brasil-vai-intensificar-patrulhamento-na-fronteira-5-375922.html

Nosso comentário:

Princípio do Universo Sistêmico


A Teoria Geral dos Sistemas, através de seu conceito de organização sistêmica dos seres vivos (Sistema Biológico), dos seres brutos (Sistema Físico), das associações humanas (Sistema Social) e dos instrumentos (Sistema Tecnológico) postula a idéia da existência de um universo sistêmico, um dos alicerces fundamentais do Sistemismo Ecológico Cibernético e da Teoria Sistêmica-Ecológica-Cibernética de Enfermagem. (Rosalda Paim & Edson Paim).

Este Princípio se fundamenta na Teoria Geral dos Sistemas, de Lwidg von Bertalanffy e constitui um dos Princípios Gerais, tanto da Sistemismo Ecológico-Cibernético-Informacional (Edson Paim & Rosalda Paim), como da Teoria Sistêmica-Ecológica-Cibernética de Enfermagem (Rosalda Paim).

O Sistema Ùnico de Segurança Pública, criado pelo governo do Presidente Lula e, que dá nome a este Blog, assim como o Plano Estratégico de Fronteiras, eleborado por determinação da Presidenta Dilma, cujas ações serão integradas e terão a participação das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e dos órgãos de segurança pública federais, como a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal, além da Secretaria Nacional de Segurança Pública e a Força Nacional de Segurança Pública, sendo integrantes de um processo de Organização Sistêmica do Setor Público Federal, dos Estados e Municipios, fundamentados na Toria Geral dos Sistemas (Sistemismo), de Lwidg von Bertalanffy e, coerente com o Princípio acima citado, consoante nossas propostas para a organização sistêmica da administração pública, federal, estadual e municipal, divulgadas desde o inicio do último quartel do século passado, em livros que publicamos.
(Edson Nogueira Paim escreveu) 

domingo, 29 de maio de 2011

Tabaco matará quase 6 milhões de pessoas em 2011, aponta pesquisa


Leia comentário de Edson Paim após esta notícia: 

Tabaco matará quase 6 milhões de pessoas em 2011, aponta pesquisa

Da EFE


O tabaco matará quase 6 milhões de pessoas neste ano, entre elas 600 mil não fumantes expostos à fumaça, afirmou nesta sexta-feira (27) a OMS (Organização Mundial de Saúde), em ocasião dos preparativos para o Dia Mundial Sem Tabaco.

Por conta disso, o organismo decidiu dedicar o Dia Mundial Sem Tabaco de 2011, celebrado em 31 de maio, ao Convênio Marco para o Controle do Tabaco.

O hábito de fumar matou 100 milhões de pessoas no século 20 e pode tirar a vida de um bilhão no século 21 caso a atual tendência seja mantida, ressalta a OMS.

Comentário deste Blog:

 A conjunção dos efeitos genéticos com os ambientais na gênese dos processos patológicos estão expressas  no Princípio Genétíco-Ambiental daTeoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem (TSECE), da teorista brasileira Rosalda Paim

Princípio Genético-Ambiental 

“O ser humano é, em cada instante de sua trajetória existencial, a resultante dos efeitos de dois componentes: um genético, representado pelo conteúdo informacional (instruções codificadas em linguagem cromossômica), correspondendo a um projeto inscrito no código genético e, outro ambiental, decorrente das conseqüências cumulativas (historicidade dos efeitos, acrescida dos resultados, presentes ou instantâneos) e, do vir-a-ser, oriundos das ações das pressões ambientais sobre o patrimônio genético, que pode ser expresso como o somatório cumulativo dos efeitos das trocas de matéria, energia e informações entre o sistema humano e o ambiente que aconteceram no decurso de todo o processo vida”, influenciando seus projetos e seu devir. 

Corolário:

-  O ser humano é, em determinado momento da trajetória do seu processo vital, a resultante  dos  efeitos  da  programação genética,  que é  expressa   em   linguagem  cromossômica  e,  da historicidade,   acrescida  das  ações instantâneas produzidas pelas  trocas de matéria,  energia  e  informações intra-sistêmicas  e, do  organismo, como um todo,  com o ambiente ."

Do Princípio acima, se depreende que, no caso dos efeitos patológicos, provocados pelo tabagismo, sua intensidade e instante do aparecimento, ao longo da trajetória existencial do tabagista ou da pessoa não fumante, mas exposta à poluição ambiental, provocada por aquele, depende, como do caso da gênese de outras entidades mórbidas, também, da concorrência da ação de componentes genéticos, ou seja, da existência de gens específicos que atuem no sentido de provocarem os efeitos deletéros no organismo humano.
(Edson Nogueira Paim escreveu)

Os direitos sobre este Princípio e sobre a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem estão devidamente reservados para Rosalda Cruz Nogueira Paim)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Veja como a grande mídia distorce as notícias e escamoteia as verdades, no afã maroto de manter a classe média desinformada

Comentário deste Blog à notícia abaixo transcrita:

Desemprego no último ano do Governo FHC (abril/2002): 11,1

Desemprego no início do Governo Dilma (abril/2011): 6,4  

Esta diferença expressa o sucesso insofismável da "era" Lula, comparativamente com a "era" FHC, o que justifica um fato inconteste: "FHC já era".

Pois bem. Esta verdade é escondida pela grande mídia brasileira, para que a classe média do país permaneça desinnformada.

Analise a ginástica, o malabarismo, o jogo de palavras, com que a notícia abaixo distorce a verdade, para não ser percebida pelos seus incautos leitores.

Veja como, através de um link maroto, se pretende distorcer a realidade, mantendo a aparência (só a aparência) de isenção.

(Edson Nogueira Paim escreveu)

A notícia, com respectivo link, a que se refere o comentário acima, é do teor seguinte:

 

"IBGE: desemprego é o menor para abril desde 2002

Agência Estado

A taxa de 6,4% de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o mês passado foi a menor para meses de abril desde 2002, quando a instituição realizou a reformulação da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Em seu comunicado de hoje, o IBGE informou que considera a taxa de abril estável em relação a de março deste ano, quando o desemprego foi de 6,5%.

O IBGE informou ainda que a massa de renda média real (descontada a inflação) habitual dos ocupados no Brasil somou R$ 34,7 bilhões em abril, o que indica uma queda de 1,7% ante março e um aumento de 4,3% em relação a abril de 2010.
Já a massa de renda média real efetiva dos ocupados chegou a R$ 34,5 bilhões em março, com queda de 1,6% ante fevereiro e aumento de 4,1% na comparação com março de 2010. O rendimento médio real efetivo sempre se refere ao mês anterior ao da PME."


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